2007 - Português na Rede

CIDRA ou SIDRA?


“Cidra”, com C, é o fruto da cidreira. De sabor azedo, geralmente é usado no preparo de doces e compotas.

“Sidra”, com S, é o espumante com que a maioria dos brasileiros celebra a chegada do ano-novo. É feito de suco fermentado de maçã.
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Quem nasce no Sri Lanka é...



A opção mais votada, “cingalês”, com 47%, é a resposta correta. Porém, diferentemente dos outros Desafios, a maioria dos participantes errou. Podemos dizer que, se o Desafio fosse em dois turnos, haveria segundo turno, visto que 53% dos participantes erraram.

“Cingalês” é o adjetivo pátrio relativo ao Sri Lanka desde a época em que esse país se chamava Ceilão. O país mudou de nome, mas o adjetivo pátrio permaneceu.

Já viu o novo Desafio? Desta vez, você vai acertar ou errar?
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REVEILLON ou RÉVEILLON?


Escreve-se “réveillon”, ou seja, há acento no primeiro “E”.

De origem francesa, essa palavra designava a princípio uma refeição noturna, tarde da noite.

Tempos depois, mudou o sentido e passou a ser a refeição da noite de Natal, após a missa do galo.

E em meados do século passado, mudou mais uma vez de significado, passando a nomear a refeição feita na passagem de ano.
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ANO NOVO ou ANO-NOVO?

Com o sentido de "o próximo ano", "a meia-noite do 31 de dezembro", "o dia 1º de janeiro", é, dizem os dicionários, "ano-novo", com hífen e iniciais minúsculas. Desse modo, "Feliz Natal e próspero ano-novo!"
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árvore-de-natal ou árvore de Natal?

Com hífen, é árvore da família das pináceas (pinheiros) que fornece matéria-prima para a indústria de papel.


Sem hífen, é o pinheiro artificial que enfeita nossa casa no período natalino. E pode ser também pessoa que se veste com jóias e roupas exageradamente berrantes.
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QUEIJO DO REINO ou QUEIJO-DO-REINO?

De acordo com os dicionários, escreve-se "queijo-do-reino", com hífen. Esse queijo é uma tradição na mesa natalina dos nordestinos.
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REIZADO ou REISADO?

O certo é "reisado", com S. E por quê? Porque a palavra compõe-se do plural "reis" mais o sufixo "-ado".
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ORIGEM DAS PALAVRAS: PAPAI NOEL




Nosso "Papai Noel" é uma herança do francês "Père Noël" (Pai Natal). É mais uma prova da nossa mania de importar e assimilar nomes estrangeiros.

Os portugueses não padecem desse mal e dizem "Pai Natal". Os ingleses têm o "Father Christmas". Os canadenses que falam inglês e os americanos pedem presentes a "Santa Claus", cuja origem é o holandês "Sinterklaas", que em português é "São Nicolau".

De nacionalidade turca, São Nicolau foi um bispo que viveu no século 4.º e, por ser bondoso e gostar de dar presentes, deu origem à figura de Papai Noel.
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Resposta do Desafio


Os que disseram que “beócio” significa “ignorante” acertaram.


A palavra designava, inicialmente, os habitantes da Beócia, região grega. Ganhou a acepção de “ignorante” pelo fato de os beócios terem fama de ser um povo pouco inteligente.



Já está no ar o novo Desafio. Sua participação é muito importante!
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AMIGO-SECRETO ou AMIGO SECRETO?

A festa é com hífen; o participante é sem. Assim, "O amigo-secreto da empresa vai ser sexta-feira e o chefe é o meu amigo secreto".
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ORIGEM DAS PALAVRAS: A AVE "PERU"



É Natal! Época de paz, de amor, de solidariedade, de presentes e de comer peru, ave que tem uma história muito interessante.


A começar pelo fato de ser nome de país em três línguas diferentes: em português, "peru"; em inglês, "turkey" (turquia); em francês, dinde (de "d’Inde", "da Índia"). O curioso é que a ave, apesar dos nomes, não é originária de nenhum desses países, e sim do México e do sul dos Estados Unidos.


Mas há uma explicação para isso. No século 16, os portugueses chamavam a América espanhola de "Peru", que era, depois do Brasil, graças à fama do Império Inca, a região da América mais conhecida em Portugal. Foi por isso que, ao chegar a Portugal procedente do México, a ave "natalina" passou a ser chamada de "peru".


O "turkey" dos ingleses designava, a princípio, outra ave: a galinha-d’angola. Depois de certo tempo, os súditos da rainha descobriram que a galinha-d’angola não provinha da Turquia e deram-lhe outro nome: "guinea-hen", ou seja, "galinha-da-guiné". Quando o peru chegou à Inglaterra, no século 16, os ingleses viram então uma oportunidade de recuperar o nome "turkey", batizando a ave procedente do Novo Mundo com esse nome.


A história da "dinde" dos franceses é parecida com a de "turkey". É que no início os franceses chamavam de "dinde" a galinha-d’angola. Até que no ano de 1532, quando o peru chegou à França, os franceses resolveram que "dinde" passaria a ser o nome da ave importada da América.


Em tempo: na França, "dinde" é a fêmea do peru, ou seja, é a perua. O macho é "dindon". Mas, diferentemente de nós, os franceses preferem a forma feminina e comem "la dinde de Noël" (a perua de Natal).
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CONCORDÂNCIA: NEM... NEM...


O verbo fica no plural nas orações cujos sujeitos são introduzidos pela conjunção "nem": "Nem o prefeito nem o governador estão certos"; "Nem a CBF nem a Comissão Estadual de Arbitragem adiantaram quais serão os árbitros"; "Nem uma nem outra promessa têm data certa"; "...nem a Copergás nem nenhuma outra empresa distribuidora vão ter coragem de dizer ao cliente..."


O verbo, porém, ficará no singular se houver idéia de exclusão: "Nem Paulo nem José será eleito presidente da República na próxima eleição".
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HOMENAGEM À NOSSA SENHORA ou A NOSSA SENHORA?


Para haver crase, é preciso que a palavra antecedente exija a preposição "a" e a subseqüente aceite o artigo "a". Em virtude disso, não há crase antes de "Nossa Senhora", uma vez que esse nome rejeita artigo. Constate: dizemos "a história de Nossa Senhora", "confia em Nossa Senhora das Dores", "graça concedida por Nossa Senhora da Conceição", e não "a história da Nossa Senhora", "confia na Nossa Senhora das Dores", "graça concedida pela Nossa Senhora da Conceição". Assim sendo, "Uma multidão acompanhou a procissão em homenagem a Nossa Senhora da Conceição".
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EM VIAS DE ou EM VIA DE?

A locução certa é em via de, com a palavra via no singular.
Lembre-se de que via significa caminho. Daí a razão de ser em via [no caminho] de. Exemplo: "Pernambuco está em via de ganhar dois novos vôos internacionais".
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EM QUE PESE



A locução "em que pese" tem duas possibilidades de uso:



1. Quando faz referência a coisas, o verbo "pesar" concorda com a coisa referida: "Em que pesem seus bons argumentos, mantenho meu ponto de vista"; "...os grandes projetos de Suape, em que PESEM todos os efeitos que terão sobre nossa economia, trazem um risco econômico e social".

2. Quando faz referência a pessoas, o verbo "pesar" rege a preposição "a" e fica invariável: "Em que pese aos radicais, o governo não fará loucuras"; "Em que pese ao árbitro incompetente, nosso time venceu fácil".
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A OFICIAL ou A OFICIALA DE JUSTIÇA?

"Oficiala" é o feminino de "oficial". Portanto, devemos chamar de "oficial de justiça" quando é um homem e de "oficiala de justiça" quando é uma mulher.
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Resposta do Desafio


A maioria (61% dos participantes) acertou nosso desafio: “taumaturgo” é “uma pessoa que faz milagres”. A palavra provém do grego “thaumatourgós”, ‘aquele que, com milagres ou atos prodigiosos, atrai ou impressiona pessoas’.


O novo desafio já está no ar, logo abaixo de “Meus sites e blogs favoritos”. Participe!
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A LEI VIGIU POR MUITO TEMPO ou VIGEU POR MUITO TEMPO?

O certo é “A lei vigeu por muito tempo”, pois o verbo é “viger”, e não “vigir”.

A propósito, o verbo “viger” se conjuga como “vender”, mas não tem a primeira pessoa do presente do indicativo e todo o presente do subjuntivo.

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CRASE: A "PROVA DO AO"

Você conhece a "prova do ao"? Para saber se há crase, substitui-se a palavra feminina que tem como precedente o "a" craseável por uma masculina. Se o "a" virar "ao", há crase; caso contrário, não há. Vamos aplicar essa prova.

A frase "Os espíritas pertencem a parte da sociedade com o maior nível educacional" foi retirada de um jornal. O "a" antes de "parte" saiu sem o acento de crase, o acento grave. Foi correto isso? Vejamos: substituindo a feminina "parte" pela masculina "segmento", temos: "Os espíritas pertencem ao segmento da sociedade com o maior nível educacional".

Na substituição, o "a" virou "ao". Logo, há crase em "Os espíritas pertencem à parte da sociedade com o maior nível educacional".
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CÔCO ou COCO?

A palavra "coco" (o fruto do coqueiro) se escreve assim, sem acento, pois não se acentuam as paroxítonas terminadas em "o", como toco, lobo, fogo, soco, jogo, coro, bolo, tolo e bobo.
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DAQUI HÁ UM ANO ou DAQUI A UM ANO?



É sempre "daqui a um ano". Veja por quê:



é verbo, indica passado e equivale a faz: "Ele esteve aqui há algumas horas"; "Há mais de um ano não vou a campo de futebol".


A é preposição e indica tempo futuro ou distância física: "Sua cidade fica a 50 quilômetros da minha"; "Raios e trovões paralisaram a partida a dois minutos do fim"; "A quase um mês das festas juninas, ainda há vagas nos hotéis de Caruaru"; "É uma coisa que deve acontecer daqui a pouco"; "Os resultados só aparecerão daqui a um ano".
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Redação & estilo: escrever simples, escrever bem


Ainda hoje, infelizmente, muitas pessoas pensam que “escreve bem quem escreve difícil”. Nada é mais equivocado. Na verdade, é o contrário: escreve bem quem escreve simples. E esse ato de escrever simples não tem mistério. Basta observar alguns preceitos. Entre eles:

a) eliminar palavras ou expressões desnecessárias: em vez de ato de natureza hostil, escreva ato hostil; em vez de decisão tomada no âmbito da diretoria, escreva decisão da diretoria; em vez de pessoa sem discrição, escreva pessoa indiscreta; em vez de neste momento nós acreditamos, escreva acreditamos; em vez de travar uma discussão, escreva discutir; em vez de na eventualidade de faltar combustível, escreva se faltar combustível; em vez de com o objetivo de, escreva para;

b) evitar o emprego de adjetivação excessiva: em vez de o difícil e alarmante problema da seca, escreva o problema da seca;

c) dispensar, nas datas, os substantivos dia, mês e ano, além do adjetivo último: em vez de no dia 12 de janeiro, escreva em 12 de janeiro; em vez de no mês de fevereiro, escreva em fevereiro; em vez de no ano de 2000, escreva em 2000; em vez de no último dia 15 de novembro, escreva em 15 de novembro;

d) trocar a locução verbo + substantivo pelo verbo: em vez de fazer uma viagem, escreva viajar; em vez de fazer um lanche, escreva lanchar; em vez de pôr as idéias em ordem, escreva ordenar as idéias; em vez de pôr moedas em circulação, escreva emitir moedas;

e) usar o aposto em lugar da oração apositiva: em vez de O contrato previa a construção do hospital em um ano, que era prazo mais do que suficiente, escreva O contrato previa a construção do hospital em um ano, prazo mais do que suficiente; em vez de O que se tem é a anarquia, que é a bagunça pura e simples, irmã gêmea do caos, escreva O que se tem é a anarquia, bagunça pura e simples, irmã gêmea do caos;

f) empregar o particípio do verbo para reduzir orações: em vez de Agora que expliquei o título, passo a falar do tema, escreva Explicado o título, passo a falar do tema; em vez de Depois de terminar o trabalho, ligo para você, escreva Terminado o trabalho, ligo para você; em vez de Quando terminar o preâmbulo, passarei ao assunto principal, escreva Terminado o preâmbulo, passarei ao assunto principal;

g) eliminar, sempre que possível, os indefinidos um e uma: em vez de A sociedade exige uma punição rigorosa para casos de corrupção, escreva A sociedade exige punição rigorosa para casos de corrupção; em vez de O Brasil se tornou uma terra de ninguém, escreva O Brasil se tornou terra de ninguém.


É claro que cada um tem seu estilo. E esse “estilo pessoal” às vezes implica o uso do substantivo dia em datas; da locução verbo + substantivo; dos indefinidos um e uma. Ou seja, a pessoa prefere escrever no dia 29 de março, em vez de 29 de março; fazer um lanche, em vez de lanchar; Ofereceu um delicioso almoço aos amigos, em vez de Ofereceu delicioso almoço aos amigos.



Compreendemos esse “estilo pessoal”, necessário para a diversidade da língua. No entanto, muito desse “estilo pessoal” são vícios adquiridos ao longo de nossa formação, que nada acrescentam em termos de qualidade textual. Alguns desses vícios foram aqui relacionados. E agora, que você está ciente deles, fica mais fácil combatê-los.
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A GROSSO MODO ou GROSSO MODO?

O certo é “grosso modo”, sem "a" no início dessa expressão latina, cujo significado é “de modo grosseiro, impreciso”.

Exemplo: "O existencialismo é, grosso modo, uma filosofia que põe em destaque a liberdade do homem".

A pronúncia original (latina) é "grósso módo", com "o" aberto.
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“PORQUE” EXPLICATIVO x “PORQUE” CAUSAL



Na escola, aprendemos que há dois tipos de “porque”: um é explicativo e, o nome já diz, introduz explicação; o outro é causal e introduz causa.

Aprendemos também na escola que o “porque” explicativo é precedido de vírgula; enquanto o causal não é.

Ocorre que muitas vezes não é fácil distinguir o “porque” explicativo do causal.

Vejamos:

Eles não compareceram porque estavam doentes.

Ou será:

Eles não compareceram, porque estavam doentes.

Se for causal, não haverá vírgula, o exemplo correto será o primeiro. Se o “porque” for explicativo, haverá vírgula, e o segundo exemplo será o correto.

O xis da questão é o seguinte: na relação causal há sempre a idéia de causa e conseqüência, enquanto na explicativa não existe essa relação. Assim, o exemplo correto é o primeiro:

Eles não compareceram porque estavam doentes.

Neste exemplo o “porque” é causal, sem vírgula, porque há causa e conseqüência: Eles estavam doentes (causa); eles não compareceram (conseqüência).

Agora vejamos um exemplo com um “porque” explicativo:

-Chegue cedo, porque durmo depois da novela.

Não há, neste caso, relação de causa e conseqüência. Logo, o "porque" é explicativo e precedido de vírgula.
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SANGRIA DESATADA



Você já parou para pensar no significado da expressão “sangria desatada”?


A palavra sangria, de origem espanhola, significa sangramento, e desatada é o particípio do verbo desatar (des + atar), que significa libertar, soltar, desprender, livrar. Trocando em miúdos, sangria desatada é um sangramento descontrolado que exige cuidados imediatos. Quando falamos que uma coisa não é sangria desatada queremos dizer que ela não requer cuidados ou providências urgentes.
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À TODA PROVA ou A TODA PROVA?

O certo é "a toda prova", sem crase. Simplesmente porque "toda" rejeita a anteposição de artigo - não dizemos "a toda mulher é charmosa", mas "toda mulher é charmosa". E, sem artigo, não há crase, pois a crase é a fusão da preposição "a" com o artigo "a".
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CONCORDÂNCIA DOS VERBOS QUE EXPRESSAM FENÔMENOS NATURAIS

"Chove e-mails" ou "Chovem e-mails"?


Os verbos que expressam fenômenos da natureza são impessoais e concordam na terceira pessoa do singular: "Chove muito na Amazônia"; "Ontem e hoje nevou em Nova Iorque"; "Trovejou bastante na noite passada".

No entanto, esses verbos, em sentido figurado, concordam normalmente com o sujeito: "Choveram reclamações"; "Choveram elogios"; "Chovem e-mails".

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O Desafio está de volta


Na nossa antiga coluna no JC OnLine, testávamos o conhecimento do leitor com uma pergunta relacionada à língua portuguesa. Era o Desafio. Agora, com Português na Rede, mantivemos essa seção (na coluna da esquerda, abaixo de Meus sites e blogs favoritos). Periodicamente, lançaremos uma pergunta que possibilitará a você, leitor, aferir seu conhecimento e, o principal, ampliar sua cultura.


Daremos a resposta da pergunta quando o Desafio for encerrado. Então, vamos participar!
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CRASE: À PARTIR DAS 22 HORAS ou A PARTIR DAS 22 HORAS?

Não ocorre crase no “a” que precede verbo. Assim, “A partir das 22h”.
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REDAÇÃO & ESTILO: SUBSTITUIÇÃO DO PRONOME POSSESSIVO PELO OBLÍQUO

Uma boa forma de tornar o texto elegante é, em alguns casos, substituir o pronome possessivo pelo oblíquo. Vamos mostrar isso na prática. Veja algumas frases que inicialmente foram redigidas com o pronome possessivo:

O barulho perturba o meu juízo.

Ninguém ouvia as suas propostas.
A solução do problema tomou o nosso dia.

Agora essas mesmas frases com apenas uma única modificação – o pronome oblíquo no lugar do possessivo:


O barulho perturba-me o juízo.

Ninguém lhe ouvia as propostas.
A solução do problema nos tomou o dia.

Perceba como as frases ganharam “força”, ficaram mais bem-acabadas estilisticamente falando.
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DISPENSA VAZIA ou DESPENSA VAZIA?


Com o sentido de “local ou armário onde se guardam mantimentos”, o certo é “despensa”, com E na primeira sílaba.

“Dispensa”, com I, é forma do verbo “dispensar”: eu dispenso, tu dispensas, ele dispensa...

Portanto, o correto é “despensa vazia”.
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BOAS CARNES À MESA ou NA MESA?


O certo é “boas carnes ‘na’ mesa”. Isso porque a preposição “a” indica que algo está ao lado de, junto a. E a preposição “em”, que algo está sobre, em cima de.

Em síntese, as pessoas ficam “à” mesa (= ao lado da mesa, sentadas); os alimentos ficam “na” mesa (em cima da mesa).
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TODO PODEROSO ou TODO-PODEROSO?

Significando "Deus", é "Todo-Poderoso", com hífen e iniciais maiúsculas.


Atenção! Se o sentido for de "pessoa muito poderosa", as iniciais serão minúsculas: "Ele é o todo-poderoso da empresa".
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BUGINGANGA ou BUGIGANGA

A palavra é "bugiganga", ou seja, não há N entre o I e o segundo G.
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VÍRGULA – COMO



"Presidente socialista é lembrado em todo o mundo, como um ícone da esquerda."

Nessa frase, o uso da vírgula está correto?

Não.

Em geral, usa-se vírgula antes de "como" quando é possível escrever "por exemplo" depois dele: "Alguns jogadores do Sport, como [por exemplo] Carlinhos Bala e Anderson, não sabem bater pênalti"; "Pernambuco sempre teve bons poetas, como [por exemplo] Manuel Bandeira e Carlos Pena Filho". Nos demais casos (em comparações ou indicando modo), não há vírgula: "Ela cozinha como a mãe"; "Salvador Allende é lembrado em todo o mundo como um ícone da esquerda".
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CONCORDÂNCIA: INFRAVERMELHO e ULTRAVIOLETA

As palavras formadas por prefixo + adjetivo variam em gênero e número. É o caso de “infravermelho” (infra: prefixo; vermelho: adjetivo). Portanto, “radiação infravermelha”, “lentes infravermelhas”, “óculos especiais infravermelhos”.

A regra muda quando a estrutura passa a ser “prefixo + substantivo”. A palavra assim formada fica invariável em função adjetiva. Por isso, “raios ultravioleta”. Quando é substantivo, porém, “ultravioleta” varia: “Os ultravioletas fazem mal à saúde”.
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REGÊNCIA: PROLIFERAR

O verbo “proliferar” não é pronominal, ou seja, não se conjuga acompanhado de pronome. Exemplo: “Filmes baixados ilegalmente pela internet proliferam tanto quanto a música ilegal on-line”.
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O BACANAL DE HERODES ou A BACANAL DE HERODES?

“Bacanal” é palavra feminina. Portanto, “a bacanal de Herodes”.


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MAIÚSCULA ou MINÚSCULA: CITAÇÕES

As citações depois de dois-pontos começam com inicial maiúscula. Exemplo: “E Carola continuava a relatar o passeio: ‘E lá estávamos nós quatro no Ibirapuera naquela tarde de julho. O sol brilhava tanto...’”


Não sendo uma citação, a inicial é minúscula: "Estas são as minhas frutas favoritas: abacaxi, manga e melão".
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CORINGA ou CURINGA?

CORINGA é pequena embarcação ou pessoa feia e raquítica.

CURINGA é carta de baralho e pessoa versátil capaz de desempenhar várias atividades. Exemplo: “Nelson Jobim é um dos curingas do presidente Lula”.
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PÁRAM ou PARAM?

O certo é “param”, sem acento. 

E atenção! Pelas novas regras, o acento de "pára", terceira pessoa do presente do verbo "parar", caiu e agora se escreve "para".
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VOTAÇÃO SE ESTENDEU MADRUGADA A DENTRO ou ADENTRO?

O advérbio "adentro", oposto de "afora", é usado em frases como "Penetrou mata adentro", "A aula prosseguiu noite adentro", "Votação na Câmara se estendeu madrugada adentro".
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EMPRESAS JÚNIOR ou EMPRESAS JUNIORES?


O adjetivo “júnior” no plural vira “juniores” (observe o deslocamento da sílaba tônica, com “o” fechado). 

Portanto, o certo é “advogados juniores”, “jogadores juniores”, “empresas juniores”.
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CRASE ANTES DE NÚMERO

Pode haver crase antes de número?

Pode.

Mas para isso o número tem de representar ou se referir a uma palavra feminina.

Exemplo: “Leia o texto da página 5 à 15”.

Sucede que, nesse caso, a palavra “página" está antes do número 15, porém está elíptica (subentendida):

“Leia o texto da página 5 à (página) 15”

É por isso que ocorre a crase.
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AO ENCONTRO DE x DE ENCONTRO A


AO ENCONTRO DE significa "a favor de", “em direção a”: 

Com essas medidas saneadoras, o governo vai ao encontro da sociedade.

O objetivo do Diretório olindense é proporcionar ao eleitor uma alternativa que vá ao encontro dos anseios do povo.


Andrade cobrou escanteio da esquerda, e a bola foi ao encontro de Carlinhos Bala, que, embaixo da barra, estufou a rede.


DE ENCONTRO A significa “no sentido oposto a” e indica choque, discordância: 

A escolha do filho foi de encontro às aspirações do pai.

 A decisão irrefletida do diretor-presidente foi de encontro ao pensamento racional dos demais diretores.
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UMA VARIZE ou UMA VARIZ?

A palavra é "variz", com "z" no fim.

O plural é "varizes", como "-es" no fim, que é a terminação de plural das palavras terminadas em "z":

ESTUPIDEZ - ESTUPIDEZES;

GRAVIDEZ - GRAVIDEZES;

MALCRIADEZ - MALCRIADEZES.
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Crase

À distância ou a distância?

Quando a distância não está determinada, o “A” que abre a locução “a distância” não leva acento grave. Compare:


Sem crase

“Ele acompanhou tudo A DISTÂNCIA.”


“Moradores acompanharam o desfile A DISTÂNCIA.”

“Educação A DISTÂNCIA.”

Com crase

“Os militares acompanharam tudo À DISTÂNCIA de 15 metros.”

“No zoológico, as feras ficam À DISTÂNCIA de 100 metros.”

“Observamos tudo À DISTÂNCIA de 5 metros.”
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Regência verbal

Suceder

O verbo “suceder” não rege objeto direto: uma pessoa ou coisa sempre sucede a outra. Como “suceder” não rege objeto direto, não existe a forma “o sucederá”, mas sim “lhe sucederá”. Exemplo: “O candidato que lhe sucederá, seja republicano ou democrata...”



Extorquir

Extorquimos alguma coisa de alguém. Isto é, no português-padrão, o objeto direto desse verbo só pode ser coisas, e não pessoas. Exemplo: “Policiais são acusados de extorquir dinheiro do bando de Abadía”.

Observação: Fique atento à conjugação de extorquir, pois se trata de verbo defectivo. Isto é, ele só tem as formas em que ao encontro “qu-” se seguem as vogais E ou I. Logo, nada de "eu extorco" ou "ela extorca".



Obedecer


No português-padrão, “obedecer” rege objeto indireto: obedece-se a alguém ou a algo. Exemplo: “A distribuição dos outros componentes dos grupos obedecerá à seguinte ordem...”
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Ortografia


1. Onde x aonde

ONDE se usa com verbos que não são de movimento.


Por isso, “Onde cabem cinco, acomodam-se 20”, porque “caber” não é verbo de movimento.

Diferente é o caso de AONDE, que se usa com verbos de movimento que regem a preposição “a”.


Assim, “Sem o amor dos pais ele não teria condições de chegar aonde chegou”, pois “chegar” é verbo de movimento e quem chega chega a algum lugar.

2. Todo território nacional ou todo o território nacional?


TODO significa “qualquer”, “cada”.
TODO O significa “inteiro”.

Exemplo: “todo país” quer dizer “qualquer país”, e “todo o país” equivale a “o país inteiro”.
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Concordância verbal

Nenhum de


“Nenhuma das peças encontradas são do período holandês.”

Fica no singular o verbo cujo sujeito é formado por pronome indefinido singular + de + pronome ou nome plural (“algum de nós”, “nenhum de nós”, “cada um de vocês”, “qual das cidades”, “algum dentre vocês”, “nenhum dos candidatos”, “cada um dos agricultores”). Portanto, “Nenhuma das peças encontradas é do período holandês”.
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Ortografia


1. Mal x mau

MAL pode ser substituído por BEM: "Ele canta mal [bem]"; "Há pessoas que praticam o mal [o bem]"; "Não há mal [bem] que sempre dure".

MAU é substituível por BOM: "Foi expulso pelo mau [bom] comportamento na festa"; "Nada mau [bom] para uma empresa que nasceu de uma pequena peixaria no Pina"; "Empresas contratadas pelo Estado vêem como um mau [bom] sinal a decisão tomada pelo futuro governo..."

2. Lugar comum ou lugar-comum?


Quando é substantivo, significando fórmula, argumento ou ideia já muito conhecida e repisada, "lugar-comum" se escreve assim, com hífen. O plural é "lugares-comuns".

3. Escandalo ou escândalo?

A grafia certa é "escândalo", com acento, porque todas as palavras proparoxítonas são acentuadas.

4. Coalisão ou coalizão?

A forma certa é "coalizão", com Z.

5. Hora-extra ou hora extra?

O certo é "hora extra", sem hífen.
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Questões de Concordância

"As chuvas inesperadas, em pleno verão, provocou alagamentos nas principais vias..."


Segundo o excerto, o que é que provocou alagamentos nas principais vias? "As chuvas inesperadas."

Assim sendo, "As chuvas inesperadas, em pleno verão, provocaram alagamentos nas principais vias..."


Vendas recordes ou recorde?

Em função adjetiva, a palavra "recorde" não varia: "As montadoras preveem vendas recorde..."
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Crase


Não há crase no "a" que liga substantivos repetidos: "cara a cara", "face a face", "frente a frente".
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Concordância


"Perder e ganhar faz parte da democracia."

Está certa essa frase?


Fica no singular o verbo de um sujeito composto cujos núcleos são infinitivos. Assim sendo, "Andar e nadar faz bem à saúde"; "Fumar e beber prejudica a saúde"; "Ser paciente e respeitar o próximo fortalece a cidadania"; "Agredir jogadores e quebrar as dependências do clube só serve para agravar ainda mais a situação".



No entanto, o verbo da oração irá para o plural se esses núcleos estiverem acompanhados de determinantes (um artigo, por exemplo) ou se os infinitivos forem termos antônimos e, neste caso, sem a necessidade de determinantes.

Exemplos: "O amar e o sorrir são necessários"; "Amar e odiar são sentimentos muito fortes"; "Sorrir e Chorar fazem parte da vida"; "Perder e ganhar fazem parte da democracia".
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Grafia dos nomes científicos


Nomes científicos escrevem-se em itálico (ou em corpo diferente do texto) e com a primeira palavra com inicial maiúscula:

Mycobacterium fortuitum,

Staphylococcus aureus,

Helicobacter pylori.
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Questões de crase

1. “Fabiano deu comida à uma menina que passava na rua.”


Não há crase em “...à uma menina que passava na rua”, pois, nesse caso, "uma" é artigo.

Se "uma" é artigo, antes dele não há o artigo "a", pois não se usam dois artigos lado a lado – diz-se “uma mulher bonita”, e não “a uma mulher bonita”.

2. “Agora o seu café predileto vem com embalagem à vácuo.”

“Vácuo” é palavra masculina.

Por isso, não ocorre crase em “embalagem a vácuo”.

3. Para valer à pena ou a pena?

O certo é “para valer a pena”, sem crase, porque "valer" é transitivo direto: alguma coisa vale algo.

4. Qual o certo: “...dar sequência a investigação do acidente”, sem crase, ou “...dar sequência à investigação do acidente”, com crase?

Para encontrar a resposta, e só fazer o teste do “ao” – substituir a palavra “investigação” por uma masculina.

Se nessa substituição o “a” virar “ao”, significa que esse “a” é craseado.

Vamos ao teste: “...dar sequência ao exame do acidente”.

O “a” virou “ao”.

Logo, há crase no “a” que precede a palavra “investigação”: “dar seqüência à investigação do acidente”.
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Parecido não é igual


1. Tampar x tapar

"Tampar" é da família de "tampa" e de "tampo" e significa "fechar usando tampa ou tampo". Assim sendo, tampamos bueiros, garrafas, vasilhas, panelas... Quando fechamos sem usar tampa ou tampo, nós "tapamos".


Mas "tapar" também significa "tampar". Portanto, é correto dizer tapou o bueiro, a garrafa, a vasilha, a panela...

Conclusão: com "tapar" no sentido de fechar, vale tudo; com "tampar", só vale se houver tampa ou tampo.

2. Costa x costas

A parte de trás do tronco humano é chamada de “costas”.

Ou seja, é um substantivo que só se usa no plural.

Diferencia-se de “costa”, forma singular que significa “porção do mar próxima da terra”.
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Ortografia


1. Personal trainner ou trainer?

O certo é “personal trainer”, com um “N” na segunda palavra.

2. São Luiz ou São Luís?

Tratando-se da capital do Maranhão, o certo é “São Luís”, com “S” e acento no “I”.
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Acentuação

Há um costume de sempre se empregar uma vírgula depois da conjunção “mas”.
Para algumas pessoas, isso é automático: usou “mas”, vírgula!
“Aquela criança não para de correr.”
Falta algo nessa frase. É que a forma verbal “pára” tem acento no primeiro “a”, cuja finalidade é diferenciá-la da preposição “para”. O correto é escrever “Aquela criança não pára de correr”.
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Plural de “meia-irmã”

O plural do substantivo composto “meia-irmã” é “meias-irmãs”.

Portanto, variam as duas palavras que formam o composto.
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Questão de plural

As Farcs ou as Farc?


O certo é “as Farc”. Não se pluraliza essa sigla porque a locução representada por ela (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) já está no plural. É o mesmo caso da sigla “EUA”, que não é pluralizada porque representa um nome no plural (Estados Unidos da América).
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Questões de crase

1. Missa dedicada à Nossa Senhora ou a Nossa Senhora?

Para haver crase, é preciso que a palavra antecedente exija a preposição “a” e a subseqüente aceite o artigo “a”. Em virtude disso, não há crase antes de “Nossa Senhora”, uma vez que esse nome rejeita artigo. Constate: dizemos “a história de Nossa Senhora”, “confia em Nossa Senhora de Fátima”, “graça concedida por Nossa Senhora da Conceição”, e não “a história da Nossa Senhora”, “confia na Nossa Senhora de Fátima”, “graça concedida pela Nossa Senhora de Conceição”. Assim sendo, “Missa dedicada a Nossa Senhora”.

2. Toda

“Carlos dedicou sua formação à toda a área de direção.”

Nessa frase, o uso da crase está correto? Não. A palavra “toda” rejeita a anteposição de artigo (não dizemos “a toda nudez será castigada”, mas “toda nudez será castigada”) e, sem artigo, não há crase. Assim, “...dedicou sua formação a toda a área de direção”.
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Parecido não é igual

Parecido não é igual. Já escutou essa máxima? Ela é bem verdadeira, como veremos.

1. Por ora x por hora

POR ORA significa por enquanto, por agora: "Por ora, não acredito na queda dos juros"; "Por ora, não dispomos de policiais eficientes".

POR HORA é o mesmo que a cada sessenta minutos, pelo tempo de uma hora: "O aluguel da lancha é R$ 100 por hora"; "Passam naquela rodovia 10 mil carros por hora".

2. Emigrar x imigrar

EMIGRAR significa sair de um lugar para se fixar em outro: “Emigrou do Brasil para morar nos Estados Unidos”; “Emigrou do Japão, fixando-se em São Paulo”; “Estudos recentes indicam que 220 mil pessoas vão emigrar do Leste Europeu para os 15 países membros”.

IMIGRAR é entrar num país estranho para nele viver: “Milhões de italianos imigraram para o Brasil”.Isso dizem os dicionários. Na prática, a diferença é a seguinte: citando-se o lugar da saída, usa-se “emigrar” (“Emigrou do Brasil para os Estados Unidos”); citando-se tão-somente o destino, usa-se “imigrar” (“Milhões de italianos imigraram para o Brasil”).Mas, se você quer simplificar a sua vida, use “migrar”, que pode substituir tanto “emigrar” como “imigrar”.

3. Por ventura x porventura

Depende do sentido. Se significar por sorte, é “por ventura”, separado: “Por ventura minha, cheguei antes de a tempestade começar”. Se significar por acaso, é “porventura”, numa só palavra: “Porventura você viu minha caneta?”

4. Aterrisou ou aterrissou?

O verbo é “aterrissar”, com dois S. Logo, “O avião aterrissou no aeroporto”. Existe também a forma “aterrizar”, com Z. Esta, contudo, não tem a simpatia da norma culta, que prefere a primeira.

5. Ecosistema ou ecossistema?

O elemento “eco-” liga-se sem hífen à palavra seguinte, que terá a inicial dobrada se começar com R ou S. Assim, “ecociência”, “ecoesportes”, “ecorregião”, “ecossistema”.

6. Pirineus ou pireneus?

Escreve-se “Pireneus”. Ou seja, depois do R há E, e não I.
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