Novembro 2010 - Português na Rede

Resposta do desafio

A pergunta

Escolha a(s) frase(s) errada(s).

a) Aquela mulher é uma pão-duro.

b) Aquela mulher é um pão-duro.

c) Aquela mulher é uma pão-dura.

A resposta

Há duas correntes, duas respostas certas e uma errada.

Para os dicionários Aurélio e Houaiss, "pão-duro" é substantivo de dois gêneros, ou seja, pode ser "o/a pão-duro", "um/uma pão-duro".

Portanto, de acordo com esses dicionários, a frase correta é a opção "a", "Aquela mulher é uma pão-duro".

Pensa diferente o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) da Academia Brasileira de Letras (ABL), segundo o qual "pão-duro" é nome masculino.

Logo, pelo Volp, a frase certa é a letra "b", "Aquela mulher é um pão-duro".

E quanto à opção "c", "Aquela mulher é uma pão-dura", não há dúvida de que é equivocada, pois o adjetivo "duro" refere-se a "pão", nome masculino, e por isso não há como ser "pão-dura".


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Desafio

Escolha a(s) frase(s) errada(s).


a) Aquela mulher é uma pão-duro.


b) Aquela mulher é um pão-duro.


c) Aquela mulher é uma pão-dura.


Veja se você acertou clicando aqui.



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Correlação modo-temporal

Em nosso trabalho de edição e revisão de texto, no Jornal do Commercio e fora dele, percebemos que são muito comuns os problemas de correlação modo-temporal.
 
É o seguinte: os verbos mantêm entre si correlações de modo e de tempo.


Ou seja, algumas formas verbais se combinam, enquanto outras não.


Vejamos um caso em que as formas verbais se combinam: “Se eu fosse você, compraria aquela casa”.


Tudo bem com essa frase, certo?


É porque a correlação modo-temporal está adequada: o imperfeito do subjuntivo (fosse) combina com o futuro do pretérito do indicativo (compraria).


Agora um exemplo em que não existe correlação: “Ele pediu que mantenham os investimentos”.


Existe algo estranho nessa frase, não há correspondência modo-temporal: o pretérito perfeito do indicativo não combina com o presente do subjuntivo.


Estaria certo se fosse “Ele pediu que mantivessem os investimentos”, porque o pretérito perfeito do indicativo combina com o imperfeito do subjuntivo.


Fazer a correlação modo-temporal certa não é difícil.


O bom leitor percebe logo quando a correlação não está adequada, pois a sonoridade é ruim.


O problema é que as pessoas estão lendo cada vez menos e, por isso, estão ficando indiferentes às frases que soam mal.


Para facilitar, apresentamos uma pequena lista de correlações modo-temporais abonadas pela gramática:


1. Presente do indicativo com presente do subjuntivo.


Ex.: “É fundamental que ela esteja aqui amanhã”.


2. Pretérito perfeito do indicativo com pretérito imperfeito do indicativo.


Ex.: “Quando eu conheci sua mãe, ela trabalhava demais”.


3. Pretérito perfeito do indicativo com pretérito imperfeito do subjuntivo.


Ex.: “Critiquei antes para que os diretores evitassem o pior”.


4. Futuro do presente do indicativo com futuro do subjuntivo.


Ex.: “Darei o recado a meu marido quando ele chegar”.


5. Futuro do pretérito do indicativo com pretérito imperfeito do subjuntivo.


Ex.: “Eu confiaria mais na sua tia se ela fofocasse menos”.

Publicado na coluna "Com todas as letras", Jornal do Commercio do Recife, em 24/11/2010.


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A SITUAÇÃO ESTÁ RUSSA ou RUÇA?

"Russo", com dois "s", é o designativo dos seres e coisas da Rússia.


"Ruço", com "ç", quando é substantivo, designa nevoeiro rápido e denso típico de regiões serranas.


E, quando é adjetivo, significa pardo, difícil.


Logo, o certo é "A situação está ruça", pois "ruço" nessa frase equivale a "difícil".

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Resposta do desafio: concordância verbal

A pergunta
A opção correta é:

a) Mais de um poste caiu.

b) Mais de um poste caíram.

c) É indiferente, pois "a" e "b" estão corretas.

Resposta

Quando o sujeito é constituído pela expressão "mais de...", a concordância é feita com o numeral que se segue a essa expressão: "Mais de um poste caiu"; "Mais de duas lâmpadas queimaram".

Logo, a opção certa é a letra "a".

Atenção! Quando há ideia de reciprocidade, o verbo vai para o plural: "Mais de um jogador se agrediram".


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Desafio: concordância verbal

A opção correta é:

a) Mais de um poste caiu.

b) Mais de um poste caíram.

c) É indiferente,  pois "a" e "b" estão corretas.


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Ele deu-se o luxo ou deu-se ao luxo de perder o pênalti?

A rigor, é indiferente usar "dar-se o luxo" ou "dar-se ao luxo".


As duas formas estão corretas.


"Dar-se ao luxo" é, porém, muito mais comum.


Por isso é preferível dizer que "Ele deu-se ao luxo de perder o pênalti".



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A CREDIBILIDADE DA EMPRESA FICOU EM CHEQUE ou EM XEQUE?

Algo ou alguém fica “em xeque”, nunca “em cheque”.


Vamos explicar por quê.


“Cheque”, com “ch”, é ordem de pagamento: “Ela passou um cheque sem fundos”.


“Xeque”, com “x”, tem uso mais amplo.


Pode ser lance de xadrez em que o rei é atacado; soberano árabe, o mesmo que “xeique”, que alguns grafam desnecessariamente à inglesa (sheik); e sinônimo de ganzá, instrumento de percussão.


Posto isso, assimile que na expressão “em xeque” existe uma analogia ao primeiro significado da palavra "xeque" aqui exposto: quando se diz que algo ou alguém está em xeque, diz-se que está sendo atacado, desafiado.



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Resposta do desafio: ortografia

A pergunta

Escolha a opção sem erro de ortografia.

a) Eu não aguento mais esse trololó!

b) Eu não aguento mais esse tró-loló!

c) Eu não aguento mais esse tró-ló-ló!

A resposta

Uma regra da nova ortografia manda escrever com hífen as expressões onomatopeicas.

A palavra "tró-ló-ló", uma onomatopeia, insere-se nessa regra.

A opção certa é, portanto, a letra "c".

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Desafio: ortografia

Escolha a opção sem erro de ortografia.

a) Eu não aguento mais esse trololó!

b) Eu não aguento mais esse tró-loló!

c) Eu não aguento mais esse tró-ló-ló!

A resposta está aqui.
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A presidente Dilma ou a presidenta Dilma?

Essa é a pergunta que mais temos recebido nos últimos dias por e-mail, pelas redes sociais (Twitter e Facebook) e mesmo pessoalmente.

Há uma explicação para isso: a eleição da primeira mulher à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Já falamos deste assunto aqui, mas diante do acontecimento do domingo 31 de outubro e da avalanche de perguntas somos obrigados a retomá-lo.

Gramaticalmente as duas formas estão corretas.

Ou seja, pode ser “a presidente Dilma” e “a presidenta Dilma”.

Neste momento, com base nas ocorrências na imprensa, inclusive no Jornal do Commercio, sem dúvida “a presidente” é a mais comum.

E, se olharmos para o passado da língua, é a mais lógica.

Palavras que vieram do particípio presente do latim, normalmente terminadas em -ante, -ente e -inte, são invariáveis.

O que identifica o gênero delas é o artigo ou outro determinante: o/a amante, o/a gerente, meu/minha presidente.

A língua, contudo, nem sempre é lógica.

Muitas vezes ela foge do controle e revela uma face inventiva indiferente às regras.

Isso ocorreu, por exemplo, com “comediante”, que ganhou o feminino “comedianta”; com “infante”, que ganhou “infanta”; com “parente”, que ganhou “parenta”; e com “presidente”, que ganhou “presidenta”.

Certamente o extralinguístico atuou na formação desses femininos.

A versão feminina de um nome de cargo destaca com mais força a presença da mulher na sociedade.
Os mais velhos devem se lembrar do que ocorreu com a indiana Indira Gandhi.

Começaram chamando-a de “o primeiro-ministro Indira Gandhi”; depois, passaram para “a primeiro-ministro”; e terminaram em “a primeira-ministra”.

E hoje alguém tem dúvida de que uma mulher é “primeira-ministra”?

A favor de “presidenta” existe também o aspecto legal.

A Lei Federal nº 2.749/56 diz que o emprego oficial de nome designativo de cargo público deve, quanto ao gênero, se ajustar ao sexo do funcionário.

Ou seja, segundo a lei, os cargos, “se forem genericamente variáveis”, devem assumir “feição masculina ou feminina”.

Por tudo isso, defendemos a adoção do feminino “a presidenta”.

Apesar de neste momento a maioria, pelo que mostra a imprensa, preferir “a presidente”.

Intuímos, porém, que ocorrerá no Brasil o mesmo que sucedeu com dois vizinhos nossos.

Na Argentina, Cristina Kirchner começou sendo chamada de “la presidente” e hoje é “la presidenta”.

O mesmo ocorreu com Michelle Bachelet, no Chile, que terminou o mandato como “la presidenta”.

O tempo dirá se nossa intuição estava certa.

Publicado na coluna "Com todas as letras", Jornal do Commercio do Recife, em 10/11/2010.
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TRÁFEGO x TRÁFICO

A palavra "tráfego" relaciona-se com trânsito: "O tráfego está intenso nas principais avenidas do Recife".

E "tráfico" relaciona-se com comércio ilegal: "O governo precisa combater o tráfico de animais silvestres".

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Resposta do desafio: ortografia

A pergunta

Não há erro de ortografia em:

a) Depois da prova de português, ela ficou borocoxô.

b) Depois da prova de português, ela ficou borocochô.

c) Depois da prova de português, ela ficou borogochô.

A resposta

O adjetivo "borocoxô" - abatido, desanimado - escreve-se com "x".

Logo, a resposta certa é a letra "a": Depois da prova de português, ela ficou borocoxô.

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Desafio: ortografia

Não há erro de grafia em:

a) Depois da prova de português, ela ficou borocoxô.

b) Depois da prova de português, ela ficou borocochô.

c) Depois da prova de português, ela ficou borogochô.

A resposta está aqui.



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BIMENSAL x BIMESTRAL

"Bimensal" é duas vezes por mês, ou seja, é o mesmo que "quinzenal".

"Bimestral" é o que ocorre por bimestre, ou seja, uma vez a cada dois meses.


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NÃO SÓ O PAI MAS TAMBÉM O FILHO VIAJOU ou NÃO SÓ O PAI MAS TAMBÉM O FILHO VIAJARAM?


Quando o sujeito é formado pelas expressões "não só... mas também" e "não só... como também", o verbo concorda no plural.

Portanto, "Não só o pai mas também o filho viajaram".

Observe que essas expressões exprimem ideia de adição.

Por isso a concordância no plural e a ausência de vírgula antes de "mas" e de "como".


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Resposta do desafio: concordância

A pergunta


A frase certa é:
 
a) Serra ou Dilma serão eleitos domingo.


b) Serra ou Dilma será eleito domingo.


c) Serra ou Dilma será eleita domingo.


A resposta


Nos sujeitos compostos em que os núcleos são ligados pela conjunção "ou", quando há ideia de exclusão, a concordância é feita com o núcleo mais próximo.
 
A frase gramaticalmente certa, portanto, é  a "c",  Serra ou Dilma será eleita domingo.
 
No entanto, a frase não é boa em termos de estilo.
 
A concordância no feminino, por haver um núcleo masculino, parece estranha.
 
Por isso, o ideal em casos como esse é deixar o núcleo masculino mais próximo do verbo: Dilma ou Serra será eleito domingo.
 

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