POR QUE, POR QUÊ, PORQUE e PORQUÊ - Português na Rede

POR QUE, POR QUÊ, PORQUE e PORQUÊ

Escreve-se "por que", separado, em perguntas e/ou quando é possível a conversão para POR QUE MOTIVO, POR QUE RAZÃO, PELO QUAL ou O MOTIVO PELO QUAL:

- Por que (= Por que motivo) chegaste atrasado?
- Este é o caminho por que (= pelo qual) passei.
- Muitos queriam saber por que (= por que razão) o movimento foi perseguido.
- Os usuários que já se cadastraram não têm por que (= por que motivo) se preocupar.
- Ele estudou muito. Daí por que (= o motivo pelo qual) tirou dez na prova.

Se "por que" estiver no fim da frase, isto é, logo depois vier um ponto de forte pausa (final, dois-pontos, interrogação), o "e" do "que" receberá acento circunflexo:

- Não entendeu por quê? (= Não entendeu por que motivo?)
- Necessito entender por quê. (= Necessito entender por que motivo.)
- Dona Marisa tem uma certa implicância com Marta, não se sabe bem por quê. (...não se sabe bem por que motivo.)

"Porque", numa só palavra, introduz causa, explicação, justificativa. Neste caso, será possível a substituição por POIS, UMA VEZ QUE ou PELO FATO DE QUE:

- O menino está chorando porque (pelo fato de que) caiu.
- Chegue cedo, porque (pois) não jantamos tarde.
- Não jogou contra o Santa André nem contra o Paulista porque (pelo fato de que) cumpria suspensão.

Para finalizar, duas importantes informações:

1. Quando é substantivo, sinônimo de "motivo", “razão”, "porque" ganha acento no "e", independentemente da posição na frase:

- Não explicou o porquê (=o motivo) do atraso.
- Os números explicam o porquê (=o motivo).
- Sem mais porquê (=sem mais razão), o prefeito Newton Carneiro resolveu exonerar toda a Secretaria de Comunicação.

2. "Porque", junto, pode aparecer em perguntas. Isso ocorre quando aparece na pergunta aquilo que pode ser a causa do que se é perguntado:

- Porque choveu muito não foste à praia?
- Para você, a violência aumentou porque os governos não investem em educação?



2 comentários:

Anônimo disse...

Gostei! está foi uma das explicações mais clara e objetivas que eu vi. Prof.Alemão, canindé-CE

Renato disse...

Excelente esclarecimento. Pena que não exista no Brasil nenhuma Lei que obrigue aos escrevinhadores - que se autointitulam jornalistas - a, pelo menos, tomarem conhecimento de regras gramaticais tão importantes como esta. Se isso acontecesse, com certeza a nossa língua não seria tão maltratada e talvez o MEC não se animasse a defender o uso de um livro didático que pretende transformar erro de português em preconceito linguístico para justificar o desastre que se abateu sobre a educação brasileira.
Renato, Pato Branco (PR)

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