A POLÊMICA DE TWITTAR (3): O FIM - Português na Rede

A POLÊMICA DE TWITTAR (3): O FIM

Caros leitores, nosso debate perdeu a força porque a leitora que sugeriu o uso de "piar" no lugar de "tuitar" e "twittar" resolveu retirar os comentários dela.

Infelizmente, ela não compreendeu o espírito do meu texto e do de Yuri e, em vez de partir para o debate, salutar para o desenvolvimento das instituições, inclusive da língua portuguesa, preferiu o apagamento de suas ideias.

É triste, mas, em pleno século 21, muita gente ainda se comporta jurassicamente.

13 comentários:

Ignácio disse...

quanta bobagem, de ambas as partes, da tal leitora que sugeriu piar (absolutamente ridículo) e da parte do Laércio, por condenar o fato dela apagar as opiniões dela, pois cada um faz o que quer com as próprias idéias.

Laércio Lutibergue disse...

Prezado Ignácio:

Respeito a sua opinião, mas a crítica não está centrada tão somente no fato de a leitora ter apagado as ideias dela.

O maior problema é a fuga sem explicação ao debate que ela mesma ajudou a criar.

Mas não sou dono da verdade, Ignácio, alíás, ninguém o é, nem você.

O que é muito bom, pois essa ausência de verdades, ou melhor, essa pluralidade de verdades é fomentadora de reflexões que levam ao debate.

O ruim é que hoje as pessoas parecem pouco dispostas a debater, contribuindo para a monotonia reflexiva do mundo atual.

Obrigado pela participação, Ignácio.

Yuri disse...

Caro Ignácio:

Não sou procurador do Laércio Lutibergue e, portanto, falo apenas por mim.

Desculpe-me, mas é necessário saber distinguir um fardo de alfafa de um aspecto elementar de lógica.

A questão vai além de ser dono das próprias ideias e opiniões.

A tradutora Jussara Simões (Niterói—RJ) não só apagou os comentários mas também os negou (algo sem efeito, já que tudo está devidamente registrado).

Mais que isso: negou ATÉ a intenção de dizer aquilo que, EFETIVAMENTE, disse — e ainda mais: disse em tom de quem fala pela boca dos deuses.

Isso configura mentira e desonestidade intelectual; nada tem a ver, pois, com fazer o que quer com as próprias ideias e opiniões.

Não é assim porque eu quero. Não é assim porque você quer. Não é assim porque Lutibergue quer.

É assim porque são os incontestáveis FATOS!

Por ora é isso.

Yuri Brandão

Ignácio disse...

Laércio,

Você escreve bem, mas não rebusque tanto seus pensamentos ou pode se perder num labirinto de idéias. Pluralidade de verdades em detrimento à ausência delas?

Como a verdade não se pode tocar é mais provável que ela não exista do que o contrário, uma espécie de lógica elementar (replicando o Yuri). Tampouco, portanto, pode ter dono e muito menos eu, cuja ignorância é tamanha e vem de berço.

Quanto à Jussara não resta dúvida de que não passa de uma pobre coitada chauvinista, que quando percebeu o tamanho da sua asneira meteu o rabinho entre as pernas, bichinho acuado que é.

Respeito, de certo modo, a opinião de ambos e até os parabenizo por fazer fulgurar nossa amada Língua em tão ricas construções sintáticas e semânticas, mas peço um favor: não me tratem por prezado ou caro se nào é isso que lhes dita a alma.

Blz?

Laércio Lutibergue disse...

Prezado Ignácio,

Você não captou a mensagem.

Talvez eu tenha sido muito esotérico.

Quando eu falo de "pluralidade de verdades", falo de muitas verdades humanas, logo de falsas verdades (ou da ausência delas).

Entendeu, Ignácio?

Em relação ao modo como trato você, é o mesmo modo respeitoso com que aprendi a tratar os seres humanos, independentemente de qualquer fator, e é, pode ficar certo, compatível com o que pensa minha alma.

Abraço.

Yuri disse...

CARÍSSIMO Ignácio:

Eis minha última intervenção no que tange ao contexto, pois esta "casa" lutiberguiana é muito importante para ficar tratando de vaca-fria.

Ela tem mais a nos ensinar — a mim e (serei um pouco imodesto, porém realista), sobretudo, a você, com quem Camões está meio irritado.

Desculpe-me novamente, mas o que você "pensa" sobre verdade tem a profundidade filosófica de um pires, e a tentação altamente relativista dos fascistas.

Siga o conselho desta jovem "alma impura": estude mais o conceito de verdade, porque tudo vai além daquilo que pode ou não ser tocado.

Não estou falando da definição, e sim do conceito mesmo. Sabe a diferença? Não estou pobremente reduzindo a verdade ao que pode ou não ser tocado – nem o empirismo se resume a isso! –, e sim falando de representação linguística (e fática) da verdade. Compreendeu?

Sei que não é fácil; o prof. Yuri entende: exige que sentemos a "poupança" na cadeira e estudemos bastante, enquanto a banda toca lá fora ou enquanto tantos dormem.

Ademais, confesso que é a primeira vez que alguém diz que sou capaz de "fazer fulgurar nossa amada Língua em tão ricas construções sintáticas e semânticas", mas me permita solicitar uma coisa também: não me faça tamanho elogio se não é isso que lhe dita a alma, beleza?

Agora, quanto ao "Caro" do outro comentário, compreenda-o como educação, como tratamento cortês, urbano, civilizado. Você tem o direito de recusar isso, é verdade, mas lembre que Português na Rede é casa de família e eu também o sou, de modo que até o "tempero" revela-se augusto, na impossibilidade de ser "ignácio".

Já o "CARÍSSIMO" que encima estas linhas, a ironia explica.

Por ora é isso.

Abraço do "desalmado" Yuri Brandão (que, como diz o grande poeta Sidney Wanderley, é "brandônico", mas nem sempre "brando").

Ignácio disse...

À dupla dinâmica os meus parabéns! Discursos alvissareiros, "verdades" tocantes e tratamentos dignos de casas de família, tais quais aqueles ouvidos em Brasília e pelos nossos digníssimos magistrados.

Ok, vocês venceram!

"Ao vencedor, as batatas!"

À minha pobre alma, resta a compaixão.

Adiós amigos!

Helder disse...

Simpatizei com o tal "piar". Não por ojeriza a termos de origem estrangeira – desconfio que a maioria dos vocábulos vem de outras línguas, ainda que mortas –, mas sim pela idéia de brevidade que a palavra transmite.

Falando em brevidade, teria sido divertido acompanhar essa discussão no Twitter, observado o limite de caracteres ali vigente. Quando o espaço é pequeno e a necessidade de informar, grande, todos os floreios têm de ser abandonados. O texto fica mais belo.

Despeço-me feliz por ter acompanhado esse excelente debate. Lamento apenas não ter podido fazê-lo em sua integralidade.

Saudações,
Helder.

José Gomes BRANDÃO disse...

No contexto geral dos comentários, a nota permaneceria intocável não fosse a intervenção fatídica e simplória de Ignácio, fazendo-me recordar um pequeno diálogo que se deu numa sala de aula em União dos Palmares-Alagoas, na década de 40 do século passado, entre a professora e o aluno Ignácio.
Vejamos:
Prof. – iGUInácio...
Aluno – prômPIto professora
Prof. – prômPIto o que, cavalo...
Aluno – iGUInácio o que, égua...

Pela raridade que você representa e pela boçalidade aqui demonstrada, meu pêsame, Ignácio, pois esta deveria ter sido deixada para momentos íntimos.
Abraço,
Brandão

Laércio Lutibergue disse...

Obrigado pelas batatas, Ignácio, mas não as quero porque em mim causam gases.

E, meu caro (posso chamá-lo assim?), eu sou um ser humano incompleto, imperfeito, mas creio que existe algo que eu já aprendi e você não: é melhor uma sincera discordância do que uma hipócrita concordância.

Pense nisso e, na próxima vez, entre sem fel no debate.

Abraço.

Laércio Lutibergue disse...

Helder, eu até que acho "bonitinho"
o piar, mas o problema é de semântica.

Imagine uma pessoa dizendo que vai piar (publicar um texto no Twitter) esta noite.

Estranho, não?

Abraço.

Yuri disse...

Querido Lutibergue:

Conforme escrevi, meu comentário anterior seria (e de fato foi) o último sobre o assunto.

Este aqui serve apenas para dizer um coisa ao amigo: se não quiser as batatas oferecidas pelo Ignácio que se pretende augusto, mande-as para cá — eu adoro purê de batata!

Não sofro de flatulências; mas, caso elas apareçam em função do "prêmio" recebido, compreendê-las-ei como algum resquício de resposta.

Por ora é isso. Abraço do YB

Anônimo disse...

Nunca pensei que uma simples palavra fosse causar tanta polêmica. Vocês estão de parabéns!

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