Setembro 2009 - Português na Rede

OS SOCIAL-DEMOCRATAS ou OS SOCIAIS-DEMOCRATAS?

A palavra “social-democrata” tem dois plurais.
Quando é substantivo, variam os dois elementos: “Os sociais-democratas venceram as eleições alemãs.”
Quando é adjetivo, varia apenas o último elemento: “Governos social-democratas ampliam força na Europa”.
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A origem da palavra "parasita"

Parasita é todo organismo vivo que se alimenta de outro sem contribuir para a sobrevivência deste.
Essa é a definição atual. Já foi diferente.
De origem grega e formada pelo prefixo "para-", 'ao lado de', e "sitos", 'trigo, pão, comida', a palavra "parasita" designava na Grécia antiga o alto funcionário público cuja função era monitorar a colheita de trigo, a preparação do pão e os banquetes em homenagem aos deuses.
Como podemos ver, o significado da palavra mudou, mas os governos continuam infestados de parasitas.
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Nova York x Nova Iorque

O leitor Reginaldo Chaves de Almeida, do Recife, nos enviou e-mail questionando por que o Jornal do Commercio escreve "Nova Iorque".

Segundo ele, a maioria da imprensa grafa "Nova York".
Caro leitor, o JC adota a grafia "Nova Iorque" por um único motivo: lógica.
"Nova Iorque" é uma locução. Locução é uma palavra composta, ou seja, duas ou mais palavras com valor de uma.

Não existe na língua portuguesa locução mista, com uma parte em português e outra em língua estrangeira.

Ou é tudo na língua original, ou é tudo aportuguesado.

Repare que, se fosse possível o disparate "Nova York", faríamos o mesmo com outras locuções, como "new wave", que viraria "nova wave".
Mas quem em sã consciência já grafou "nova wave"?

Ninguém, nem mesmo os que escrevem "Nova York".

No entanto, a locução "new wave" pode ser aportuguesada para "nova onda", que é uma forma com muitos adeptos, do mesmo modo que "New York" pode ser para "Nova Iorque", que também tem muitos adeptos.
E há mais argumentos contra a grafia "Nova York": qual o adjetivo relativo a esse nome?

Dicionários e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa só registram "nova-iorquino".

Ora, se o adjetivo é dessa forma, com "i" e "q" na segunda palavra, não há coerência em escrever "Nova York".

Coerência, aliás, não é o forte dos que preferem a grafia "Nova York", pois, quando usam o adjetivo, escrevem "nova-iorquino".

Deveriam escrever "nova-yorkino", não é mesmo?
E, para encerrar, desde 1940 a Academia das Ciências de Lisboa prescreve a grafia "Nova Iorque", o que é corroborado pelo vocabulário da Academia Brasileira de Letras.
É por tudo isso que o Jornal do Commercio escreve - com coerência e convicção - "Nova Iorque".
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A regência de "avisar"

Quando tem apenas um complemento, o verbo "avisar" é transitivo direto:

Avisei o diretor.

Avisamos o dono da loja.

Devemos avisar a família dele.
Quando tem dois complementos, "avisar" tem as seguintes regências:
1. Avisar alguém de alguma coisa: Avisei vocês do horário da reunião.
2. Avisar alguma coisa a alguém: Avisei a vocês o horário da reunião.
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APOLOGIA ÀS DROGAS ou DAS DROGAS?

Na língua culta, o substantivo “apologia” rege a preposição “de”.
Portanto, “Deputados acusam ministro de fazer apologia das drogas”.
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É um conto excelente SALVO ou SALVOS os erros de português?

A palavra “salvo” pode ou não variar em gênero e número.
Varia quando é adjetivo e significa “livre de perigo”: “Estamos todos salvos”, “Por enquanto elas estão salvas”.
E não varia quando é preposição e significa “exceto, afora”: “Salvo as estradas ruins, é bom viajar”, “É um conto excelente salvo os erros de português”.
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ENFEIANDO ou ENFEANDO?

Não há “i” no gerúndio de “enfear” e de todos os demais verbos terminados em

“-ear”:
estrear = estreando;
passear = passeando;
recear = receando;
frear = freando;
enfear = enfeando.
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