Já observou, amigo leitor, lendo jornais, revistas e portais de internet, que alguns escrevem “ano novo”, sem hífen, e outros “ano-novo”, com hífen?
E qual é a grafia correta?
Com o sentido de “o próximo ano”, “a meia-noite do 31 de dezembro”, “o dia 1º de janeiro”, é, dizem os dicionários, “ano-novo”, com hífen e iniciais minúsculas.
À guisa de ilustração, vamos reproduzir o que consta no dicionário Aurélio sobre “ano-novo”:
1. O próximo ano, o ano entrante:
“Estamos com sono, vamos dormir. Damos boa noite, bom ano-novo, eu abraço meu tio.” (Ricardo Ramos, Matar um Homem, p. 168.)
2. A meia-noite do dia 31 de dezembro, ano-bom.
3. O dia 1º de janeiro, ano-bom. (Pl.: anos-novos.)
Como podemos ver, são três acepções: (1) o próximo ano, (2) a meia-noite de 31 de dezembro e (3) o dia 1º de janeiro.
A questão pode ser abreviada da seguinte forma: existem duas opções, seguir o dicionário ou não.
Preferimos a primeira, pois enxergamos em “ano-novo” uma unidade semântica, ou seja, um nome composto.
Quer ver?
Quantas vezes você já escutou “próspero ano-novo”?
Muitas.
Agora quantas vezes você ouviu “próspero novo ano”?
Pouquíssimas, certamente, pois em formações compostas como essa (cachorro-quente, boas-novas, boas-vindas) a inversão é inviável.
Por fim, para você, leitor, um ótimo ano-novo!
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