Julho 2011 - Português na Rede

Livro ganha versão eletrônica

Já está à venda a versão eletrônica (em PDF) do livro Em dia com a língua - um jeito fácil de aprender português.

O valor dessa versão eletrônica é bem simbólico, R$ 10,00, para que o maior número possível de pessoas tenha acesso ao conteúdo da obra, essencial para os que procuram dominar a norma culta da língua portuguesa.

A compra pode ser feita pela hipersegura plataforma do PagSeguro, com a opção de boleto ou cartão de crédito, ou por depósito em conta corrente Bradesco/Banco do Brasil.

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Resposta do desafio

A pergunta

“Sofomania” é:

a) Mania de se achar mais inteligente que os outros.

b) Mania de se achar muito sofredor.

c) Mania de se achar muito importante.

A resposta

Do grego “sophós”, ‘sábio’ + “mania”, ‘loucura, mania’, “sofomania” é o hábito de se achar mais inteligente que os outros.

Quem tem “sofomania” é “sofômano” ou “sofomaníaco”.
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Desafio: vocabulário

“Sofomania” é:

a) Mania de se achar mais inteligente que os outros.

b) Mania de se achar muito sofredor.

c) Mania de se achar muito importante.

Veja a RESPOSTA.

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Revisor de texto precisa fazer curso de letras?

Muita gente me faz diversas perguntas sobre a minha atividade de revisão de texto. Uma delas é se é preciso  cursar letras para ser revisor de texto. Eu respondo que não. Na verdade, o curso de letras forma para a sala de aula ou para a pesquisa (licenciatura ou bacharelado).


Para quem quer se profissionalizar, existem cursos no Brasil de revisão de texto.

E para ser revisor de texto deve-se saber gramática? Sim, mas não é só isso. Para ser um bom revisor de texto, primeiramente é necessário gostar de ler e ler bons textos – literários ou não. Escrever também é preciso. Escrever, ler, reler e revisar criticamente o próprio texto. Esse é apenas o começo. Nessa revisão, virão diversas dúvidas, que obviamente nos levarão a consultar boas gramáticas e sites confiáveis, como Português na Rede. Os bons profissionais agem assim.

Outra dica é respeitar o que a pessoa escreveu. Sim, revisar um texto não é modificá-lo a bel-prazer, pois nem tudo é possível na revisão. O grande segredo é este: revisar respeitando as ideias e os argumentos do dono do texto. Claro que cabe a nós verificar se o texto tem lógica, se há coerência entre as ideias e coesão textual, mas isso não nos autoriza a mexer no conteúdo do texto, acrescentando ou retirando informações – salvo se o dono do texto nos autorizar. Muitos clientes me dizem: “Eu gosto da sua revisão porque você não muda o que eu quis dizer, respeita minhas ideias. Você mexe no texto, organiza, modifica na medida certa”. E como conseguir isso? Com a prática. É ela que nos faz sair da condição de amador para a de profissional, alguém capaz de revisar competentemente qualquer texto.

Nunca é demais dizer que a troca de ideias nos faz crescer. Isso também ocorre na revisão de texto. Portanto, se você tem uma pessoa disposta a ler seu texto com olhos críticos, aproveite. E, por fim, se achar necessário, faça um curso de revisão de texto, mas procure profissionais sérios, competentes e comprometidos com o que fazem.
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Acessório x assessório

Significando “complemento”, “adorno”, escreve-se “acessório”, com "c" na segunda sílaba: "Muita gente considera o chapéu um acessório ultrapassado".

“Assessório”, com "-ss" na segunda sílaba, é adjetivo referente a assessor ou assessoria, sinônimo de "assessorial", e é palavra de RARO USO: "Ele não quer ser assessor de imprensa porque as obrigações assessórias são muitas".

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Concursando ou concurseiro?

Juliana Albuquerque, do excelente blog Luta de um Concurseiro, nos procurou para esclarecer uma dúvida: qual a palavra mais apropriada para designar quem estuda para concursos públicos – concursando ou concurseiro?

Além de “concurseiro” e “concursando”, Juliana e demais leitores, há uma terceira palavra que pode designar a pessoa que estuda para concursos: “concursista”.

Esta, por sinal, é a única das três que consta no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp).

As outras duas – “concursando” e “concurseiro” – não estão relacionadas nem no Volp, nem nos principais dicionários.

Quanto a “concursando” e a “concurseiro”, podemos dizer que a favor delas está o uso. Uma pesquisa no Google mostra que suas ocorrências superam de longe as de “concursista”.

“Concursando” tem a vantagem de o sufixo “-ando” geralmente entrar na composição de palavras associadas ao ensino: doutorando, mestrando, vestibulando.

Por outro, se pensarmos que alguns tratam a condição de “concurseiro” como uma profissão, somando-se a isso o fato de o prefixo "-eiro" normalmente compor palavras relacionadas a ofício (jornaleiro, padeiro, pedreiro), a formação desta palavra é perfeitamente possível.

Para não sermos prolixos, podemos encerrar esta história assim: quem faz questão de seguir a língua oficial (a do Volp) deve usar “concursista”, quem não liga para isso pode optar por uma das formas mais usadas, ou seja, por “concursando” ou por “concurseiro”.

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Aspecto verbal

Um leitor entrou em contato conosco para criticar o título “Amanhã é o lançamento”, publicado na coluna passada.
Esse leitor entende que “amanhã” é futuro e, por isso, o correto é “Amanhã será o lançamento”.

Explicamos ao leitor o porquê da escolha do presente em vez do futuro e agora compartilhamos essa explicação com os demais leitores desta coluna.

Na Bíblia encontramos os dez mandamentos.

Não matarás, não adulterarás, não furtarás, são alguns deles.

O tempo verbal está no futuro. Mas isso não significa que somente no futuro não mataremos, não adulteraremos e não furtaremos.

Os verbos estão no futuro, mas a ação é uma ordem para já, para o presente.

Temos, então, o futuro com valor de imperativo.

Quando lemos, nos livros de história, narrativas como “Em 22 de abril de 1500, Cabral avista o Monte Pascoal e descobre o Brasil”, temos uma frase com os verbos no presente, mas com valor de passado.

É o presente histórico.

E em frases como “Amanhã eu faço isso para você”, “Amanhã eu estou de volta”, “Amanhã é o lançamento do livro”, temos o presente com valor de futuro.

Esses exemplos mostram que um tempo verbal pode assumir um valor paralelo ao que lhe é próprio.

Esse “valor paralelo” é chamado de aspecto verbal.

Especificamente sobre o presente com valor de futuro, estudiosos o associam a certeza (Celso Cunha & Lindley Cintra), a acontecimento próximo (Said Ali) e a ênfase (Evanildo Bechara).

Está, portanto, plenamente justificado o título “Amanhã é o lançamento”.

Publicado na coluna "Com Todas as Letras", Jornal do Commercio do Recife, em 22/6/2011.

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