Maio 2008 - Português na Rede

ACENTO x ASSENTO

ACENTO, com “c”, é sinal gráfico ou tom de voz: acento agudo, acento circunflexo, “Percebi um acento emotivo em sua voz”.


ASSENTO, com "ss", é lugar onde se senta: assento de ônibus, assentos do teatro, assentos do Parlamento.


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POR QUE, POR QUÊ, PORQUE e PORQUÊ

Escreve-se "por que", separado, em perguntas e/ou quando é possível a conversão para POR QUE MOTIVO, POR QUE RAZÃO, PELO QUAL ou O MOTIVO PELO QUAL:

- Por que (= Por que motivo) chegaste atrasado?
- Este é o caminho por que (= pelo qual) passei.
- Muitos queriam saber por que (= por que razão) o movimento foi perseguido.
- Os usuários que já se cadastraram não têm por que (= por que motivo) se preocupar.
- Ele estudou muito. Daí por que (= o motivo pelo qual) tirou dez na prova.

Se "por que" estiver no fim da frase, isto é, logo depois vier um ponto de forte pausa (final, dois-pontos, interrogação), o "e" do "que" receberá acento circunflexo:

- Não entendeu por quê? (= Não entendeu por que motivo?)
- Necessito entender por quê. (= Necessito entender por que motivo.)
- Dona Marisa tem uma certa implicância com Marta, não se sabe bem por quê. (...não se sabe bem por que motivo.)

"Porque", numa só palavra, introduz causa, explicação, justificativa. Neste caso, será possível a substituição por POIS, UMA VEZ QUE ou PELO FATO DE QUE:

- O menino está chorando porque (pelo fato de que) caiu.
- Chegue cedo, porque (pois) não jantamos tarde.
- Não jogou contra o Santa André nem contra o Paulista porque (pelo fato de que) cumpria suspensão.

Para finalizar, duas importantes informações:

1. Quando é substantivo, sinônimo de "motivo", “razão”, "porque" ganha acento no "e", independentemente da posição na frase:

- Não explicou o porquê (=o motivo) do atraso.
- Os números explicam o porquê (=o motivo).
- Sem mais porquê (=sem mais razão), o prefeito Newton Carneiro resolveu exonerar toda a Secretaria de Comunicação.

2. "Porque", junto, pode aparecer em perguntas. Isso ocorre quando aparece na pergunta aquilo que pode ser a causa do que se é perguntado:

- Porque choveu muito não foste à praia?
- Para você, a violência aumentou porque os governos não investem em educação?



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Resposta do desafio

“Acoelhado” significa amedrontado, acovardado. É da família do verbo “acoelhar-se”, de sentido igual e justificado pelo fato de o coelho ser um animal dócil, indefeso, que, quando se vê acuado por um predador, encolhe-se e fica paralisado.
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SOB x SOBRE


SOB significa “embaixo de” e também se usa em expressões como “sob o comando de”, “sob controle”, “sob o domínio de”, “sob a direção de”, “sob o governo de”, “sob medida”, “sob a mira de”, “sob a ótica de”, “sob o pretexto de”, “sob pressão”, “sob censura”.


SOBRE pode ser “em cima de” ou “a respeito de”: "Repousou a cabeça sobre o travesseiro"; "Ontem ele falou sobre religião"; "Eu não falei nada sobre aquele assunto ".
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Psiquê ou psique?

O certo é "psique" (pronuncia-se pSIque), tanto no sentido de “alma”, “espírito”, como designando a personagem mitológica (Psique, companheira de Eros).

Houaiss registra a variante "psiquê", porém com a ressalva de que é “forma não preferível de psique”.
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CAÇAR x CASSAR


Cuidado com os homônimos “caçar” e “cassar”.

“Caçar” significa perseguir animais para matar ou capturar: caçar onça, caçar tigre, caçar raposa.

“Cassar” significa tornar nulo ou sem efeito: cassar os direitos, cassar o mandato, cassar concessão.
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Qual o feminino de "cônsul"?

Segundo o dicionário Aurélio, é “consulesa”, que se aplica tanto à diplomata como à mulher do cônsul.
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Como é que se pronuncia a palavra "subsídio"?

Do mesmo modo que "subsolo", ou seja, a pronúncia-padrão é /subcídio/. Caso parecido é o de "subsistência", que muitos pronunciam /subzistência/, mas é /subcistência/.

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Mainha ou mãinha?

Quando a palavra primitiva é grafada com til, ele permanece na derivada:

mão = mãozinha;


Piatã (cidade da Bahia) = piatãense;


vã = vãmente;


rã = rãzinha;


mãe = mãinha, mãezinha.

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Dengue

É palavra nascida na Espanha. Significa "manha", “dengo”. Passou a nomear a doença porque, em teoria, os doentes de dengue ficam cheios de manha, com dengo.
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O dengue ou a dengue?

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No dicionário Aurélio, "dengue" é substantivo de dois gêneros, ou seja, pode ser "o dengue" ou "a dengue". Aurélio, porém, registra o subverbete "dengue hemorrágico", o que indica ser o gênero masculino a preferência dele.

O Vocabulário da Academia Brasileira de Letras (Volp) vê "dengue" como substantivo de dois gêneros. Para o Volp, portanto, também pode ser "o dengue" ou "a dengue".

O dicionário Houaiss pensa diferente, classifica dengue como substantivo exclusivamente feminino.

Temos opinião semelhante à de Houaiss: na língua contemporânea predomina a forma "a dengue", que, por ser mais usual, deve ter a nossa preferência.
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Como se pronuncia a palavra "gratuito"?

A vogal tônica é "u".

Portanto, a pronúncia correta é "gratUito", e não "gratuÍto".
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CONCORDÂNCIA: ADJETIVO COMPOSTO

O primeiro elemento de um adjetivo composto nunca varia. A flexão de gênero e número, quando há, só ocorre no último elemento. A regra não muda quando esses adjetivos estão em função substantiva. Assim sendo, "empresas belgo-brasileiras", "agressões humano-animais", "cantoras luso-brasileiras", "os luso-brasileiros", "as belgo-brasileiras".
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De trás ou detrás?

Esta é uma dupla problemática. Observo que as pessoas usam mais "de trás", em duas palavras. No entanto, era para ser o contrário, "detrás", numa só palavra, deveria predominar. O fato é que "de trás", que aceita a pergunta "de onde?", só é usado com verbos de movimento que regem a preposição "de": "Saiu (de onde?) de trás da árvore".


"Detrás" é usado em todos os demais casos, equivale a "atrás" ou "traseiro" e aceita a pergunta "onde?" depois do verbo: "Ele colocou a mala (onde?) detrás (=atrás) do guarda-roupa"; "Criança deve sempre viajar (onde?) no banco detrás (=traseiro)"; “A moto bateu (onde?) na parte detrás (=traseira) do carro”.
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A tomate ou o tomate?

“Tomate” é substantivo masculino. 

 Logo, “O tomate está muito caro”.
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