2008 - Português na Rede

Ano se inicia com mudanças na ortografia

Primeiro de janeiro de 2009 marca, além do novo ano, o início do período de transição para a nova ortografia. Desse dia até o último de 2012, todos no Brasil terão que se adequar às novas regras, pois, pelo cronograma de implantação do acordo, em janeiro de 2013 toda a produção escrita em língua portuguesa terá de seguir a nova ortografia.

Muitos, como grandes jornais e revistas do nosso país, estarão aderindo ao acordo logo no início. E é claro que haverá os equívocos, pois sair de uma ortografia usada há décadas para entrar noutra não é simples. Mas essa etapa de equívocos será necessária, pois só praticando as novas regras é que vamos assimilá-las.


Para você que ainda não está a par das mudanças provocadas pelo acordo ortográfico, segue um resumo delas:


As mudanças do acordo ortográfico (português do Brasil)

1. O retorno das letras “k”, “w” e “y”


É na verdade um retorno oficial, pois elas de fato nunca deixaram de fazer parte do nosso alfabeto. Basta consultar nossos principais dicionários e ver que todos registram verbetes com “k”, “w” e “y”.


E não há nenhuma mudança quanto ao emprego delas, que continuam a ser usadas:


a) na grafia de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);


b) na grafia de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, yin, yang, Washington, William, Kennedy, Kafka, kafkiano, kardecista.


2. O fim do trema

O trema deixa de ser usado. Ele, porém, permanece nos nomes próprios estrangeiros e em seus derivados: Hübner, hübnerita.

3. Novas regras de acentuação

- As palavras paroxítonas com os ditongos abertos “ei” e "oi" perdem o acento. Como é: idéia, geléia, bóia, apóie, apóiem, apóio (verbo), asteróide, heróico. Como será: ideia, geleia, boia, apoie, apoiem, apoio, asteroide, heroico. Atenção: permanece o acento das palavras terminadas em “éis”, “éu(s)” e “ói(s)”: papéis, céu, troféus, dói, heróis.

- O acento do “i” e do “u” tônicos precedidos de ditongo, em palavras paroxítonas, deixa de ser usado. Como é: baiúca, feiúra, cauíla. Como será: baiuca, feiura, cauila.

Observação: O acento permanece em palavras oxítonas: Piauí, tuiuiú.

- O circunflexo das palavras terminadas “oo” e “eem” deixa de ser usado: voo, abençoo, creem, deem, leem e veem.

- O acento diferencial de “pára” (verbo), “pêlo”, “pélo”, “pêra” e “pólo” desaparece. O correto passa a ser “para”, “pelo”, “pelo”, “pera” e “polo”.



Atenção: o acento de “pôr” e “pôde” permanece.


- O acento agudo de verbos como “apaziguar”, “averiguar”, “arguir” e “redarguir” deixa de ser usado. Como é: apazigúe, averigúem, argúem, redargúi. Como será:




a) Alguns verbos terminados em guar, quar e quir, como "aguar", "averiguar", "apaziguar", "desaguar", "enxaguar", "obliquar", "delinquir", admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e do imperativo. Nesse caso, duas grafias serão aceitas: se a tonicidade recair no "u", não haverá acento: aguo, enxague, delinquem; se a tonicidade recair nas vogais "a" ou "i" da sílaba anterior, elas serão acentuadas: águo, enxágue, delínquem.




b) O “u” tônico de arguir e redarguir deixará de ser acentuado nas formas (tu) arguis/ redarguis, (ele) argui/ redargui, (eles) arguem/ redarguem.


4. Novas regras do hífen

- Prefixos e falsos prefixos se ligam com hífen a palavras iniciadas por “h”: anti-higiênico, anti-histórico, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, sub-hepático, sub-humano, super-homem, ultra-humano.



Algumas exceções – palavras formadas pelos prefixos des-, in- e re-: desumano, desumidificar, inábil, inumano, reidratar, reidratação, reabilitar.


- Se o prefixo termina por vogal e o segundo elemento começa pela mesma vogal, usa-se o hífen: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-inflamatório, auto-observação, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro-ônibus, micro-organismo, para-atleta, semi-internato, semi-interno.



Exceções – os prefixos “co” e “re”: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante, rescrever, reedição, reeleito, reestruturar, reenviar.


- Se o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento, não se usa o hífen: aeroespacial, agroindustrial, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual.

- Se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”, não se usa o hífen: anteprojeto, antipedagógico, autopeça, autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador, pseudomédico, semicírculo, semideus, seminovo, ultramoderno.

- Se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por “r” ou “s”, além de não haver hífen, dobram-se essas letras: antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas, antissocial, biorritmo, contrarregra, contrassenso, cosseno, infrassom, georreferência, microssistema, minissaia, microrregião, multissecular, neorrealismo, neossimbolista, semirreta, ultrarresistente, ultrassom.

- Se o primeiro elemento termina por consoante igual à que inicia o segundo, usa-se o hífen: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, mal-limpo, sub-bibliotecário, super-racista, super-reacionário, super-resistente, super-romântico.

- Se o prefixo termina em consoante diferente da que inicia o segundo elemento, não se usa o hífen: hipermercado, intermunicipal, superproteção, subchefe, subsede.



- O prefixo “sub-” se liga com hífen a “b”, “h” e “r”: sub-bloco, sub-humano, sub-hepático, sub-região, sub-reino.


- Os prefixos “circum-” e “pan-” se ligam com hífen a vogal, “h”, “m” e “n”: circum-escolar, circum-navegação, pan-americano, pan-mágico, pan-negritude.


- Se o prefixo termina em consoante e o segundo elemento começa por vogal, não se usa o hífen: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.

- Os prefixos “ex-”, “além-”, “aquém-”, “recém-”, “sem-”, “pós-”, “pré-”,“pró-” e “vice-” ligam-se com hífen ao elemento seguinte: além-mar, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-prefeito, ex-presidente, pós-graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, pró-reforma, recém-casado, recém-nascido, sem-terra, sem-teto, vice-governador, vice-presidente.

-Usa-se o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani “-açu”, “-guaçu” e “-mirim” quando o primeiro elemento termina em vogal acentuada graficamente ou em tônica nasal: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu, Ceará-Mirim, paraná-mirim.



-Não se usa o hífen em palavras que perderam a noção de composição: girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, paraquedista, pontapé.


Observação: Como o texto do acordo é muito vago, considere, neste primeiro momento, apenas essas palavras como as que “perderam a noção de composição”.


- A regra de “bem” com hífen não muda, continuaremos grafando “bem-humorado”, “bem-sucedido”, “bem-visto”. No entanto, algumas palavras perderão o hífen e ficarão unidas ao termo seguinte com o “m” virando “n”. Ei-las: benfeito, benquerer e benquerido.

........................................................................

FELIZ ANO-NOVO!
Nesta última postagem do ano, queremos agradecer a todos os amigos que acompanharam este blog, que procurou fazer jus à proposta de ser um tira-dúvidas de português na internet.

Português na Rede, com os seus quase 10 mil acessos mensais, é uma prestação de serviço consolidada e tem orgulho de dizer que você, amigo leitor, é o grande responsável por isso.

Obrigado e um 2009 de paz, saúde e muitas alegrias!
Leia Mais ►

Plural de "sem-terra" e outros casos

As palavras compostas formadas por "sem-" aplicadas a pessoas são em geral invariáveis: o sem-terra, os sem-terra, o sem-pão, os sem-pão, o sem-trabalho, os sem-trabalho, o sem-vergonha, os sem-vergonha, o sem-teto, os sem-teto.

Quando é necessário deixar claro que essas palavras estão sendo usadas no plural, isso é feito por um artigo, adjetivo, pronome ou verbo: "Os sem-terra estão acampados no Centro da cidade", "Choque expulsa vários sem-teto", "Sem-trabalho diminuem no Brasil".

Qual a lógica dessa ausência de flexão?

Em todos esses casos, há um substantivo implícito. Por isso, não ocorre a flexão numérica: "Os (agricultores) sem-terra estão acampados no Centro da cidade", "Choque expulsa vários (moradores) sem-teto", "(Pessoas) Sem-trabalho diminuem no Brasil".

Convém observar que algumas palavras com "sem-" que são aplicadas a coisas e ações variam em número.

Algumas dessas: o sem-fim, os sem-fins, o sem-segundo, os sem-segundos, o sem-termo, os sem-termos, a sem-vergonhez, as sem-vergonhezes, a sem-vergonhice, as sem-vergonhices.

Neste caso, a flexão ocorre porque não existe um substantivo implícito: “Infelizmente, as ( ) sem-vergonhices dos políticos brasileiros são incontáveis”.
Leia Mais ►

O gênero dos espumantes (1): a champanhe ou o champanhe?

"Champanhe" é um vinho, por isso é nome masculino: “O [vinho] champanhe Veuve Clicquot vale cada gole”.


Não confunda a bebida com o nome da região da França onde se produzem os verdadeiros champanhes.


Este é feminino e deve ser grafado à francesa, com o dígrafo "gn": "A Champagne é uma boa opção para as férias".
Leia Mais ►

O gênero dos espumantes (2): a cava ou o cava?

"Cava", espumante típico da Espanha, é nome masculino, tanto no Brasil como no país de origem.


Subentende-se, assim como no caso de "champanhe", a palavra "vinho": "O [vinho] cava é um espumante cada vez mais consumido no Brasil".


A forma "a cava", feminina, tem outro significado: é o mesmo que "adega".
Leia Mais ►

Desafio da sexta

A frase que não apresenta erro de grafia é:


a) No Brasil, no fim de ano, bebe-se muita cidra.

b) No Brasil, no fim de ano, bebe-se muita sidra.


Veja a resposta aqui, na manhã do sábado.


RESPOSTA

"Cidra", com "c", é o fruta da "cidreira"; "sidra", com "s", é o espumante feito com suco de maçã fermentado. Logo, letra "b" é a resposta correta.
Leia Mais ►

Natal

Para os romanos, Natal era o deus que assistia as pessoas no momento do nascimento delas.

Foi do nome desse deus que veio o latim "natale", o mesmo que nascimento e origem da palavra "natal", que, entre outras acepções, nomeia a mais importante data do calendário cristão.

E, aproveitando o mote, desejamos a todos os amigos-leitores um feliz Natal!

Leia Mais ►

O infinitivo flexionado

O infinitivo flexionado é uma exclusividade da língua portuguesa.

Talvez, por isso, não exista consenso em relação a seu emprego.

As regras são claramente apoiadas em fundamentos estilísticos, o que resulta numa liberdade de uso.

Para quem sabe disso, o infinitivo não é problema.

Para quem não sabe, essa liberalidade resulta em insegurança, que quase sempre leva à pior opção: a de flexionar sempre o infinitivo.

No entanto, a melhor opção é justamente o contrário disso: flexionar poucas vezes o infinitivo.

A rigor, a obrigatoriedade de flexionar o infinitivo só existe quando há risco de ambiguidade, como nesta frase: "Fiz tudo para não reclamares".

Se o infinitivo não fosse flexionado - "Fiz tudo para não reclamar" -,  o texto ficaria ambíguo, daria a impressão de que o sujeito de "fiz" era o mesmo de "reclamar". 

Não sendo esse o caso, fique com a opção que vai proporcionar à sua frase a melhor sonoridade.

E, na dúvida, siga o conselho do saudoso professor Napoleão Mendes de Almeida, não flexione o infinitivo.

MAIS INFINITIVO

O ponto de vista do professor Antenor Nascentes (1886 - 1972) reforça o que dissemos: "O emprego do infinitivo é regulado pela clareza e eufonia. Os gramáticos inventaram numerosas regras para disciplinar o emprego do infinitivo pessoal, mas toda essa multiplicidade só serve para trazer confusão".
Leia Mais ►

A PERSONAGEM ou O PERSONAGEM?

Antigamente, era "a personagem", substantivo feminino, seja referindo-se a homem, seja referindo-se a mulher: "A personagem Papai Noel povoa o imaginário das crianças"; "A atriz está interpretando bem a personagem Anita Garibaldi".


Hoje, de acordo com os dicionários, é nome de dois gêneros, ou seja, concorda com o sexo da pessoa a que se refere: "O personagem Papai Noel povoa o imaginário das crianças"; "A atriz está interpretando bem a personagem Anita Garibaldi".
Leia Mais ►

Desafio da sexta

Estomatite é:

a) Inflamação do esôfago.
b) Inflamação da boca.
c) Inflamação do estômago.

Na manhã do sábado, você encontrará a resposta aqui. Fique de olho!


Resposta do desafio



"Estomatite" significa "inflamação da boca". 


Provém do grego "stoma" (= boca) + "itis" (= inflamação). 

A inflamação do estômago se chama "gastrite". 

E a do esôfago, "esofagite".
Leia Mais ►

À MESA ou NA MESA?

Pessoas ficam “à” mesa; e os alimentos, “na” mesa.

Isso porque a preposição “a” indica que algo está ao lado de, junto a.

E a preposição “em”, que algo está sobre, em cima de.

Desse modo, “As crianças estão à mesa esperando a refeição”; “Seria tão bom que no Natal todos tivessem muita fartura na mesa”.
Leia Mais ►

Nacionalidade: brasileiro ou brasileira?

A leitora Daniele Barros quer esclarecer a seguinte dúvida: preenchendo um questionário, após o item “nacionalidade”, um homem deve escrever o quê?

Por exemplo: "Nacionalidade: brasileira". Ou será "brasileiro"?

Daniele, não existe vínculo sintático que justifique a concordância com o substantivo "nacionalidade".

A concordância, portanto, é feita naturalmente com o sexo da pessoa.

Ou seja, quando é um homem, "Nacionalidade: brasileiro"; quando é uma mulher, "Nacionalidade: brasileira".

Se houver vínculo sintático, isto é, os termos pertencerem a uma frase/oração, claro que o adjetivo-predicativo concordará com o substantivo-sujeito: "A nacionalidade do diretor é brasileira".
Leia Mais ►

A ambiguidade do seu/sua

Quando escrevemos, devemos ter como preocupação constante o entendimento que o leitor terá de nosso texto.

Não basta compreendermos nossos escritos; o mais importante é o outro compreender bem.

Se tivermos essa preocupação, estaremos mais "vacinados" contra problemas como a ambiguidade da seguinte frase, retirada de uma revista: "Prefeito cumprimenta governador em seu aniversário".

Ao lê-la, temos duas interpretações,1. O prefeito cumprimentou o governador no dia do aniversário do chefe do Executivo estadual.
2. O prefeito, no dia de seu aniversário, cumprimentou o governador.Em alguns casos, a solução desse problema é a substituição do seu/sua pelo dele/dela.

Não é, porém, o caso dessa frase, pois coincidiu de os substantivos "prefeito" e "governador" terem o mesmo gênero e número.

Ou seja, ficaria do mesmo modo ambíguo "Prefeito cumprimenta governador no aniversário dele".

Alguns advogam a repetição do substantivo após o "dele", entre parênteses, para resolver o problema: "Prefeito cumprimenta governador no aniversário dele (o governador)".

A nosso ver, essa saída pode ser boa para a compreensão, mas é péssima para o estilo.

O ideal mesmo é mudar a redação: se o aniversário for do prefeito, "Em seu aniversário, prefeito cumprimenta governador"; se o aniversário for do governador, "Prefeito cumprimenta governador pelo aniversário".

De tudo isso, fica a lição de que o seu/sua tem forte potencial para causar ambiguidade e, por isso, o emprego dele deve ser feito com muito critério.
Leia Mais ►

O brócolis ou os brócolis?

"Brócolis" é palavra que só se usa no plural. É como "férias", "óculos" e "parabéns".


Assim, "Os brócolis estão muito caros"; "Os brócolis fazem bem à saúde"; "Não se esqueça de preparar os brócolis".
Leia Mais ►

Desafio da sexta

A opção correta é:

a) Este documento autoriza a reforma da Escola Padre Antônio Vieira, sito na Rua das Flores, n.º 73.
b) Este documento autoriza a reforma da Escola Padre Antônio Vieira, sita na Rua das Flores, n.º 73.


Daremos a resposta amanhã cedinho.


Resposta do desafio

"Sito", forma apocopada de "situado", é um adjetivo e, como tal, concorda com o substantivo a que se refere. Logo, o certo é a opção "b": "Este documento autoriza a reforma da Escola Padre Antônio Vieira, sita (=situada) na Rua das Flores, n.º 73".


No entanto, pessoal, essa construção com "sita" é muito feia. Evitemo-la, pois!
Leia Mais ►

Por que "vinho tinto"?

Apenas nas línguas portuguesa e espanhola o vinho de cor vermelha é chamado de tinto: em inglês é "red", 'vermelho'; em francês é "rouge", 'vermelho'; em italiano é "rosso", 'vermelho'.

Por que isso?

Uma consulta ao dicionário nos informa que tinto é sinônimo de tingido, pintado.

Essa parece ser a razão.

Na Espanha, era comum tingir os vinhos brancos com vinhos "vermelhos", cujo resultado eram os vinhos tingidos, ou melhor, tintos.

O tempo passou e a expressão "vinho tinto" deixou de designar os brancos tingidos e passou a nomear os vermelhos.

Foi melhor assim - "vinho vermelho" não soa nada bem!
Leia Mais ►

ERMO ou ESMO?

ERMO, do grego "éremos", significa deserto, desabitado, solitário: "É bom evitar lugares ermos"; "A fazenda fica numa região erma"; "Trata-se de uma pessoa erma".

Da família de "ermo" fazem parte palavras como "ermitão", "eremita", "eremítico", "eremitério" (lugar onde vivem ermitões).

A palavra ESMO, do verbo "esmar" (avaliar, estimar), significa estimativa, conjetura. É mais usada na locução "a esmo", que quer dizer "à toa", "ao acaso", "sem rumo", "sem certeza": "Americano é preso por atirar a esmo em escola de Nova Iorque".
Leia Mais ►

Partitivos e coletivos

No início era o verbo.

Depois vieram o nome, a oração...

E as dúvidas: Uma série de irregularidades foi cometida ou foram cometidas? Um total de 55 questões foi respondido ou foram respondidas? A maioria dos estudantes foi ou foram ao parque?

Quando os primeiros gramáticos estabeleceram os princípios lógicos que norteariam a sintaxe (as relações entre as palavras nas orações), sabiamente determinaram que o verbo concordaria com a parte central do sujeito, isto é, o NÚCLEO.

Contudo, a língua é um organismo vivo, não é estática, modifica-se ao longo do tempo.

A concordância dos sujeitos partitivos e coletivos é uma amostra dessa mudança.

Inicialmente, a concordância era apenas com o núcleo.

Com o passar do tempo, de tanto as pessoas fazerem a concordância com o adjunto plural em vez do núcleo, como em “Um grupo de dez estudantes foram ao parque”, os gramáticos cederam e passaram a aceitar também a concordância com o adjunto, no caso exclusivo dos nomes coletivos e partitivos.

Não gostamos dessa concordância porque há substantivos coletivos que repelem a concordância com o adjunto.

“Equipe” é um deles.

Fica estranho, por exemplo, “Uma equipe de médicos operaram o paciente no Hospital das Clínicas”.

É por isso que preferimos a concordância tradicional, que, além de ter melhor sonoridade,  é sempre certa: “Uma série de irregularidades foi cometida”; “Um total de 55 questões foi respondido”; “A maioria dos estudantes foi ao parque”; “Uma equipe de médicos operou o paciente no Hospital das Clínicas”.


Leia Mais ►

DEBATER SOBRE O ASSUNTO ou DEBATER O ASSUNTO?

O verbo “debater” é transitivo direto.

Debatemos alguma coisa, e não “sobre” alguma coisa. 

Assim, “Vamos debater o assunto”.
Leia Mais ►

Desafio da sexta

Agora, às sextas-feiras, um desafio da língua portuguesa como "aperitivo" de início de fim de semana.


O primeiro desafio é:


Em qual das opções abaixo todas as palavras estão grafadas corretamente?



a) Berinjela, gia, tigela.

b) Beringela, jia, tigela.
c) Berinjela, jia, tigela.



Você vai ter a resposta ainda hoje, depois das 19 horas.


Resposta do desafio
Para nós brasileiros, a opção correta é a terceira: berinjela, tigela, jia. Para os portugueses, a correta é a segunda, pois eles escrevem "beringela", com "g".
Leia Mais ►

Um caso de vírgula equivocada

O zagueiro sofreu uma fratura no menisco do joelho direito, e será operado pelo ortopedista.

Há um probleminha de pontuação na frase acima. Não existe vírgula antes da conjunção “e” que liga orações com o mesmo sujeito.


Assim, O zagueiro sofreu uma fratura no menisco do joelho direito e será operado pelo ortopedista, sem vírgula, pois “o zagueiro” tanto é o sujeito do verbo da primeira oração (sofreu) como do verbo da segunda (será).
Leia Mais ►

O verbo computar


Defectivo é o verbo que, quase sempre por questões sonoras, não tem conjugação completa, faltam-lhe algumas formas.


COMPUTAR é um desses verbos.

Não tem as três primeiras pessoas do presente do indicativo (“eu computo”, “tu computas” e “ele computa” não existem), todo o presente do subjuntivo (“eu compute”, “eles computem”, etc., não existem), bem como o imperativo negativo.

No imperativo afirmativo, só tem a segunda pessoa do plural, “computai vós”.

Nos passados e futuros, é completo: “eu computei”, “nós computávamos”, “ele computará”.
Leia Mais ►

Armadilhas de concordância

Na língua portuguesa, a maioria dos verbos fica depois do sujeito:

Eu (sujeito) canto (verbo).

As meninas (sujeito) viajaram (verbo).

Guilherme e Mariana (sujeito) chegaram (verbo).

O falante escolarizado dificilmente comete deslizes de concordância com esses verbos.


Há, porém, um pequeno grupo de verbos que quebram esse paradigma e normalmente ficam antes do sujeito.


Ei-los: “acontecer”, “bastar”, “caber”, “existir”, “faltar”, “ocorrer”, “restar” e “sobrar”.


Com eles, são freqüentes erros como Aconteceu fatos desagradáveis, Basta dois gols, Falta duas semanas para o Natal, Restou muitas dúvidas, Sobrou algumas empadas

Esses erros mostram a importância da ordem "sujeito - verbo" e como o deslocamento do sujeito confunde as pessoas a ponto de elas acharem que o sujeito é um objeto direto.

Para se livrar de erros como esses, há duas orientações.


A primeira: na hora de fazer a concordância é preciso estar ciente de que a ordem "sujeito - verbo" pode estar invertida, pode ser "verbo - sujeito".


A segunda: saber identificar o sujeito e, para isso, é só perguntar "o quê?" antes do verbo - a resposta é o sujeito.


Vejamos: queremos saber se o certo é Falta ou Faltam duas semanas para o Natal.


Perguntamos "O que falta?".

A resposta, "duas semanas para o Natal", é o sujeito.


Temos então certeza de que o certo é Faltam duas semanas para o Natal e não há risco de sermos traídos pelo deslocamento do sujeito.


Leia Mais ►

Animalzinhos ou animaizinhos?

O plural de palavras com o diminutivo "-zinho" é feito da seguinte forma: plural da palavra primitiva (menos "s") + sufixo (zinho ou zinha) + desinência "s". Assim, balõezinhos, pãezinhos, papeizinhos, animaizinhos.

Atenção! No caso de a palavra terminar em "r", aceitam-se dois plurais: barezinhos ou barzinhos, florezinhas ou florzinhas, mulherezinhas ou mulherzinhas.
Leia Mais ►

SÓCIO-AMBIENTAL ou SOCIOAMBIENTAL?

O elemento “socio-” junta-se com hífen apenas às letra "h" e "o": "sócio-histórico", "sócio-humanitário", "sócio-odontológico".

Às demais letras, une-se sem hífen, duplicando-se o “r” e o “s”: “socioambiental”, “sociocultural”, “sociodemográfico”,  “socioeconômico”, “sociopolítico", "sociorreligioso”, “sociorrecreativo”, “sociossexual”.
Leia Mais ►

AO INVÉS DE ou EM VEZ DE?

AO INVÉS DE é “o contrário de”, “o inverso”:


O Brasil importa alimentos, ao invés de exportá-los.
Ao invés de falar, preferiu calar.
O amor, ao invés do ódio, eleva a alma.


Repare: IMPORTAR é o contrário de EXPORTAR; FALAR é o contrário de CALAR; AMOR é o contrário de ÓDIO.

Não devemos usar, portanto, AO INVÉS DE quando não há a exposição de contrários, de opostos. Nesse caso, cabe a locução EM VEZ DE, que significa “no lugar de”:


Estudou português em vez de história.
Viajou de carro em vez de avião.
Em vez de cerveja, ofereceram vinho no churrasco.

Veja: ESTUDAR PORTUGUÊS não é o contrário de ESTUDAR HISTÓRIA; VIAJAR DE CARRO não é o contrário de VIAJAR DE AVIÃO; CERVEJA não é o contrário de VINHO.


Aí vai um conselho: esqueça “ao invés de”. Primeiro, porque é uma locução feia, estilisticamente ruim; segundo, porque, devido ao significado, tem uso muito restrito. Substitua-a por “em vez de” ou “no lugar de”. Assim procedendo, você acertará sempre.
Leia Mais ►

A crase

A crase assinala o encontro de dois aa: um deles, o "a" preposição, é pedido pela palavra da esquerda; o outro, o "a" artigo, é aceito pela palavra da direita. Quando esses aa se encontram, temos a fusão deles, o “a” craseado (à).


Observe o esquema. Entre barras está o "a" preposição e entre parênteses está o "a" artigo:

Eu vou /a/ (a) Bahia - há dois aa, pois o verbo "ir" exige a preposição "a" e o nome "Bahia" aceita artigo, logo, "Eu vou à Bahia".

Eu vou /a/ ( ) São Paulo - há um "a", pois o verbo "ir" exige a preposição "a" e o nome "São Paulo" não aceita a anteposição do artigo "a" - dizemos "Voltamos de São Paulo", e não "voltamos da São Paulo" - logo não há crase.

A novela vai ao ar /a/ ( ) partir das 21 horas - há apenas um "a", o "a" preposição, pois não se usa artigo antes de verbo.
Um bom expediente para saber se há crase é a "prova do ao": substitui-se a palavra feminina por uma masculina. Se o "a" virar "ao", há crase; caso contrário, não há.


Veja: há crase em "Ele se dirigiu à mãe" porque "Ele se dirigiu ao pai". Mas não há crase em "Ele se dirigiu a uma colega" porque "Ele se dirigiu a um colega", ou seja, na substituição da palavra feminina por uma masculina o "a" não virou "ao".


Publicado em 16/7/2008 no Jornal do Commercio do Recife, na coluna Com todas as letras, de Laércio Lutibergue.
Leia Mais ►

ELE POSSUE ou POSSUI?

Os verbos terminados em “-uir” não têm a terminação “-ue”.

A terceira pessoa do singular do presente do indicativo desses verbos termina em “-ui”: ele atribui, ele contribui, ele distribui, ele retribui, ele possui.
Leia Mais ►

O comércio mira no 13.º ou O comércio mira o 13.º?

O verbo “mirar” é transitivo direto: “Os caçadores miraram o animal”; “As crianças miravam os doces”; “O comércio mira o 13.º salário”.

O verbo “mirar” só rege a preposição “em” quando é pronominal: “Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas...”
Leia Mais ►

AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS ou AS MICROS E PEQUENAS EMPRESAS?

O certo é "as micros e pequenas empresas".


É que nesse caso o prefixo"micro-" está substantivado pelo artigo e, portanto, passa a sofrer flexão de número. É um processo parecido com o que ocorre em formações como "as múltis" (de "as multinacionais"), "as mínis" (de "as minissaias") e as "máxis" (de "as maxidesvalorizações").


Diferente é o caso "as micro e miniempresas", em que ocorre uma enumeração de prefixos e, para evitar a repetição do substantivo, só o último prefixo se agrega ao substantivo. Ou seja, em vez de se escrever "as microempresas e as miniempresas", escreve-se "as micro e miniempresas".


Mas que fique claro: isto só é possível nas enumerações de prefixos, quando há em seqüência dois ou mais prefixos. Não sendo assim, estando solto o prefixo no meio de outros adjetivos ou substantivos, deve-se proceder à substantivação dele, como em "as micros e pequenas empresas" ou em "os micros e pequenos empresários".
Leia Mais ►

Acento nas palavras com "-em" no fim


Essa palavra é paroxítona, a sílaba tônica é a penúltima, "on-". Por isso é "ontem", sem acento.

Há acento nas palavras com a terminação "-em" quando elas possuem mais de uma sílaba e são oxítonas (a sílaba tônica é a última): além, vintém, (ele) mantém, (eles) mantêm, armazém.

Se for um monossílabo tônico (uma sílaba só) com essa terminação, não haverá acento: quem, sem, ele tem, ele vem.

Há ainda um acento diferencial empregado para diferenciar a terceira pessoa do singular de "ter" e "vir" (ele tem, ele vem) da terceira do plural (eles têm, eles vêm).
Leia Mais ►

A PROFESSORA MARIA MEDIA ou MEDEIA O DEBATE HOJE À TARDE?

O verbo “mediar” não tem a forma “media”. Irregular, ele se conjuga à semelhança de “odiar”:


eu odeio – eu medeio;

tu odeias – tu medeias;

ele odeia – ele medeia...

Assim sendo, “A professora Maria medeia o debate hoje à tarde no auditório da faculdade”.


Há outros verbos irregulares terminados em “-iar”. Seguem, sem exceção, o modelo de conjugação de “odiar”. São eles: os derivados de “mediar” (“intermediar”, “remediar”); “ansiar” e “incendiar”.
Leia Mais ►

POR ORA ou POR HORA?

POR ORA significa por enquanto, por agora: "Por ora, não acredito na queda dos juros"; "Por ora, não dispomos de policiais eficientes"; "Os cientistas, por ora, desconhecem a cura da aids".

POR HORA é o mesmo que a cada sessenta minutos, pelo tempo de uma hora: "O aluguel da lancha é R$ 100 por hora"; "Passam naquela rodovia 10 mil carros por hora"; "Ele passou aqui a mil por hora".
Leia Mais ►

Qual o feminino de “lavrador”?

Disse "lavradora"?


Errou.


Para gramáticas e dicionários, é "lavradeira".
Leia Mais ►

Antártica ou Antártida?

Para designar o continente onde fica o Polo Sul, ambas estão corretas.

Os que defendem a primeira dizem que ela é mais lógica, pois viria do grego Antarktikós, que significa "anti-Ártico" ou "do outro lado do Ártico".

Mas a forma "Antártida" é muito consagrada, tanto que há enciclopédias, manuais de redação (como o do Jornal do Commercio do Recife) e dicionários que a prescrevem.


Leia Mais ►

DEVEM HAVER BONS JOGADORES ou DEVE HAVER BONS JOGADORES?

Não se flexiona o verbo auxiliar quando o principal é impessoal, pois este transfere a impessoalidade para aquele.


O verbo "haver", com o sentido de "existir", "ocorrer", é impessoal, não varia no plural. Logo, "Deve haver bons jogadores no Nordeste".


Outros exemplos


"Pode haver (e não podem haver) vários conflitos naquela área."


"Deve haver (e não devem haver) muitos injustiçados naquele país."


"Vai haver (e não vão haver) novas revelações."
Leia Mais ►

Horas, artigo e preposição

Na indicação de horas, é obrigatória a combinação da preposição com o artigo. Portanto, tem de ser sempre "das 8h às 17h", "das 9h às 18h", "das 5h30 à 0h30”, e nunca "de 9h...", "de 13h...", "de 5h30..."

Quando não pode haver combinação, o artigo se segue à preposição e, neste caso, ele não tem acento grave, pois não há crase: “Entre as 8h e as 12h”; “Desde as 9h até as 12h ”.
Leia Mais ►

Abreviatura de apartamento e abreviaturas

Na escrita normalizada, “ap.”, e não “apto.”, é a abreviatura de apartamento.


Ainda sobre abreviaturas: o ponto ao término das abreviaturas de palavras é também prescrito pela norma.

Assim, “ap. 306”, “Empresa Automóveis do Brasil Ltda., localizada em Casa Forte”.

Não podemos também nos esquecer de pluralizar a abreviatura, apondo-lhe um “s” final, quando ela abrevia uma palavra no plural.

Desse modo, “arts. esportivos”, por abreviar “artigos esportivos”.
Leia Mais ►

O MUSSE ou A MUSSE?

“Musse” é substantivo feminino. Logo, “A musse de chocolate estava uma delícia”.
Leia Mais ►

"Palavrão"

A maior palavra da língua portuguesa é PNEUMOULTRAMICROSCOPICOSSILICOVULCANOCONIÓTICO, dicionarizada no Houaiss.



Se você tiver paciência para contar, descobrirá que ela tem “apenas” 46 letrinhas.



A dita-cuja designa a pessoa que padece de PNEUMOULTRAMICROSCOPICOSSILICOVULCANOCONIOSE, doença pulmonar causada pela aspiração de cinzas vulcânicas.
Leia Mais ►

Em agradecimento, dizemos “obrigado” ou “obrigada”?

Depende do sexo: homem diz “obrigado”; mulher, “obrigada”.

Seguem a mesma lógica outras formas de agradecimento, como “grato” e “agradecido”.


Um homem, portanto, diz “grato” ou “agradecido”; uma mulher, “grata” ou “agradecida”.
Leia Mais ►

ESTEJE ou ESTEJA?

Na língua culta, é “esteja”. Do mesmo modo que é “seja”, e não “seje”.


Compre o novo livro de Laércio Lutibergue AQUI.
Leia Mais ►

CALDA ou CAUDA?

CALDA, com L, é da mesma família de “caldo” e significa solução açucarada: calda de ameixa, pêssegos em calda, calda de gemas.

CAUDA, com U, significa rabo, apêndice: cauda de cachorro, piano de cauda, cauda de avião.
Leia Mais ►

ESPECTADOR ou EXPECTADOR?

"Espectador", com "s", é aquele que assiste a um filme, a um programa de TV, a uma peça de teatro, a um espetáculo:

"Milhares de espectadores já viram o filme Ensaio sobre a cegueira".

"Expectador", com "x", é quem tem expectativa: "Todo pai e mãe, quando um filho está para nascer, são expectadores".
Leia Mais ►

O que significa "holmiense"?

“Holmiense” é o nome que se dá aos nascidos em Estocolmo, capital da Suécia.

Provém de “Holmia”, Estocolmo em latim.
Leia Mais ►

Acento em "que"

A regra de acentuação prevê acento no vocábulo “que” quando ele é tônico. Em geral, isso ocorre nos seguintes casos:

1. QUANDO “QUE” É SUBSTANTIVO, sendo quase sempre precedido do artigo “um”: “Ele tem um quê do pai”; “Nela há um quê de sexualidade contida”.

2. QUANDO “QUE” É INTERJEIÇÃO, sendo imediatamente seguido do ponto de exclamação: “Quê! Ele disse isso?”

3. QUANDO “QUE” ESTÁ NO FIM DA FRASE, caso em que é imediatamente seguido de ponto: “Você tem fome de quê?”; “Essa árvore é um pé de quê?”; “Vou fazer o quê?”

4. QUANDO SE OMITE O VERBO USADO NA ORAÇÃO ANTECEDENTE: “O povo quando escreve troca conserto por concerto, explicar por quê (troca) é difícil”; “Dizer que há policiais corruptos é simples, mas revelar por quê (há policiais corruptos) é complicado”.

5. Na expressão SEM QUÊ NEM PRA QUÊ: “Sem quê nem pra quê, saiu vociferando impropérios”.
Leia Mais ►

O "que" e a vírgula

“Agora é abrir os olhos que vem chumbo grosso por aí!”
Tudo certo com essa frase?


Não, está faltando uma vírgula.


O “que”, quando introduz uma explicação, é precedido de vírgula. Assim, “Agora é abrir os olhos, que vem chumbo grosso por aí!”

Observe que esse “que” introdutor de explicação pode ser substituído por “porque”: “Agora é abrir os olhos, porque vem chumbo grosso por aí!”
Leia Mais ►

EU TORÇO PARA O SPORT ou EU TORÇO PELO SPORT?

O verbo torcer, com o sentido de “desejar vivamente” ou "simpatizar com um clube esportivo", rege a preposição “por”: “Eu torço por seu sucesso”; "Eu torço pelo Sport Club do Recife".


Apenas quando o complemento é uma oração é que a regência passa a ser “torcer para”: “Vamos torcer para que tudo dê certo”.
Leia Mais ►

TEM ou TÊM?

Usa-se “tem”, sem acento, quando o sujeito está no singular: “A falta de informação tem dificultado o acesso aos exames”.

Usa-se “têm”, com acento, quando o sujeito é composto ou está no plural: “Todos os shoppings têm lanchonetes”.

Atenção! Não existe a grafia "têem".


Leia Mais ►

Ciclo vicioso ou círculo vicioso?



O certo é "círculo vicioso".


Entenda: a expressão refere-se a um fato que, à semelhança de um círculo, dá voltas, retorna ao ponto de saída e não se modifica.


Daí o nome "círculo vicioso".
Leia Mais ►

As mudanças do acordo ortográfico (fim)

Não se usa o hífen em palavras que perderam a noção de composição: girassol, madressilva, mandachuva, paralama, paraquedas, paraquedista, pontapé.
Leia Mais ►

As mudanças do acordo ortográfico (17)

Usa-se o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani “-açu”, “-guaçu” e “-mirim” quando o primeiro elemento termina em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu, Ceará-Mirim, paraná-mirim.
Leia Mais ►

As mudanças do acordo ortográfico (16)

Os prefixos “ex-”, “além-”, “aquém-”, “recém-”, “sem-”, “pós-”, “pré-”, “pró-” e “vice-” ligam-se com hífen ao elemento seguinte: além-mar, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-prefeito, ex-presidente, pós-graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, pró-reforma, recém-casado, recém-nascido, sem-terra, sem-teto, vice-governador, vice-presidente.
Leia Mais ►

As mudanças do acordo ortográfico (15)

Se o prefixo termina em consoante e o segundo elemento começa por vogal, não se usa o hífen: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.
Leia Mais ►

As mudanças do acordo ortográfico (14)

Se o prefixo termina em consoante diferente da que inicia o segundo elemento, não se usa o hífen: hipermercado, intermunicipal, superproteção, subchefe, subsede.

Observação (1): O prefixo “sub-” se liga com hífen a “b”, “h” e “r”: sub-bloco, sub-humano, sub-hepático, sub-região, sub-reino.

Observação (2): Os prefixos “circum-” e “pan-” se ligam com hífen a vogal, “h”, “m” e “n”: circum-escolar, circum-navegação, pan-americano, pan-mágico, pan-negritude.
Leia Mais ►

As mudanças do acordo ortográfico (13)

Se o primeiro elemento termina por consoante igual à que inicia o segundo, usa-se o hífen: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, mal-limpo, sub-bibliotecário, super-racista, super-reacionário, super-resistente, super-romântico.
Leia Mais ►

As mudanças do acordo ortográfico (12)

Se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por “r” ou “s”, além de não haver hífen, dobram-se essas letras: antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas, antissocial, biorritmo, contrarregra, contrassenso, cosseno, infrassom, georreferência, microssistema, minissaia, microrregião, multissecular, neorrealismo, neossimbolista, semirreta, ultrarresistente, ultrassom.
Leia Mais ►

As mudanças do acordo ortográfico (11)

Se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”, não se usa o hífen: anteprojeto, antipedagógico, autopeça, autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador, pseudomédico, semicírculo, semideus, seminovo, ultramoderno.
Leia Mais ►

As mudanças do acordo ortográfico (10)

Se o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento, não se usa o hífen: aeroespacial, agroindustrial, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual.
Leia Mais ►

As mudanças do acordo ortográfico (9)


Se o prefixo termina por vogal e o segundo elemento começa pela mesma vogal, usa-se o hífen: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-inflamatório, auto-observação, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro-ônibus, semi-internato, semi-interno.

Exceção – o prefixo “co”: coobrigação, coordenar, cooperar,
cooperação, cooptar, coocupante.
Leia Mais ►

As mudanças do acordo ortográfico (8)

Prefixos e falsos prefixos se ligam com hífen a palavras iniciadas por “h”: anti-higiênico, anti-histórico, co-herdeiro, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, sub-hepático, sub-humano, super-homem, ultra-humano.

Algumas exceções – palavras formadas pelos prefixos des-, in- e re-: desumano, desumidificar, inábil, inumano, reidratar, reidratação, reabilitar.
Leia Mais ►

As mudanças do acordo ortográfico (7)

O acento agudo de verbos como “apaziguar”, “averiguar”, “argüir” e “redargüir” deixa de ser usado. Como é: apazigúe, averigúem, argúem, redargúi. Como será:

a) Alguns verbos terminados em guar, quar e quir, como "aguar", "averiguar", "apaziguar", "desaguar", "enxaguar", "obliquar", 
"delinquir", admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e do imperativo. Nesse caso, duas grafias serão aceitas: se a tonicidade recair no "u", não haverá acento: aguo, enxague, delinquem; se a tonicidade recair nas vogais "a" ou "i" da sílaba anterior, elas serão acentuadas: águo, enxágue, delínquem.

b) O “u” tônico de argüir e redargüir deixará de ser acentuado nas formas (tu) arguis/ redarguis, (ele) argui/ redargui, (eles) arguem/ redarguem.
Leia Mais ►