2009 - Português na Rede

REGÊNCIA: PAGAR

O verbo “pagar” rege a preposição “a” se o complemento é pessoa: “A empresa não tem prazo para pagar aos funcionários”.

Quando o complemento é coisa, ele é transitivo direto: "Finalmente meu vizinho pagou o empréstimo que fiz para ele".
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Especial: Palavras do Natal

Preparamos uma postagem especial para celebrar o dia em que o mundo cristão comemora o nascimento de Jesus.


Para começar, apresentamos a origem de alguns termos relativos à data.


Natal - Para os romanos, Natal era o deus que dava assistência às pessoas no momento do nascimento delas.
Foi do nome desse deus que veio o latim "natale", origem da palavra "natal", que significa "nascimento" e, entre outras acepções, nomeia a mais importante data do calendário cristão.


Presépio - Veio do latim "praesepium", o mesmo que "curral, estrebaria". O significado original foi praticamente esquecido e hoje a palavra é mais empregada para designar a representação, geralmente em miniatura, da cena do nascimento do Menino Jesus.


Panetone - Provém do italiano "panettone". Por trás de sua origem, há muitas lendas, como a de que "panetone" viria de "pane tonico" (pão tônico, fortificante) ou a de que o nome seria uma homenagem ao inventor do pão, um tal de Toni, por isso "panetone", isto é, "pane di Toni". 


Papai Noel - O "Papai Noel" dos brasileiros foi importado do francês "Père Noël" (Pai Natal). Os portugueses não fizeram essa importação e dizem "Pai Natal". Os ingleses têm o "Father Christmas". Os canadenses que falam inglês e os americanos pedem presentes a "Santa Claus", cuja origem é o holandês "Sinterklaas", "São Nicolau" em português. Nicolau foi um bispo que viveu na Turquia no século 4.º e, por ser bondoso e gostar de dar presentes, deu origem a essa história de "Papai Noel", alegre para as crianças que ganham presentes e triste para as que não ganham. 


Ainda em ritmo natalino, agora vamos esclarecer a grafia de algumas palavras  da época.  


Árvore-de-natal x árvore de Natal


Com hífen, é árvore da família das pináceas (pinheiros) que fornece matéria-prima para a indústria de papel.


Sem hífen, é o pinheiro artificial que enfeita nossa casa no período natalino. E pode ser também pessoa que se veste com joias e roupas exageradamente berrantes. 


Papai Noel x papai-noel 


"Papai Noel", sem hífen e iniciais maiúsculas, é o personagem: "Papai Noel mora no Polo Norte", “Comércio vai contratar mais Papais Noéis este ano”. 


"Papai-noel”, com hífen e iniciais minúsculas, é um presente de Natal: "O papai-noel do meu filho será uma bicicleta".


Perú ou peru? 


As oxítonas terminadas em "u' não levam acento. Por isso, "angu", "Aracaju", "Gaibu", "timbu" e "peru".


Uma curiosidade: a ave peru não é originária, como se pode pensar, do país Peru, e sim do México e do sul dos Estados Unidos.


Mas existe uma explicação para seu nome. No século 16, os portugueses chamavam a América espanhola de Peru, pois este era, depois do Brasil, graças à fama do Império Inca, a região do Novo Mundo mais conhecida em Portugal.


Foi por isso que, ao chegar ao país europeu, procedente do México, a ave recebeu o nome de "peru".  


Para fechar este especial, um desafio natalino:


» O nome “Papai Noel” está corretamente flexionado na frase:


a) Os Papai Noéis do Nordeste sofrem com o calor.


b) Os Papais Noéis do Nordeste sofrem com o calor.


c) Os Papais Noel do Nordeste sofrem com o calor. 


Resposta do desafio 


O plural de “Papai Noel” é “Papais Noéis”, ou seja, variam os dois elementos. Logo, a opção certa é a letra “b”.   


E um feliz Natal para todos!
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ORQUESTRA DO MATO GROSSO ou DE MATO GROSSO?

Com certeza o nome certo é “Orquestra de Mato Grosso”, pois Mato Grosso é um dos Estados brasileiros cujo nome rejeita artigo. 

Veja os outros:  Alagoas, Goiás,  Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
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O leitor pergunta: "Repetir ou não a preposição?"

“Um grupo de peregrinos oriundos da França, do Canadá e do México” ou “Um grupo de peregrinos oriundos da França, Canadá e México”. Com ou sem repetição da preposição? É o quer saber o leitor Bruno Almeida, que enviou a pergunta por e-mail.

Caro Bruno, neste caso, tanto faz, pode ser “Um grupo de peregrinos oriundos da França, do Canadá e do México” ou “Um grupo de peregrinos oriundos da França, Canadá e México”.

A repetição só será obrigatória quando for importante para o sentido.

Vejamos este caso: sem repetição – “Ele falou com o professor de filosofia e psicólogo da escola”; com repetição – “Ele falou com o professor de filosofia e com o psicólogo da escola”.

Sem repetição, significa que ele falou com uma só pessoa, que é ao mesmo tempo professor de filosofia e psicólogo da escola.

Com repetição, deixa claro que ele falou com duas pessoas, com o professor de filosofia e com o psicólogo da escola.
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REGÊNCIA: PROLIFERAR

O verbo “proliferar” não é pronominal. 

Portanto, infringem a  norma frases como “Ratos se proliferam em Brasília”.

O certo: “Ratos proliferam em Brasília”.
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Concordância: o verbo "haver"

É alto o número de erros de concordância com o verbo "haver". 

São comuns frases como "Houveram muitas pressões", "Haviam muitas pessoas na festa" e "Haverão mais mudanças na equipe". 

E essas frases são proferidas tanto por falantes escolarizados como por não escolarizados. 

É a velha tendência das pessoas de padronizar tudo. 

Mas, assim como os homens, os verbos têm diferenças. 

Existem os que variam normalmente no plural são os verbos pessoais; e os que não variam no plural são os verbos impessoais.

Este último caso é o de "haver" quando significa "existir" ou indica tempo passado. 

Daí o erro de "Haviam muitas pessoas na festa". Como "haver" nessa frase equivale a "existir", o correto é "Havia muitas pessoas na festa".

O curioso dos erros de concordância com "haver" é que eles são frequentes no passado e no futuro, mas raramente ocorrem no presente. 

Isto é, quem diz "Haviam muitas pessoas na festa" não diz "Hão muitas pessoas na festa", mas sim "Há muitas pessoas na festa". 

O que mostra que a má sonoridade de algumas formas de "haver" ("hão" principalmente) foi decisiva para torná-lo impessoal. 

Mas, repetimos, essa impessoalidade de "haver" somente se manifesta quando ele significa "existir" ou indica tempo passado. 

Se seu sentido for outro, ele é pessoal e varia normalmente no plural. 

É o que ocorre na frase "Eles não houveram o que desejaram", em que "haver" significa "conseguir".
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Regência verbal: perdoar

O verbo “perdoar” rege a preposição “a” se o complemento é pessoa: Se o Grêmio ganhasse, a torcida gremista não perdoaria aos jogadores de seu clube


Quando o complemento não é pessoa, perdoar é transitivo direto: Ele perdoou a dívida do amigo.
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Baía de Todos os Santos ou Baía de Todos-os-Santos?

Conforme o novo acordo ortográfico, grafam-se com hífen os topônimos (nomes próprios geográficos) iniciados por grã, grão, verbo ou cujos elementos estejam ligados por artigo: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Abre-Campo, Passa-Quatro, Quebra-Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouro, Trinca-Fortes, Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes, Baía de Todos-os-Santos.

Os demais topônimos se escrevem sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de Espada à Cinta, Bósnia Herzegóvina.

Exceção: Guiné-Bissau.
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Representação de CEP

O modo-padrão de representar o Código de Endereçamento Postal (CEP) é com as letras em caixa-alta e sem ponto nem dois-pontos após a sigla.

Exemplo: “Rua Capitão Lima, 250 – Santo Amaro – Recife – Pernambuco – CEP 50040-080”. 
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MANDA-CHUVA ou MANDACHUVA?

Depois da reforma, passou a ser “mandachuva”, sem hífen.

Está no mesmo caso de “paraquedas”, ou seja, das palavras que perderam o hífen porque, segundo os elaboradores do acordo ortográfico, não existe mais nelas a noção de composição.
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A vírgula de "pois"

A vírgula sempre acompanha a conjunção “pois”.

Quando “pois” é explicativo e equivale a “porque”, a vírgula fica antes: “O início da construção do estádio pode demorar mais do que foi anunciado, pois a área é de preservação ambiental”. 

Quando “pois” é conclusivo e equivale a “portanto, a vírgula fica antes e depois: “A seleção brasileira venceu as eliminatórias sul-americanas. O Brasil é, pois, um dos favoritos a ganhar a Copa”.
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EMPRESAS LARANJAS ou EMPRESAS LARANJA?

Laranja é um substantivo.

Substantivo em função adjetiva não varia. 

Por isso, “comícios monstro”, “tons pastel”, “listras vinho”, “raios ultravioleta”, “saias xadrez”, "empresas laranja".
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O lheísmo


Deus lhe abençoe. Eu lhe vi. Eu lhe amo. Aparentemente, nada de anormal há nessas frases. Mas há.


Em todas elas, existe a ocorrência do "lheísmo", fenômeno linguístico que consiste no uso do "lhe" no lugar do pronome "o".

Ou seja, as frases gramaticais são "Deus o/a abençoe", "Eu o/a vi", "Eu o/a amo".

Vamos abrir um parêntese para relembrar a noção de transitividade verbal.

Verbos transitivos são aqueles que precisam de complemento para ter sentido completo.

Se a ligação entre o verbo e seu complemento for direta, sem preposição, o verbo será “transitivo direto”.

Se a ligação for indireta, com uma preposição, o verbo será “transitivo indireto”.

Um exemplo de transitivo direto: "Ele viu o irmão". Perceba que "irmão" completa o sentido de "ver" e faz isso desacompanhado de preposição.

Um exemplo de verbo transitivo indireto: "Ela gosta muito da mãe". Note que "mãe" completa o sentido de "gostar" e faz isso acompanhado de preposição.

Às vezes, no lugar de substantivos como "irmão" e "mãe", usamos os pronomes pessoais "o" e "lhe".

Esses pronomes, porém, têm funções distintas: "o" substitui objeto direto, ao passo que "lhe" substitui objeto indireto.

As pessoas, no entanto, se esquecem disso e é aí que surge o "lheísmo".

Muito comum no Nordeste, esse fenômeno tem como possível causa, além do desconhecimento da regra, uma predileção sonora.

Quem diz "Eu lhe amo" possivelmente o faz por não se sentir à vontade para dizer o formal "Eu o amo", que, para alguns, pode parecer marca de afetação.

O que fazer então, aceitar ou combater o lheísmo?

As duas coisas. Nos registros mais informais, como na fala coloquial, não existe a necessidade de combatê-lo.

Em registros mais cultos, porém, especialmente na língua escrita, ele deve sim ser evitado.
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Colocação pronominal: o poder de atração do "que"

Trecho de despacho judicial: “O réu disse que encontrava-se em outro local na hora do crime”.

O vocábulo “que” atrai o pronome para antes do verbo. Desse modo, “O réu disse que se encontrava em outro local na hora do crime”.

Também atraem o pronome as palavras de sentido negativo (não, nem, nada, nunca, jamais, nenhum, ninguém), os vocábulos “sem” e “quando”, os pronomes relativos (o qual, quem, cujo, onde), os pronomes indefinidos (algo, algum, alguém, diversos, muito, pouco, vários, tudo), os pronomes demonstrativos (esta, este, essa, esse, isto, isso, aquela, aquele, aquilo) e os advérbios (aqui, ali, bem, mal, sempre...).


Atenção! Quando há uma vírgula entre o advérbio e o verbo, o pronome fica depois do verbo: “Realmente, chamaram-no de tolo”.


Mas, quando o advérbio intercala os demais termos e existe outro vocábulo atrativo, o pronome fica antes:“Ele disse que, realmente, o chamaram de tolo”.
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ABSOLVER x ABSORVER

“Absolver” significa inocentar: “O júri absolveu o réu”.

“Absorver” significa puxar para dentro, assimilar, tomar para si: “Acusado de centralizador, presidente do Sport está absorvendo toda a culpa pelo fracasso”; "Empresas vão absorver prejuízo"; "Amazônia absorve menos carbono".
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CONCORDÂNCIA: VERBO "SER"

O verbo "ser" concorda preferencialmente com o predicativo quando o sujeito é um pronome neutro ("tudo", "isso", "aquilo") ou palavra de sentido coletivo ou partitivo:

Tudo são flores.

Aquilo não eram atitudes de um ser humano.

Isso serão previsões sem sentido.

Isso aqui são férias.

A maioria eram rapazes.

O resto são bobagens.

O mais eram sacrifícios.
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Seríssimo ou seriíssimo?

Escrevem-se com “i” dobrado os superlativos originados de adjetivos com a terminação “-io” precedida de consoante: frio = friíssimo; ímpio = impiíssimo; macio = maciíssimo; sério = seriíssimo; sumário = sumariíssimo.

Importante! Quando o adjetivo termina em “-eio”, o superlativo não tem “i” dobrado: cheio = cheíssimo.

Exceção: "feio", que tem dois superlativos -  "feíssimo" e "feiíssimo".
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A origem do nome "Honduras"

Em 1502, Cristóvão Colombo navegava em águas do atual território hondurenho quando sobreveio furiosa tempestade. 

Ante a força da natureza, Colombo e a tripulação de sua nau viram-se na iminência de um trágico fim.

E então, entre orações e desespero, a tormenta cessou, ocasião em que o navegador proferiu as seguintes palavras: "Gracias a Dios que hemos salido de esas honduras!"

Em espanhol, a palavra "hondura" significa "profundeza". E, depois da frase de Colombo, passou a nomear o país que hoje conhecemos como "Honduras".
Lenda ou não essa história, o fato é que, infelizmente, 500 anos depois da tempestade enfrentada por Colombo, o povo de Honduras ainda não conseguiu sair das profundezas em que o meteram.
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Pentaicosacampeão

O companheiro Fernando Menezes, o vovô da redação do Jornal do Commercio, nos procurou para esclarecer a seguinte questão: como se chama a equipe que conquista um campeonato 25 vezes seguidas?

A gênese da dúvida foi um leitor que, vendo que o time de remo do Sport Club do Recife havia ganho o 25º título seguido da competição estadual, procurou Fernando para saber a palavra designadora dessa conquista.
Ora, sabemos que quem conquista dois campeonatos é bicampeão; três, tricampeão; quatro, tetracampeão; cinco, pentacampeão; seis, hexacampeão; sete, heptacampeão; oito, octocampeão; nove, eneacampeão; e dez, decacampeão. Até aí é fácil.

A história se complica a partir do 11º campeonato. E há razão para isso: raramente uma equipe conquista 11, 12, 15, 20, 25 ou mais competições seguidas.

Além do mais, a maioria dessas palavras, digamos, designativas de campeões tem como base elementos de origem grega de pouquíssimo uso na língua portuguesa contemporânea.
Mas voltando à pergunta que deu origem a este comentário: como se chama aquele que conquista um campeonato 25 vezes seguidas?

"Pentaicosacampeão", palavra formada dos elementos gregos "penta", 'cinco', e "icosa", 'vinte', mais a palavra "campeão". Então comemorem, remadores do Sport, vocês são pentaicosacampeões!
E, para a conversa ficar quase completa, segue abaixo a relação dos campeões de 11 até 100 conquistas seguidas.

De hendeca a hectacampeão
11 vezes: hendecampeão ou undecacampeão
12: dodecacampeão
13: tridecacampeão
14: tetradecacampeão
15: pentadecacampeão
16: hexadecacampeão
17: heptadecacampeão
18: octodecacampeão
19: eneadecacampeão
20: icosacampeão
21: henicosacampeão
22: doicosacampeão
23: tri-icosacampeão
24: tetraicosacampeão
25: pentaicosacampeão
26: hexaicosacampeão
27: heptaicosacampeão
28: octoicosacampeão
29: eneaicosacampeão
30: triacontacampeão
40: tetracontacampeão
50: pentacontacampeão

60: hexacontacampeão

70: heptacontacampeão

80: octocontacampeão

90: nonacontacampeão

100: hectacampeão
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REGÊNCIA: REPROVAR

Saiu no jornal: “O jovem está apenas no segundo ano da faculdade de direito e já reprovou dois anos".

O verbo “reprovar” é transitivo direto.
E, na acepção de “considerar inabilitada uma pessoa”, ele tem duas construções possíveis:
1. Uma pessoa reprova outra pessoa: “O professor reprovou o aluno”.
2. Uma pessoa é reprovada (por outra): “O aluno foi reprovado pelo professor”; “O jovem está apenas no segundo ano da faculdade de direito e já foi reprovado dois anos”.
Repare que nessa acepção o “aluno” sofre a ação, e não a pratica. Por isso não pode ser “o aluno reprovou dois anos”, pois o aluno não reprova nada, ele “é reprovado”.
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Plural dos nomes próprios

Segundo a ortografia oficial, os nomes próprios estão sujeitos às mesmas regras estabelecidas para os nomes comuns.

Isso significa que nome próprio varia no plural.

Não há, portanto, razão para estranharmos plurais como "os Cavalcantis", "os Gusmões", "os Joões", "os Maias", "os Sampaios", "os Silvas", "os Pereiras", "os Rangéis", "os Vidais".

São normalíssimos todos eles, pois obedecem rigorosamente à regra.

Devemos apenas ficar atentos a algumas particularidades:

1) Se o nome termina em "s" ou "z", fica invariável: os Muniz, os Quadros, os Queirós, os Rodrigues, os Vaz. 

Exceção: os Luíses.

2) Se o nome próprio é composto, só o primeiro elemento varia: os Machados de Carvalho, as Marias do Carmo, os Pedros Paulo, os Luíses Antônio, os Pedros Camargo.

3) Se os elementos do nome composto forem ligados pela conjunção "e", ambos irão para o plural: os Andradas e Silvas, os Plácidos e Sousas, os Rosas e Silvas.

4) Se for um nome estrangeiro, o plural será indicado por um "s", mesmo que essa não seja a flexão de plural da língua de origem: os Bushs, os Collors, os Disneys, os Jacksons, os Kennedys, os Lincolns, os Suplicys.

Para concluir, é importante o registro de que a regra da boa sonoridade deve prevalecer em certos casos.

Por outras palavras, não devemos flexionar os nomes que não soam bem no plural: os Gil (e não "os Gis"), as Ester (e não "as Esteres").
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SE O RELATOR REVER SUA POSIÇÃO ou SE O RELATOR REVIR SUA POSIÇÃO?

O certo é “Se o relator revir sua posição”.
Ocorre que o verbo “rever” no futuro do subjuntivo, precedido de “se” ou “quando”, tem a forma “revir”.

Por isso, “Se eu revir meu irmão...” (e não “Se eu rever meu irmão...”); “Quando ele revir o texto...” (e não “Quando ele rever o texto...”); “Se nós revirmos o trabalho antes...” ( e não “Se nós revermos o trabalho antes...”).
Olho vivo! O verbo “ver” e seus derivados (“rever” é um deles) conjugam-se da mesma forma: “se eu vir”, “quando eu previr”, “se ela antevir”.
Exceção: “prover” (“se eu prover”, “quando ele prover”, “se nós provermos”).
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APOSENTADO VAI PAGAR JUROS MENOR ou MENORES?

“Juros” é uma forma de plural e por isso leva os determinantes – artigo, pronome e adjetivo – também ao plural. Desse modo, “Aposentado vai pagar juros menores”.
Convém acrescentar que, com a forma “juro”, a história é diferente – os determinantes ficam no singular: “Aposentado vai pagar juro menor”.
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A pronúncia de "Nobel"


"Nobel" é palavra oxítona.

A sílaba tônica é a última, "-bel".

Logo, pronuncia-se "Nobel" do mesmo modo que "papel".
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SÓCIOECONÔMICO ou SOCIOECONÔMICO?

O certo é “socioeconômico”, sem acento no primeiro “o”.
Por um motivo muito simples: nas palavras da língua portuguesa, só três sílabas são acentuáveis – última sílaba (oxítona: cajá, jiló), penúltima sílaba (paroxítona: júri, repórter) e antepenúltima sílaba (proparoxítona: rápido, translúcido).

Razão pela qual grafias como “rádiopatrulha”, “sócioeconômico” e “vídeoconferência”, com acento antes da antepenúltima sílaba, são erradas.
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Conectivos

Um texto é um encadeamento de frases.

Para que haja esse encadeamento, é preciso usar elementos de ligação chamados de "conectivos".

Em geral, os conectivos são conjunções e preposições.

Saber quando e como usar o conectivo certo é muito importante, pois a habilidade de escrever bem está relacionada a essa capacidade.
Infelizmente poucos sabem empregar corretamente os conectivos.

Por isso é comum escutarmos frases como "O jogo onde nosso time jogou bem".

Ora, "onde" é um conectivo usado exclusivamente para se referir a lugar:

A rua onde mora.

O prédio onde trabalha.

A região onde chove muito.

Se assim não for, usa-se "em que", "no qual", "na qual", como nas seguintes frases:

O jogo em que nosso time jogou bem.

No discurso em que...

O panfleto em que...

Eram dois discos nos quais...

Distribuiu memorando em que...

Uma carta na qual ...

A declaração em que...

A ideia em que...

Palavras em que...

Um filme em que..

O pensamento em que...

O pior é que, quando é para se usar "onde", empregam outro conectivo:

A empresa que eu trabalho.

Típico exemplo de frase malformulada, pois o conectivo era para ser outro.

Como há relação de lugar, em vez de "que", era para estar "onde":

A empresa onde eu trabalho.
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OS SOCIAL-DEMOCRATAS ou OS SOCIAIS-DEMOCRATAS?

A palavra “social-democrata” tem dois plurais.
Quando é substantivo, variam os dois elementos: “Os sociais-democratas venceram as eleições alemãs.”
Quando é adjetivo, varia apenas o último elemento: “Governos social-democratas ampliam força na Europa”.
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A origem da palavra "parasita"

Parasita é todo organismo vivo que se alimenta de outro sem contribuir para a sobrevivência deste.
Essa é a definição atual. Já foi diferente.
De origem grega e formada pelo prefixo "para-", 'ao lado de', e "sitos", 'trigo, pão, comida', a palavra "parasita" designava na Grécia antiga o alto funcionário público cuja função era monitorar a colheita de trigo, a preparação do pão e os banquetes em homenagem aos deuses.
Como podemos ver, o significado da palavra mudou, mas os governos continuam infestados de parasitas.
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Nova York x Nova Iorque

O leitor Reginaldo Chaves de Almeida, do Recife, nos enviou e-mail questionando por que o Jornal do Commercio escreve "Nova Iorque".

Segundo ele, a maioria da imprensa grafa "Nova York".
Caro leitor, o JC adota a grafia "Nova Iorque" por um único motivo: lógica.
"Nova Iorque" é uma locução. Locução é uma palavra composta, ou seja, duas ou mais palavras com valor de uma.

Não existe na língua portuguesa locução mista, com uma parte em português e outra em língua estrangeira.

Ou é tudo na língua original, ou é tudo aportuguesado.

Repare que, se fosse possível o disparate "Nova York", faríamos o mesmo com outras locuções, como "new wave", que viraria "nova wave".
Mas quem em sã consciência já grafou "nova wave"?

Ninguém, nem mesmo os que escrevem "Nova York".

No entanto, a locução "new wave" pode ser aportuguesada para "nova onda", que é uma forma com muitos adeptos, do mesmo modo que "New York" pode ser para "Nova Iorque", que também tem muitos adeptos.
E há mais argumentos contra a grafia "Nova York": qual o adjetivo relativo a esse nome?

Dicionários e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa só registram "nova-iorquino".

Ora, se o adjetivo é dessa forma, com "i" e "q" na segunda palavra, não há coerência em escrever "Nova York".

Coerência, aliás, não é o forte dos que preferem a grafia "Nova York", pois, quando usam o adjetivo, escrevem "nova-iorquino".

Deveriam escrever "nova-yorkino", não é mesmo?
E, para encerrar, desde 1940 a Academia das Ciências de Lisboa prescreve a grafia "Nova Iorque", o que é corroborado pelo vocabulário da Academia Brasileira de Letras.
É por tudo isso que o Jornal do Commercio escreve - com coerência e convicção - "Nova Iorque".
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A regência de "avisar"

Quando tem apenas um complemento, o verbo "avisar" é transitivo direto:

Avisei o diretor.

Avisamos o dono da loja.

Devemos avisar a família dele.
Quando tem dois complementos, "avisar" tem as seguintes regências:
1. Avisar alguém de alguma coisa: Avisei vocês do horário da reunião.
2. Avisar alguma coisa a alguém: Avisei a vocês o horário da reunião.
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APOLOGIA ÀS DROGAS ou DAS DROGAS?

Na língua culta, o substantivo “apologia” rege a preposição “de”.
Portanto, “Deputados acusam ministro de fazer apologia das drogas”.
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É um conto excelente SALVO ou SALVOS os erros de português?

A palavra “salvo” pode ou não variar em gênero e número.
Varia quando é adjetivo e significa “livre de perigo”: “Estamos todos salvos”, “Por enquanto elas estão salvas”.
E não varia quando é preposição e significa “exceto, afora”: “Salvo as estradas ruins, é bom viajar”, “É um conto excelente salvo os erros de português”.
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ENFEIANDO ou ENFEANDO?

Não há “i” no gerúndio de “enfear” e de todos os demais verbos terminados em

“-ear”:
estrear = estreando;
passear = passeando;
recear = receando;
frear = freando;
enfear = enfeando.
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IN MEMORIAN ou IN MEMORIAM?

O certo é "in memoriam", com "m" no fim da segunda palavra.
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BIELO-RÚSSIA ou BIELORRÚSSIA?

A grafia pós-reforma é “Bielorrússia”, segundo o encarte com as correções e aditamentos do novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.

O encarte pode ser baixado neste site: www.academia.org.br.

ATENÇÃO! Como se escreve "Bielorrússia", sem hífen, o gentílico desse país é "bielorrusso", também sem hífen.
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O que há de errado com a frase "É preciso ENCARAR DE FRENTE o problema"?

“Encarar de frente” é redundância, pois encarar só pode ser de frente.

Pelo menos entre os humanos, porque neste vasto universo é possível haver criaturas que encarem de costas, de lado...

Enfim, para fugir dessa redundância, basta dizer que a pessoa encarou os problemas “firmemente” ou “com firmeza”.
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EMBAIXATRIZ x EMBAIXADORA

“Embaixatriz” é a mulher do embaixador.

A funcionária que exerce a função de representante diplomática é “embaixadora”.
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O BEBÊ JÚLIA ou A BEBÊ JÚLIA?

Segundo o dicionário Houaiss e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, “bebê” é substantivo de dois gêneros.
Logo, pode ser “o bebê Júlia” ou “a bebê Júlia”.
A primeira forma, porém, é mais comum.
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VÍDEO-AULA ou VIDEOAULA?

Escreve-se “videoaula”, sem hífen, pois o acordo ortográfico estabelece que não se usa hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da que inicia o segundo elemento.
Outros exemplos: aeroespacial, agroindustrial, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, plurianual, semiárido.
Observação: Se a vogal que encerra o primeiro elemento é igual à que inicia o segundo, usa-se o hífen: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-inflamatório, auto-observação, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro-ônibus, micro-organismo, para-atleta, semi-internato, semi-interno.
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"VIVA OS NOIVOS!" ou "VIVAM OS NOIVOS!"?

O certo é “Vivam os noivos!”, com o verbo no plural concordando com o sujeito.

A concordância com o sujeito é de regra porque em frases como essa, em que se aclama algo ou alguém, o que está sendo usado é o verbo “viver”, e não a interjeição “viva”.

Veja outros exemplos:

“Vivam as pessoas sinceras!”

“Viva o Brasil!”

“Vivamos nós!”
A interjeição "viva" é usada em frases em que se expressa alegria por um fato sem que algo ou alguém esteja sendo aclamado:

“Viva! Acertei na loteria!”

“Viva! Passei no vestibular!”

“Viva! O meu time venceu!”
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ADÉQUO ou ADEQUO?

Antigamente, o verbo "adequar" era tido como defectivo, ou seja, um verbo que não tinha conjugação completa.

Ele só era conjugado nas formas arrizotônicas, as que têm a vogal tônica fora do radical.

Por isso, não existiam as formas “adéquo" e "adequo", nem nenhuma outra em que a vogal tônica era o "e" da sílaba “de-” ou o "u" do encontro “qu”.

A história mudou.

Atualmente, "adequar" já é visto como verbo de conjugação completa, não mais defectivo.

Dicionários - como o Houaiss - o veem assim.

E registram "adéquo" e "adequo" como possíveis formas de "adequar".

Desse modo, você pode usá-las tranquilamente.

Há apenas uma particularidade a ser observada: no Brasil, é mais comum "adéquo"; em Portugal, "adequo".
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É PRECISA A PACIÊNCIA DE TODOS ou É PRECISO A PACIÊNCIA DE TODOS?

Numa oração em que o sujeito está indeterminado (sem artigo, pronome ou adjetivo) e o predicativo é representado por adjetivos como "bom", "necessário" e "proibido", o verbo "ser" não varia: "Vitaminas é bom para todos"; "Comida é necessário"; "É proibido cães".
Se, porém, o sujeito estiver determinado, a concordância será normal: "A vida é boa"; "É necessária a sua ajuda"; "São proibidas pessoas estranhas".
E no caso do adjetivo "preciso", quando ele abre a oração, fica no singular e no masculino, estando ou não determinado o sujeito: "É preciso a participação popular"; "É preciso muitas qualidades para trabalhar naquela empresa"; "É preciso a paciência de todos".
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"CERCA DE 22 PESSOAS...": QUAL É O ERRO?

“Cerca de 22 pessoas...” é uma forma equivocada, pois a locução “cerca de...” expressa arredondamento.

Isso significa que só pode ser usada com números redondos, como 10, 50, 100, 140, 300, 500, 1.020, 5.000...
Assim sendo, “Cerca de 20 pessoas estavam na fila”.
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Noções básicas de...

Eis como o dicionário Aurélio define o substantivo "noções": "Conhecimentos elementares, rudimentos".

Ou seja, a forma "noções básicas" é tão redundante quanto "subir para cima", "sair para fora", "acabamento final", "encarar de frente", "hemorragia de sangue", "países do mundo", "planos para o futuro", "regra geral", "sorriso nos lábios", "viúva do falecido", entre outros pleonasmos repetidos irrefletidamente à exaustão.
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Em Recife ou no Recife?

É obrigatório o uso do artigo antes do nome "Recife"?

Não existe na gramática nenhuma regra específica sobre esse assunto.

"Quê?!" - dirão alguns - "Mas e aquela regra que diz que todo topônimo originário de um acidente geográfico é antecedido pelo artigo definido?"

Lenda gramatical. Como dissemos, não existe - repetimos, não existe - na gramática nenhuma regra nesses termos.

Se assim fosse, diríamos "Moro na Chã Grande", pois a palavra "chã", sinônimo de planalto, designa um acidente geográfico.

Mas ninguém diz "Moro na Chã Grande", nem os moradores dessa cidade do Agreste pernambucano, nem os que defendem a obrigatoriedade do artigo masculino antes do nome Recife baseados na regra que é uma lenda.

Logo, podemos afirmar com convicção que gramaticalmente tanto faz, pode ser "em Recife" ou "no Recife".

Mas a questão não se encerra aqui, pois extrapola a gramática. Na verdade, diz mais respeito à sociolinguística, porque envolve história e tradição de um povo.

Não por acaso, as mais ardorosas defesas a favor do emprego do artigo antes do nome "Recife" foram feitas não por gramáticos, mas pela nata dos intelectuais da cidade.

Uma delas partiu do sociólogo Gilberto Freyre.

Em O Recife, sim! Recife, não!, o autor de Casa-grande & senzala afirmou categoricamente: "O recifense diz "Chegar ao Recife", "Vir para o Recife", "Sair do Recife", "Voar sobre o Recife".

O teatrólogo Waldemar de Oliveira, em Luzes da cidade, corroborou a opinião do Mestre de Apipucos de modo mais incisivo: "Isso de dizer "em Recife" é ignorância de gente do Sul, que não sabe muito de tais coisas..."

Conclusão: que as pessoas de fora digam "em Recife" é até aceitável, pois elas não conhecem nossa história e tradição.

Mas ouvir um recifense dizer "em Recife" é clara demonstração de desconhecimento ou, pior, de indiferença às coisas da terra.
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O ferrugem ou a ferrugem?

"Ferrugem" é palavra feminina.

Logo, "Todos ficaram espantados com a ferrugem no carro".
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O gerundismo de “sendo que”

Quando se fala em gerundismo, imediatamente nos vem à cabeça a clássica frase dos operadores de telemarketing: "Nós vamos estar providenciando".
No entanto, o conceito de gerundismo é mais abrangente e, grosso modo, refere-se a todo emprego desnecessário de um gerúndio.
É o que ocorre com a locução "sendo que", um "gerundismo-muleta" que pode, quase sempre, ser substituído por uma conjunção ou por um pronome relativo e até mesmo ser simplesmente omitido, de tão inútil que é em alguns casos.
O pior é que essa locução é uma verdadeira praga. No Google, por exemplo, encontramos milhares de citações com a dita-cuja. Recortamos duas para mostrar quão inútil ela é.
Em um dos textos, estava: "Ano passado o Tribunal de Justiça de São Paulo abriu concurso para 183 vagas, sendo que apenas 76 foram ocupadas".
Ficaria melhor se fosse: "Ano passado o Tribunal de Justiça de São Paulo abriu concurso para 183 vagas, das quais apenas 76 foram ocupadas".
Noutro, estava: "Duas mulheres são executadas em João Pessoa, sendo que uma delas estava grávida de sete meses".
Neste caso, melhor seria: "Duas mulheres são executadas em João Pessoa e uma delas estava grávida de sete meses".
Como podemos ver, o não uso de "sendo que", além de nos afastar do gerundismo, contribui para melhorar a redação do nosso texto.
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EMERGIR x IMERGIR

“Emergir” significa vir à tona, aparecer, sair de onde estava mergulhado: “Novos escândalos emergiram no fim de semana”; “Os mergulhadores emergiram das profundezas do oceano e encerraram as buscas”.
“Imergir” significa mergulhar, afundar, lançar-se: “Imergiu os pés na bacia com água morna”; “O submarino imergiu no mar e de lá só sairá no fim do mês”.
Como reforço, observe que emergir começa com “e” como outras palavras que indicam movimento para fora: exportar, externo, emigrar.
E que “imergir” começa com “i” como outras palavras que indicam movimento para dentro: importar, interno, imigrar.
Para finalizar, esses verbos antigamente eram considerados defectivos, pois não tinham as formas em que ao “g/j” da raiz se seguia “a” ou “o”.

Ou seja, formas como “emerjo”, “emerja”, “imerjo” e “imerja” eram tidas como erradas.

Hoje, porém, todas essas formas são aceitas e “emergir” e “imergir” são vistos como verbos de conjugação completa.
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A PÍTON ou O PÍTON?

"Píton" (ou "pitão") é uma cobra da família das serpentes.

Por ser uma cobra, as pessoas pensam que "píton" é do gênero feminino.

Estão equivocadas, pois "píton" é nome masculino.

O certo, portanto, é “o píton”: “Um píton de 4 metros de comprimento devorou um gato”.
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AFIM (DE) ou A FIM DE?

AFIM, numa só palavra, é adjetivo e significa “semelhante”, “que tem afinidade”:

Os diretores têm pensamentos afins. 

Aquele casal tem gostos afins. 

A física é uma disciplina afim da química. 

A FIM DE, locução de finalidade, equivale a “para”: 

Voltou para casa mais cedo a fim de estudar.

Os bailarinos ensaiaram bastante a fim de fazer uma grande apresentação no sábado.

Refez o texto a fim de evitar polêmicas.

"A FIM DE" também é usada na expressão "a fim de algo/ alguém": 

Ela está a fim de você.

Eu estou a fim de comer pizza.  

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MICROONDAS ou MICRO-ONDAS?

Agora, na nova ortografia, usa-se hífen quando a vogal que encerra o primeiro elemento é igual à que inicia o segundo: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-inflamatório, auto-observação, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro-ônibus, micro-organismo, para-atleta, semi-internato, semi-interno, multi-instrumentista.
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Origem da palavra "sincero"

Existe mais de uma versão sobre a origem da palavra “sincero”.

A mais interessante é esta: na Roma antiga, escultores desonestos ocultavam com cera as imperfeições de suas estátuas de mármore.
Na hora, o comprador não percebia as falhas.

Mas depois de um tempo as imperfeições vinham à tona e se descobria que era uma escultura "cum cera".Sabedores dessa fraude, os escultores honestos faziam questão de ressaltar que suas estátuas eram "sine cera", ou seja, verdadeiras, autênticas, honestas.
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EM QUE PESE

A locução "em que pese" tem duas possibilidades de uso:

1. Quando faz referência a coisas, o verbo "pesar" concorda com a coisa referida: "Em que pesem seus bons argumentos, mantenho meu ponto de vista".

Quando faz referência a pessoas, o verbo "pesar" rege a preposição "a" e fica invariável: "Em que pese ao árbitro incompetente, nosso time venceu fácil".
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SAIU USANDO BERMUDA JEANS ou BERMUDAS JEANS?

As duas formas estão corretas.

No entanto, no português moderno, a forma “bermuda” tem ampla preferência, ao passo que “bermudas” praticamente só é usada quando se faz referência a mais de uma bermuda, como em “Comprei duas bermudas”.

Em tempo - o topônimo é “Bermudas”, nome plural: "Passei as férias nas Bermudas".
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São-João ou São João?

Segundo a ortografia oficial, "São-João", com hífen e iniciais maiúsculas, significa o Dia de São João, a festa, o feriado: "Passei o São-João em Bezerros"; "O São-João de Caruaru é muito bom"; "Gosto muito do São-João de Campina Grande".
E "São João", sem hífen e iniciais também maiúsculas, quando significa o santo: "A festa de São João"; "O Dia de São João"; "Sou devoto de São João".
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DESPERCEBIDO x DESAPERCEBIDO

Hoje os dicionários dizem que "despercebido" e "desapercebido" são palavras sinônimas.


Mas a rigor há diferença entre elas.


DESPERCEBIDO é mais bem empregada com o sentido de "o que não é percebido": "O fato passou despercebido"; "Não passaram despercebidos os cartazes do governo"; "O ex-ministro destacou que o Brasil enfrenta a crise global com ferramentas que quase são despercebidas".


DESAPERCEBIDO é mais bem empregada com o sentido de "o que é desprovido, desprevenido": "O Ministério da Educação está desapercebido de recursos"; "O futebol está desapercebido de craques"; "Seu discurso estava desapercebido de ideias".
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Cacófatos

A palavra "cacófato", dos elementos gregos "kakós" ( = mau) e "phaton" ( = que pode ser dito ou expresso), designa a produção de um som ruim oriundo da junção da sílaba final de uma palavra com a inicial da seguinte.
Existem dois grupos de cacófatos: os que produzem formações obscenas, e os que não produzem formações obscenas.
Só os primeiros devem ser combatidos, pois se cultivarmos uma obsessiva vigilância contra todo tipo de cacófato, incorreremos no erro de censurar construções como "ela tinha", "já tinha", "uma mão", "por cada", "por tal", "pouca fé", tão comuns até entre os melhores escritores. Como bem disse Rui Barbosa, "se a ideia de ‘porta’, suscitada em ‘por tal’, irrita a ‘cacofatomania’ desses críticos, outras locuções vernáculas têm de ser, como essa, refugadas".
Há, porém, como dissemos, os cacófatos que produzem palavras obscenas e estes - por uma gama de razões, entre as quais as piadas que motivam - devem ser coibidos. Alguns deles: Cuba lançou, carioca gosta, confisca gado, marca gol, polêmica gay, por razões, triunfo da, nunca ganho, socar alho.
A lista é extensa e nosso espaço infelizmente chegou ao fim. Com o perdão do cacófato, vou-me já!
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POUSAR x POSAR

POUSAR refere-se à aterrissagem de veículos aéreos. Portanto, aviões, naves e helicópteros POUSAM.

POSAR refere-se à ação de se preparar para ter a imagem reproduzida por um pintor, escultor ou máquina fotográfica. Portanto, crianças, jovens e adultos POSAM.
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“O petista colocou que sempre quis conversar com o governador”

Os dicionários dão mais de dez acepções para o verbo “colocar” e em nenhuma delas ele aparece como sinônimo de “dizer, declarar”.
Logo, estão em desacordo com a norma culta frases como “O petista colocou que sempre quis conversar com o governador”; “O vereador colocou que a questão do destino do lixo estava sendo mal conduzida pela Prefeitura”; “Ele colocou que a greve não vai prejudicar os alunos”.
Em bom português, “dizer” e “declarar” substituem “colocar” nessas frases: “O petista disse que sempre quis conversar com o governador”; “O vereador declarou que a questão do destino do lixo estava sendo mal conduzida pela Prefeitura”; “Ele disse que a greve não vai prejudicar os alunos".
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UM EQUIPAMENTO DESSE ou DESSES É CARO?

Quando está posposto a substantivo precedido do artigo “um(a)”, em frases como a que encima esta postagem, “desse” (e formas como “deste” e “daquele”) fica no plural: “Um jogador desses deve ganhar muito bem”; “É triste um país destes depender do capital estrangeiro”; “É chato ter de fazer uma coisa dessas”; Um equipamento desses é muito caro”.
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BENÇÃO ou BÊNÇÃO?

Atualmente se escreve “bênção” (plural: bênçãos), paroxítona com acento no “e”.

Existe a forma “benção” (plural: benções), oxítona sem acento, que caiu em desuso, sendo hoje considerada um arcaísmo.
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INTERVISSEM ou INTERVIESSEM?

O verbo “intervir” deriva de “vir” e, por isso, conjuga-se à semelhança deste.
Assim sendo, é “ele interveio” porque “ele veio”; é “eu intervenho” porque “eu venho”; é “eles intervieram” porque “eles vieram”; é “se eu intervier” porque “se eu vier”; é “se eles interviessem” porque “se eles viessem”.
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RAIOS ULTRAVIOLETAS ou RAIOS ULTRAVIOLETA?

O certo é “raios ultravioleta”, sem flexão na segunda palavra.

Substantivo em função adjetiva não varia.
Por isso, “comícios monstro”, “tons pastel”, “listras vinho”, “bolas laranja”, “saias xadrez”.
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INFANTO-JUVENIL ou INFANTOJUVENIL?

Depois do acordo ortográfico, “infanto-” passou a seguir a regra dos prefixos e falsos prefixos que terminam em vogal: se o segundo elemento começa por consoante, não existe hífen. Assim sendo, atualmente se escreve “infantojuvenil”, sem hífen.

Hífen, no caso de "infanto-" e na maioria dos elementos prefixais que terminam com vogal, só quando o segundo elemento começa com "h" ou com vogal igual à que encerra o primeiro: anti-inflamatório, micro-ondas, mini-hotel.
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SEÇÃO ou SESSÃO?

SEÇÃO, que pode ser também SECÇÃO, é o departamento, a parte, o setor: seção do jornal, seção de classificados, seção eleitoral, seção de brinquedos, seção de cosméticos da loja.
SESSÃO é o tempo de duração de uma atividade: sessão da Câmara, sessão de cinema, de teatro, de música, de ginástica, de psicanálise.
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Concordância do verbo “ser”

O verbo "ser" tem uma característica muito especial: é o único na língua portuguesa que permite a concordância com o predicativo.

Essa característica nos faculta escolher entre "Tudo é flores" ou "Tudo são flores", só para ficar num exemplo clássico.

O fato é que, com o verbo "ser", não importa muito a função sintática.

É tudo uma questão de preferência, que pode ser resumida assim:

1. Sujeito coisa e predicativo coisa - a preferência é pela coisa plural: "Nossa força são as florestas".

2. Sujeito pessoa e predicativo pessoa - como no caso anterior, preferência pela forma plural: "Aqueles personagens eram um só ator"; "Um só ator eram aqueles personagens".

3. Oração formada por pessoa e coisa - independentemente da função sintática desses termos (sujeito ou predicado), o verbo concorda preferencialmente com a pessoa: "As crianças são o melhor do mundo"; "O melhor do mundo são as crianças".

4. Oração formada por pessoa e pronome pessoal - qualquer que seja a função sintática deles, a preferência é pelo pronome: "O comandante, trabalhadores do Brasil, sois vós".

5. Coisa e pronome - independentemente da função sintática, preferência pelo pronome: "A cor dessa cidade sou eu".

6. Sujeito pronome pessoal e predicativo pronome pessoal - preferência pelo pronome sujeito: "Eu sou eles amanhã"; "Eles são eu amanhã".

UM CASO ESPECIAL


Numa oração em que o sujeito está indeterminado (sem artigo, pronome ou adjetivo) e o predicativo é representado por adjetivos como "bom", "necessário" e "proibido", o verbo "ser" não varia: "Vitaminas é bom para todos"; "Comida é necessário"; "É proibido cães".

Se, porém, o sujeito estiver determinado, a concordância será normal: "A vida é boa"; "É necessária a sua ajuda"; "São proibidas pessoas estranhas".

Convém acrescentar que o adjetivo "preciso", quando abre a oração, fica no singular, estando ou não determinado o sujeito: "É preciso a participação popular"; "É preciso muitas qualidades para trabalhar naquela empresa".


» DESAFIO

Qual frase está de acordo com a norma culta?

a) Eram perto das 12 horas.

b) Era perto das 12 horas.

c) “a” e “b” estão corretas.

» RESPOSTA

Indicando horas e seguido de locuções como "perto de", "cerca de", "mais de", o verbo "ser" tanto pode concordar no singular como no plural. Portanto, "a" e "b" estão corretas.
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Malgrado ou mau grado?

Antes de tudo, é bom saber que a palavra "grado" significa "vontade".
Posto isso, vamos às diferenças.
"Malgrado", numa só palavra e com "l", significa "apesar de": "Malgrado os meus esforços, não cheguei a tempo de ver o filme".
"Mau grado", em duas palavras e com "u", significa "contra a vontade": "Respondeu às perguntas de mau grado".
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DEIXE ELE FALAR ou DEIXE-O FALAR?

Os verbos deixar, fazer, mandar, ver, escutar, ouvir e sentir regem pronome oblíquo (me,o, a, os, as), e não pronome reto (eu, ele), quando seguidos de infinitivo.

Assimile pelos exemplos:
Deixem-me mudar o País (e não Deixem eu mudar o País).
Mande-o entrar (e não Mande ele entrar).
Deixaram-me pegar apenas os meus documentos (e não Deixaram eu pegar apenas os meus documentos).
Em relação à concordância, quando o pronome é plural, o infinitivo fica no singular:
Mande-os entrar.
Se, em vez do pronome, for usado um substantivo no plural, o infinitivo poderá ficar no plural:
Deixe os rapazes falar ou Deixe os rapazes falarem.
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Inicial maiúscula ou minúscula: calcanhar de Aquiles ou calcanhar de aquiles?

Escrevem-se com inicial minúscula os nomes próprios que, empregados em sentido figurado, entram na composição de expressões hifenizadas ou não: um deus nos acuda, calcanhar de aquiles, um(a) maria vai com as outras, ao deus-dará, castanha-da-índia, canário-do-ceará.
Não havendo, porém, sentido figurado, a inicial do nome próprio é maiúscula: além-Brasil, aquém-Atlântico, anéis de Saturno, doença de Chagas, mal de Parkinson.
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A confusão dos “porques”

"Porque" junto, "por que" separado, "porquê" junto com acento, "por quê" separado com acento.

São os "porques" da língua portuguesa a confundir a cabeça de muita gente!

Agora, cá entre nós, não há motivo para tanta confusão.

O entendimento da regra dos "porques" não é nenhum bicho de sete cabeças, como veremos agora.

São cinco os tipos de "porques":

Por que - separado - significando "por que razão" - no início ou no meio de frase interrogativa com ou sem ponto de interrogação: "Por que (= por que razão) você chegou atrasado?"; "Não sei por que (= por que razão) ele reagiu daquele modo".

Por quê - separado - significando "por que razão" - no final de frase interrogativa com ou sem ponto de interrogação: "Você chegou atrasado por quê?"; "Estou certo e vou mostrar por quê".

Por que - separado - significando "pelo qual": "A crise por que (= pela qual) passa o mundo pode ser muito útil".

Porque - junto - significando "pois" ou "pelo fato de que": "Chegue cedo, porque (pois) não quero dormir tarde"; "A seleção perdeu porque (pelo fato de que) jogou mal".

Porquê - junto - significando "motivo" - precedido de artigo: "Ninguém sabe o porquê (= o motivo) da crítica".

Esses são os "porques" da língua portuguesa.

Apesar da diversidade, cremos que com o que está exposto aqui dá para você empregá-los sem grandes aperreios.

Para iniciar a prática, responda ao desafio a seguir.

» DESAFIO

Dos três “porques” abaixo, qual o correto?

a) Quero saber porque você não foi trabalhar ontem.
b) Quero saber por que você não foi trabalhar ontem.
c) Quero saber por quê você não foi trabalhar ontem.

» RESPOSTA

Letra “b” é a resposta certa. É “por que” separado e sem acento por significar “por que razão” e por não estar no fim da frase.
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A vírgula do vocativo

"Vocativo", do latim "vocativu" (e este de "vocare", "dirigir a palavra a alguém"), é o termo a que se dirige o chamado, a interpelação, a ordem.
O vocativo fica OBRIGATORIAMENTE separado dos outros termos por vírgula.
E há uma razão para essa vírgula: sem ela, o significado pode ser alterado. Veja:
- Você viu o professor Luís?
- Vou lhes contar outro caso pessoal.
- Ouça meu amigo.
Agora, essas frases com vírgula:
- Você viu o professor, Luís?
- Vou lhes contar outro caso, pessoal.
- Ouça, meu amigo.
O sentido é bem diferente, não?
Por isso, não podemos menosprezar a importância da vírgula do vocativo.
Ela é necessária, pois nos dá a certeza de estarmos comunicando aquilo que de fato queremos.
Ah, o problema é identificar o vocativo?
É muito simples: sabemos que um termo da frase é vocativo quando podemos antepor a esse termo a interjeição de vocativo "ó":
- Parabéns, (ó) Recife!

- Dá-lhe, (ó) Brasil!

- (Ó) Pedro, fecha o portão, por favor.
E mais uma informação: quando se usa a interjeição "ó", muitos costumam pôr a vírgula entre a interjeição e o nome próprio, como em "Ó, Maria, volte logo".
Essa pontuação é equivocada.
O certo é a vírgula ficar antes da interjeição e/ou depois do ser chamado:
- Volte logo, ó Maria.

- Ó Maria, volte logo.

- Volte logo, ó Maria, porque estou com pressa.
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China

É o nome do país mais populoso do mundo.

Provém de "Ts’in", dinastia que unificou esse país asiático no século 3º da nossa era.

O topônimo "China" surgiu no século 7º. 

Lá chegando, os árabes, influenciados pelo nome "Ts’in", batizaram a região de "Cin", que na boca dos comerciantes venezianos virou "Cina" e, na nossa língua e em boa parte das outras ocidentais, redundou em "China".

Convém acrescentar que o que para nós é "China", para os chineses é "Zhong Guo", literalmente "país do meio" ou "reino central", porque seus habitantes acreditavam que ele estava localizado no centro do mundo.
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Interrogativas diretas e indiretas

Nem sempre uma frase interrogativa é encerrada com o ponto de interrogação.

Entenda: há dois tipos de frases interrogativas, as diretas e as indiretas.

As interrogativas diretas se caracterizam pela entonação crescente e por começarem, quase sempre, com vocábulos interrogativos (por que, quem, onde, quantos).

Nestas o ponto de interrogação (?) é obrigatório.

Exemplos:

Por que você faltou?
Onde mora sua irmã?
Quantos filhos você tem?
Quem fez o trabalho?

As interrogativas indiretas se caracterizam pela entonação decrescente e por não começarem com vocábulos interrogativos.

Nestas não há ponto de interrogação.

Exemplos:

Eu perguntei a ele qual o motivo da falta.
Quero saber onde sua irmã mora.
Informe-nos quantos filhos você tem.
Diga quem é você.

No desafio abaixo, veremos se você assimilou este assunto.

» DESAFIO

Qual a opção corretamente pontuada?

a) Quem diria que o Brasil um dia emprestaria dinheiro ao FMI.
b) Quem diria que o Brasil um dia emprestaria dinheiro ao FMI?

» RESPOSTA

Pela entoação crescente e por começar com vocábulo interrogativo, a frase é uma interrogativa direta e, assim sendo, termina com ponto de interrogação:

Quem diria que o Brasil um dia emprestaria dinheiro ao FMI?
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Cínico

A palavra "cínico" nem sempre teve o sentido negativo que tem hoje.
Sua origem é o grego "kynos", que significa "cão".
Na Antiguidade, ela chegou até a designar uma corrente de filósofos, os cínicos, que receberam esse nome porque sua prática filosófica consistia em chocar a sociedade com a mesma intensidade com que cães ferozes mordem a vítima.
O mais famoso dos filósofos cínicos foi Diógenes, que, certa feita, ao ver um grupo de poderosos conduzindo alguns ladrões à forca, bradou: "Lá vão os ladrões grandes enforcar os pequenos".
Qualquer semelhança com a atualidade...
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