Domingueira - Português na Rede

Domingueira

Hoje nossa seção cultural vai ser com o próprio editor deste blog. Publicarei três poemas de minha autoria. Nem sei se posso chamá-los de poemas... Na verdade são escritos de alguém que gosta de poesia e nas horas vagas e calmas dos dias rascunha alguns versos.


Não seja muito crítico, amigo leitor. Eu não sou poeta – infelizmente –, mas tento ser um fingidor.
Um bom domingo a todos!

I

Aos vinte anos, tinha desistido.
De tudo.
Passava as horas do dia em contemplação vegetativa.
Estava cansado de pensar que pensava.
Era louco, sabia disso.
Mas os outros não.
Cansou de pensar.
Não valia a pena.
O mundo era uma sucessão de emaranhados sem explicação.
Pensar para quê?
Sentido algum havia no viver.
E a convicção disso o perturbava.
Tanto quanto saber que era nada.
E isso o afligia.
Mas ninguém nada sabia de que ele se achava nada.
Só ele sabia.
Só ele.
Só.

II

Ninguém é de ninguém.
Nem eu sou dela.
Nem ela é de mim.
Nem eu de mim sou.
Nem ela dela é.
Não somos de ninguém.
Nem ela.
Nem eu.
Mas eu queria ser,
queria,
dela.

III

O segredo que pensas que eu não sei eu sei
Nem é segredo.
É medo.
Ou será orgulho?
Ou será covardia?
Não sei.
Só sei que pensas que eu não sei.
Mas eu sei.
Sei.
O segredo que pensas que eu não sei.

4 comentários:

GLAUCO CAZÉ disse...

Na verdade, um GRANDE FINGIDOR!
Parabéns pelos textos professor...
Tudo de muita sensibilidade.
Abraço;
Glauco.

Laércio Lutibergue disse...

Obrigado, amigo.

Visitei seu blog. Vou adicioná-lo aos meus favoritos.

Abraço!

GLAUCO CAZÉ disse...

Obrigado também querido Laércio.
Sou um admirador de seu trabalho.
Parabéns pelo importante Blog e sucesso em seu trabalho, sempre.
Abraços;
Glauco.

ratto disse...

risos! GRANDE FINGIDOR... Parabens, adorei os poemas... conheci esse blog hoje e vou visitar mais vezes!!!abração pra vc... Aproveita e falar sobre a palavra "FINGIDOR"...KKKKKKKKKKKKKK

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