A PERSONAGEM ou O PERSONAGEM? - Português na Rede

A PERSONAGEM ou O PERSONAGEM?

Antigamente, era "a personagem", substantivo feminino, seja referindo-se a homem, seja referindo-se a mulher: "A personagem Papai Noel povoa o imaginário das crianças"; "A atriz está interpretando bem a personagem Anita Garibaldi".


Hoje, de acordo com os dicionários, é nome de dois gêneros, ou seja, concorda com o sexo da pessoa a que se refere: "O personagem Papai Noel povoa o imaginário das crianças"; "A atriz está interpretando bem a personagem Anita Garibaldi".

14 comentários:

Kobra disse...

Segundo a regra gramatical, toda palavra terminada em AGEM, é do gênero feminino.
Ex: a calibragem, a embalagem, a estalagem, a mensagem, a triagem, a dosagem, etc.

Elcio Cardoso.
Bragança Pta. SP.

Amanda Catharino disse...

Tenho observado que atores, atrizes e jornalistas sempre falam "a personagem" se referindo a personagens masculinos ou femininos, portanto eu pensava que "o personagem" não fosse correto, embora para mim soe muito melhor, na maioria das vezes.

Anônimo disse...

Até onde eu aprendi na faculdade de Letras só existe A Personagem pela palavra ser de origem latina e significar màscara ou ser de papel e que eu saiba não mudou.

Laércio Lutibergue disse...

A língua não é estática.

Ela muda.

É temos que acompanhar essas mudanças

Elcio e o amigo "Anônimo", por exemplo, estão precisando comprar um dicionário atualizado.

Sugiro o Houaiss e o Aurélio.

Com um deles nas mãos, vocês vão descobrir se é verdade ou não o que este blogueiro informou.

Saúde e paz!

Maria Lúcia Marangon disse...

Certo! Abraços!

Anônimo disse...

Laércio,

A língua muda constantemente e uma das forças mais importantes que causam essas mudanças é o repetido emprego incorreto daquela, o que faz com que aquilo que antes nos causava estranheza vá aos poucos se tornando familiar. Temos que resistir a certas mudanças. Do contrário, vai-se minando o poder semântico da língua, seja no âmbito da palavra tomada isoladamente, seja no âmbito da estruturação.
É um tanto pretencioso apontar necessidades bibliográficas a outras pessoas apenas baseado em comentários num blog. Tenha em mente que o fato de um termo ser dicionarizado não implica necessariamente sua correção ou recomendação de utilização. A título de exemplo, meu "Aurélio" contém brabo, o que não vai me fazer deixar de escrever bravo.
Esclarecendo: não sou o mesmo amigo anônimo a que você se referiu, embora tão anônimo e amigo quanto aquele!

Tudo de bom!

Laércio Lutibergue disse...

"Anônimo 2" (risos):

Reafirmo - a língua não é estanque.

E o conceito de "erro" em língua é muito simplista, até porque o português surgiu da variante "errada" do latim.

Quanto a "brabo", para seu conhecimento, aqui no meu estado, o querido Pernambuco, esse termo é muito empregado com o sentido de irado, irritado, furioso: homem brabo, mulher braba, mar bravo.

E "bravo" aqui é mais comum com o sentido de "corajoso" (bravo soldado, equipe brava) e como interjeição: "Bravo! Linda apresentação!"

Abraço.

Eliéte disse...

Aos defensores da língua estática: sugiro utilizarem a primeira gramática normativa da língua portuguesa, publicada em 1540 por João de Barros, e vejam se vocês conseguem estabelecer comunicação. Se querem que a língua fique estática e não mude, peçam que morram todos os falantes de nossa língua. Assim, a língua também morrerá e não haverá mais mudanças. Um abraço e todos e parabéns a Laércio.

Ângelo disse...

Com todo o respeito, eu quero registrar que, assim como a língua é o processo dinâmico, o seu estudo não é igual ao da matemática. Enquanto em qualquer ponto do universo 2 + 2 = 4, em se tratando de uma língua, um objeto cultural, pode não haver uma única resposta certa, ou resultado possível para uma operação ou raciocínio. Além disso, fatores ideológicos, e até vaidades pessoais, interferem naquilo que é tido como certo ou errado. Etimologicamente a palavra personagem vem de "persona", substantivo feminino, portanto o lógico seria ser correto apenas "a personagem". O uso e a aceitação popular, contudo, podem perfeitamente ter oxigenado a língua e feito nascer "o personagem" pelo menos para ser seu par.

Gabriel M. Gomes disse...

Segundo o VOLP - Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa -, da ABL - Academia Brasileira de Letras -, sim, é possível a escrita tanto de "o personagem" quanto a de "a personagem", tendo em vista que o substantivo se dá nos dois gêneros, assim como explicado aqui no blog muito corretamente.

Adriano Costa disse...

Brilhantes "argumentos", sobretudo os de "defesa" do "duplo gênero" - muito esclarecidos e sensíveis.

Xupacabr@ disse...

Sim, a tal língua dinâmica estra acabando com a nossa cultura. Hoje, já não se consegue ler nada antes dos anos 50. Assim, vamos perdendo vários autores pois a sua langui parece estranha... no lugar, entra o Paulo Coelho e a alta cultura vai pras picas. Os espanhóis leem Cervantes a 700 anos sem problemas.

Stephan Schellman disse...

Certas "mudanças" num idioma são até aceitáveis, haja visto, ser de fato o idioma "dinâmico", todavia, tomemos a devida precaução para não estarmos a falar num futuro "é nois" (dentre outras aberrações, com o risco lamentável de ainda constar nos dicionários como verbete "aceito") e aceitarmos tal modo peculiar de "comunicação", bem como, "deletar" ao invés de simplesmente apagar, e por aí vai...
Compreendo, uma vez mais, que todo idioma é mutável, afinal, todo idioma, em sua origem, teve uma mistura de diversos outros, mas devemos nos acautelar pra nunca termos aberrações tais como vemos as pessoas escreverem, mesmo que, isto tome mais tempo, afinal, é triste ler o que se escreve na rede mundial de computadores!

Stephan Schellman disse...

Certas "mudanças" num idioma são até aceitáveis, haja visto, ser de fato o idioma "dinâmico", todavia, tomemos a devida precaução para não estarmos a falar num futuro "é nois" (dentre outras aberrações, com o risco lamentável de ainda constar nos dicionários como verbete "aceito") e aceitarmos tal modo peculiar de "comunicação", bem como, "deletar" ao invés de simplesmente apagar, e por aí vai...
Compreendo, uma vez mais, que todo idioma é mutável, afinal, todo idioma, em sua origem, teve uma mistura de diversos outros, mas devemos nos acautelar pra nunca termos aberrações tais como vemos as pessoas escreverem, mesmo que, isto tome mais tempo, afinal, é triste ler o que se escreve na rede mundial de computadores!

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