O infinitivo flexionado - Português na Rede

O infinitivo flexionado

O infinitivo flexionado é uma exclusividade da língua portuguesa.

Talvez por esse motivo não exista consenso em relação a seu emprego.

As regras são claramente apoiadas em fundamentos estilísticos, o que resulta numa liberdade de uso.

Para quem sabe disso, o infinitivo não é problema.

Para quem não sabe, essa liberalidade resulta em insegurança, que quase sempre leva à pior opção: a de flexionar sempre o infinitivo.

No entanto, a melhor opção é justamente o contrário disso: flexionar poucas vezes o infinitivo.

A rigor, a obrigatoriedade de flexionar o infinitivo só existe quando há risco de ambiguidade, como nesta frase: “Fizemos tudo para passares na prova”.

Se o infinitivo não fosse flexionado (“Fizemos tudo para passar na prova”), o texto ficaria ambíguo.

Daria a impressão de que o sujeito de “passar” era o mesmo de “fizemos”.

Não sendo esse o caso, fique com a opção que vai proporcionar à sua frase a melhor sonoridade.

E, na dúvida, o melhor é não flexionar o infinitivo.

Para fechar, um pensamento do professor Antenor Nascentes (1886 - 1972) resume tudo o que dissemos acima: “O emprego do infinitivo é regulado pela clareza e eufonia. Os gramáticos inventaram numerosas regras para disciplinar o emprego do infinitivo pessoal, mas toda essa multiplicidade só serve para trazer confusão”.

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2 comentários:

Ricardo Clausen Sigwalt disse...

ótimos posts. Conheci o blog hoje e com certeza vou usar muito.

Monica Valdez disse...

Um blog muito legal e muito util -- obrigada!

Monica V : ) , English teacher

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