Armadilhas de concordância - Português na Rede

Armadilhas de concordância

Na língua portuguesa, a maioria dos verbos fica depois do sujeito:

Eu (sujeito) canto (verbo).

As meninas (sujeito) viajaram (verbo).

Guilherme e Mariana (sujeito) chegaram (verbo).

O falante escolarizado dificilmente comete deslizes de concordância com esses verbos.


Há, porém, um pequeno grupo de verbos que quebram esse paradigma e normalmente ficam antes do sujeito.


Ei-los: “acontecer”, “bastar”, “caber”, “existir”, “faltar”, “ocorrer”, “restar” e “sobrar”.


Com eles, são freqüentes erros como Aconteceu fatos desagradáveis, Basta dois gols, Falta duas semanas para o Natal, Restou muitas dúvidas, Sobrou algumas empadas

Esses erros mostram a importância da ordem "sujeito - verbo" e como o deslocamento do sujeito confunde as pessoas a ponto de elas acharem que o sujeito é um objeto direto.

Para se livrar de erros como esses, há duas orientações.


A primeira: na hora de fazer a concordância é preciso estar ciente de que a ordem "sujeito - verbo" pode estar invertida, pode ser "verbo - sujeito".


A segunda: saber identificar o sujeito e, para isso, é só perguntar "o quê?" antes do verbo - a resposta é o sujeito.


Vejamos: queremos saber se o certo é Falta ou Faltam duas semanas para o Natal.


Perguntamos "O que falta?".

A resposta, "duas semanas para o Natal", é o sujeito.


Temos então certeza de que o certo é Faltam duas semanas para o Natal e não há risco de sermos traídos pelo deslocamento do sujeito.


2 comentários:

Anônimo disse...

Por que o verbo da questão:
Na língua portuguesa, a maioria dos verbos fica depois o sujeito.
Não seria certo dizer:
Na língua portuguesa, a maioria dos verbos FICAM depois do sujeito.
?
O verbo concorda com a maioria?
Fiquei um pouco confusa em relaão a isto.

Laércio Lutibergue disse...

Amiga:

Leia a postagem "Partitivos e coletivos" e você entenderá.

Abraço.

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