2012 - Português na Rede

ENTREGA A DOMICÍLIO ou EM DOMICÍLIO?


O uso das locuções “a domicílio” e “em domicílio” depende dos seguintes aspectos:

Com nomes e verbos estáticos, isto é, que não dão ideia de movimento e regem a preposição “em”, usa-se “em domicílio”: “Nossa pizzaria faz entrega em domicílio”; “Consertamos geladeira em domicílio”.

(Observe: toda entrega é feita “em” algum lugar; e  consertamos algo “em” algum lugar.)

Com nomes e verbos dinâmicos, isto é, que dão ideia de movimento e regem a preposição “a”, usa-se “a domicílio”: “Levam-se compras a domicílio”; “Enviam-se flores a domicílio”.

(Observe: levamos algo “a” algum lugar; e também enviamos algo “a” algum lugar.)
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COMO SE ESCREVE: ORGANIZAÇÃO NÃO-GOVERNAMENTAL ou NÃO GOVERNAMENTAL?

Com a nova ortografia, deixou de existir hífen nas formas em que a palavra "não" funciona como prefixo: não agressão, não fumante, não violência, linfoma não Hodgkin, organização "não governamental".

Atenção! Há hífen quando o "não" com valor de prefixo entra na formação de nome de espécie vegetal ("não-me-deixes", "não-me-esqueças") e de gentílico ("não-me-toquense", o natural de Não me Toque, município situado no Rio Grande do Sul).
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Concerto ou conserto?

"Concerto", com "c", significa peça musical: "O concerto da Orquestra Sinfônica do Recife foi ótimo".

"Conserto", com "s",  da família do verbo "consertar", é o mesmo que "correção", "reparo", "restauração": "O conserto do celular está aprovado".
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Concordância: O Brasil precisa de políticos o mais honestos possíveis ou O Brasil precisa de políticos o mais honestos possível?

Nesse tipo de construção, o adjetivo “possível” acompanha o artigo de “o mais...”: se o artigo estiver no singular, ele ficará no singular – “o mais...possível”; se o artigo estiver no plural, ele ficará no plural – “os mais...possíveis”.

E o outro adjetivo (na frase em questão, “honestos”)  concorda com o substantivo a que se refere (na frase em questão, “políticos”).

Assim sendo, o correto é  “O Brasil precisa de políticos o mais honestos possível”.
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QUANDO VOCÊ FAZ GINÁSTICA, VOCÊ SOA ou SUA MUITO?

O correto é “você sua muito”.

“Sua”, neste caso, é flexão do verbo “suar”, que significa transpirar:

É necessário suar a camisa.

Eu suo pouco no inverno.

Nós suamos bastante ontem na aula de aeróbica.

Não confunda "suar" com “soar”, cujo significado é produzir som ou dar determinada impressão:

A campainha vai soar daqui a pouco.

Hoje o despertador soou às 6 da manhã.

Esse seu comportamento soa muito mal aos olhos de todos.
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Vírgula: "ainda" e "também"

Os advérbios "ainda" e "também" não ficam entre vírgulas:

Eu também acertei a questão.

Ela comeu muito bolo e ainda quer levar uma grande fatia dele.
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MAL ou MAU?

MAL pode ser substituído por BEM: “Ele canta mal [bem]”; “Infelizmente há pessoas que praticam o mal [o bem]”; “Não há mal [bem] que sempre dure”.
MAU é substituível por BOM: “Foi expulso pelo mau [bom] comportamento na festa”; “O mau [bom] humor dela é famoso”; “Ninguém suporta o mau [bom] cheiro”.
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DESCRIÇÃO x DISCRIÇÃO

Descrição é da família de “escrever” e, por isso, é o ato de descrever alguma coisa: 

A descrição do crime foi perfeita.

“Discrição”, parente de “discreto”, é a qualidade de quem não comete excessos ou de quem é reservado:

Vestiu-se com discrição para ir à festa.

Revelei o segredo a você porque confio em sua discrição.
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XAMPU ou SHAMPOO?

Em português, escreve-se "xampu".

Trata-se de um aportuguesamento consagrado.

Não há razão, portanto, para se preferir o estrangeirismo "shampoo".
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Questão de sentido: "latente"

Li esta frase num jornal: “A polêmica do mensalão ainda está latente na sociedade”.

E faço a seguinte pergunta: a polêmica do mensalão ainda está latente, como diz o excerto?

Se for o que diz, é uma polêmica “oculta”, “escondida”, “camuflada”, “dissimulada”, “reprimida”.

Certamente esse não é o caso da polêmica em questão.

Quem acompanha o noticiário sabe que a polêmica do mensalão está “forte”, “clara”, “intensa”, “muito visível”, “patente”.

Em resumo: “latente” não tem nada a ver com força ou intensidade.

É na verdade uma espécie de antônimo disso, pois, como vimos, significa “oculto”, “escondido”, “camuflado”, “dissimulado”, “reprimido”.
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REMIÇÃO DA PENA POR TRABALHO ou REMISSÃO DA PENA POR TRABALHO?

“Remição”, da família do verbo “remir”, é o perdão oneroso, por meio de algum esforço, como estudo ou trabalho.

“Remissão”, da família de “remitir”, é o perdão por compaixão, por misericórdia, sem nenhum ônus.

Posto isso, concluímos que o correto é “remição da pena por trabalho”, pois o abrandamento do castigo virá mediante esforço.
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Mais da metade dos jovens mora ou moram com os pais?


A concordância é opcional.

Ou seja, pode ser "Mais da metade dos jovens mora com os pais" ou "Mais da metade dos jovens moram com os pais".

No entanto, a concordância com o núcleo do sujeito - "metade" - é a mais lógica e recomendada por  mestres como Douglas Tufano e Sérgio Nogueira.

Por isso deve ter a nossa preferência.
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O gênero e a pronúncia de "cônjuge"

É palavra masculina.

Não existe “a cônjuge”.

É sempre “o cônjuge”.

Se houver necessidade de especificar o sexo, basta usar os adjetivos “masculino” e “feminino”: “A pensão alimentícia, nos moldes da legislação vigente, tanto poderá ser exigida pelo cônjuge feminino quanto pelo cônjuge masculino”.

Atenção à pronúncia: é “cônjuje”, e não “cônjugue”.
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Paraolimpíadas ou Paralimpíadas de Londres?

Em Portugal e nos outros países lusófonos, sempre se escreveu “paralimpíadas”.
No Brasil, escrevia-se “paraolimpíadas” e só recentemente passou a ser “paralimpíadas”, sem o “o”.

A mudança ocorreu por determinação do Comitê Paralímpico Internacional (em inglês, International Paralympic Committee), que não usa "olímpico" porque essa palavra é marca registrada do Comitê Olímpico Internacional.

 
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GRAFIA/ REPRESENTAÇÃO DE HORAS: 12:30, 12:30h ou 12h30?

A melhor forma é "12h30".
Note que não há espaços entre os algarismos e a abreviatura de horas, "h".
Essa é a representação adotada no Brasil.
o são recomendadas, no português falado em terras brasileiras, a forma norte-americana, que usa dois-pontos (12:30), e a que mistura esta com a brasileira (12:30h). 
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REGÊNCIA: ASPIRAR

"Aspirar" é transitivo direto quando significa "inalar", "respirar", "sorver": "No fim de semana, ela aspirou o ar puro de Itaipava".

Mas na acepção de “desejar”, “pretender”, esse verbo tem outra regência - é transitivo indireto e rege a preposição “a”: “O time aspira a uma melhor colocação no campeonato”.


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Concordância: dois ou mais ordinais antes de um substantivo


A concordância, quando dois ou mais ordinais antecedem um substantivo, é feita da seguinte forma:

O ARTIGO É REPETIDO – O SUBSTANTIVO FICA NO SINGULAR:

O primeiro e o segundo andar.

O ARTIGO É REPETIDO – O SUBSTANTIVO FICA NO PLURAL:

O primeiro e o segundo andares.


O ARTIGO NÃO É REPETIDO – O SUBSTANTIVO FICA NO PLURAL:

O primeiro e segundo andares.


Conclusão: quando o artigo é repetido, o substantivo pode ficar no singular ou no plural; quando não é, o substantivo fica obrigatoriamente no plural.


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Cingapura ou Singapura?

As duas formas estão corretas.

Há, porém, um aspecto a ser observado.

No Brasil, prefere-se "Cingapura".

Em Portugal, "Singapura".

Logo, os brasileiros devem grafar "Cingapura", com "c".
E os portugueses, "Singapura", com "s".
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CRASE: ELE VENDEU A VISTA ou À VISTA?

A locução é “à vista”, com o acento de crase no “a” inicial.


Trata-se de um acento de clareza, necessário para evitar casos de ambiguidade.


Um exemplo da necessidade desse acento ocorre em “Ele vendeu a vista”.


Assim, sem acento de crase, pode-se entender que a pessoa comercializou o órgão responsável pela visão.


Para evitar essa interpretação, escreve-se “Ele vendeu à vista”, e a ambiguidade está desfeita.



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Déficit ou deficit?

Segundo a quinta e mais atual edição (2009) do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) da Academia Brasileira de Letras (ABL), escreve-se “deficit” e “superavit”, sem acento.

Portanto, hoje, a ortografia oficial (leia-se Volp) não legitima as grafias “déficit” e “superávit”, com acento, apesar de ainda constarem em alguns dicionários.

Convém observar que o Vocabulário Ortográfico da ABL classifica “deficit” e “superavit” como substantivos de dois números. Logo, essas palavras não variam no plural: o deficit, os deficit; o superavit, os superavit.


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O ponto e vírgula

Hoje vamos falar de um sinal de pontuação que está em extinção: o ponto e vírgula.
E não é exagero falar em extinção.
Quem lê muito, e todo tipo de texto, sabe que o ponto e vírgula está em desuso.
Poucas pessoas o empregam.
Por que será? Decerto por insegurança, o tal medo de errar.
Mas é ruim essa tática de evitar o ponto e vírgula.
Perdemos um bom recurso de pontuação, pois o ponto e vírgula tem sua importância e pode, quando bem empregado, deixar o texto melhor.
Não por acaso, grandes escritores, como Proust e Machado de Assis, usavam e abusavam desse sinal.
A função do ponto e vírgula é separar blocos de informação.
Mas não é qualquer bloco de informação.
Somente os que têm os elementos internos separados por vírgula.
Vejamos isso na prática: “Era um domingo normal: papai, apaixonado por automóveis, estava na garagem mexendo no carro; mamãe, que adorava cozinhar, decidia o cardápio do dia; e meu irmão, um dorminhoco inveterado, lutava para derrotar o sono”.
Há nesse exemplo três blocos de informação: 1. papai, apaixonado por automóveis, estava na garagem mexendo no carro; 2. mamãe, que adorava cozinhar, decidia o cardápio do dia; 3. e meu irmão, um dorminhoco inveterado, lutava para derrotar o sono.
Observe que cada um desses blocos tem elementos internos separados por vírgula.
Com o ponto e vírgula na separação interblocos, conseguimos demarcar melhor os três segmentos que formam o enunciado.
Se usássemos vírgula no lugar do ponto e vírgula, essa demarcação ficaria prejudicada, comprometendo a leitura e até mesmo a compreensão da frase.
Compare: “Era um domingo normal: papai, apaixonado por automóveis, estava na garagem mexendo no carro, mamãe, que adorava cozinhar, decidia o cardápio do dia, e meu irmão, um dorminhoco inveterado, lutava para derrotar o sono”.
Percebeu a diferença, leitor?
E isso é só uma pequena amostra do ganho estilístico que o ponto e vírgula pode representar no nosso texto.
O grande poeta gaúcho Mário Quintana (1906-1994) sabia muito bem disso.
Tanto que, num de seus poemas, fez questão de deixar registrada a importância do ponto e vírgula: “Quando completei 15 anos, meu compenetrado padrinho me escreveu uma carta muito, muito séria: tinha até ponto e vírgula! Nunca fiquei tão impressionado na minha vida”.

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AO PONTO DE ou A PONTO DE?

Com o sentido de “prestes a”, “na iminência de” ou “de tal modo que”, emprega-se a locução prepositiva “a ponto de”, com “a” puro, sem “o”: “Depois de tanto trabalhar, eu estava a ponto de enlouquecer”; “Ela estava a ponto de perder o controle emocional”; “As críticas o deixaram a ponto de explodir de raiva”.


“Ao ponto (de)”, com “ao”, não tem valor de locução, tanto que a preposição “de” nem sempre aparece.

Neste caso, fica patente que “ponto” é um substantivo determinado pelo artigo “o”: “Regressamos ao ponto de partida”; “O arroz estava cozido ao ponto”; “Quero meu bife ao ponto”.

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“Presidenta”, de novo

Frequentemente somos instados por leitores a opinar sobre o uso do feminino “presidenta”.


Agora foram Waldemar Etevaldo dos Santos Filho e Antônio José Soares.


Esse assunto já foi tratado neste blog.


Mas, em consideração aos leitores, vamos enfocá-lo de novo.


Para começo de conversa, não há nenhuma novidade na forma “presidenta”, pois já em 1899 Cândido Figueiredo a registrava em seu dicionário.


E, na atualidade, gramáticas e dicionários legitimam o uso dela.


Existe um terceiro aspecto a favor do polêmico feminino: a  Lei federal nº 2.749, de 1956, diz que o emprego oficial de nome designativo de cargo público deve, quanto ao gênero, se ajustar ao sexo do funcionário.


Ou seja, segundo a lei, os cargos, “se forem genericamente variáveis”, devem assumir “feição masculina ou feminina”.


Logo, como “presidente” genericamente pode, conforme gramáticas e dicionários, variar para “presidenta”, se fôssemos ortodoxos quanto ao respeito à lei, nem discutiríamos a forma “presidenta”, já estaríamos empregando-a.


No entanto, quem comanda a língua são os falantes.


E, neste momento, eles estão preferindo o uso de “presidente” como substantivo de dois gêneros.


Ou seja, dizem “o presidente”, no caso de homens, e “a presidente”, no caso de mulheres.


E é por esse motivo que preferimos tratar a chefe do Executivo nacional como “a presidente Dilma Rousseff”.

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A maioria das pessoas fazem assim ou A maioria das pessoas faz assim?

Com sujeitos partitivos, formados por expressões como "a maioria de", "parte de", "boa parte de", o verbo pode concordar com o núcleo dessa expressão ("A maioria das pessoas faz assim") ou com o termo que vem depois desse núcleo ("A maioria das pessoas fazem assim").


Recomenda-se, porém, mesmo com a flexibilidade da regra, a concordância puramente gramatical, a que é feita com o núcleo: "A maioria das pessoas estuda pouco", "A maior parte dos políticos é inútil", "Boa parte dos bandidos vive nos gabinetes".

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Precisam-se de técnicos ou Precisa-se de técnicos?

Grave erro gramatical comete quem diz/escreve “Precisam-se de técnicos”. 


O verbo "precisar" não varia em construções como essa.


É um caso de sujeito indeterminado, que ocorre sempre com verbos transitivos indiretos acompanhados do índice de indeterminação do sujeito "se".


Além do mais, nunca devemos achar que o sujeito de uma oração é um elemento introduzido por preposição, como “de técnicos”.


Isso porque, na língua portuguesa, não existe sujeito preposicionado. 


Assim, em orações como "Necessita-se de motoristas", "Trata-se de reclamações justas" e "Precisa-se de técnicos", o verbo fica no singular porque o sujeito está indeterminado.
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Regência/corroborar: As pesquisas corroboram com minha tese ou corroboram minha tese?


O verbo “corroborar”, o mesmo que "fortalecer", "reforçar", só rege a preposição “com” quando é bitransitivo, ou seja, quando pede dois complementos: “Ele corroborou a estratégia política de campanha com as pesquisas de opinião”.


Não sendo esse o caso, “corroborar” pede complemento sem preposição: "Economista corrobora as críticas de entidades sindicais"; "Estudos corroboram a importância da prática de exercícios para a saúde"; “As pesquisas corroboram minha tese”.

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Ela se acordou bem cedo ou Ela acordou bem cedo?

O verbo “acordar” não é pronominal.
Logo, o certo é “Ela acordou bem cedo”. 
Também não são pronominais “expirar” (“O prazo expirou”, e não “O prazo se expirou”) e “proliferar” (“O mosquito da dengue prolifera rápido”, e não “O mosquito da dengue se prolifera rápido”).
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Roteiro para interpretação de texto

Depois das nossas dicas para escrever melhor, vamos agora publicar um roteiro para interpretação de texto.


Se você tem dificuldade de responder às questões do teste de interpretação textual, faça o seguinte na hora da prova:


1. Leia o texto no mínimo duas vezes. Na primeira leitura, atenha-se ao conteúdo; na segunda, veja como o texto está articulado, desenvolvido.


2. Observe as relações interparágrafos. Um parágrafo geralmente mantém com outro uma relação de continuação, conclusão ou falsa oposição. Identifique muito bem essas relações.


3. Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou seja, a ideia mais importante.


4. Leia com muito cuidado os enunciados das questões, sem pressa, para entender bem a pergunta.


5. Grife palavras como "correto" ou "incorreto", evitando, assim, uma confusão na hora da resposta.


6. Não dê muito valor ao que o autor quis dizer, mas sim ao que ele disse, expressou no texto.


7. Identifique os personagens principais e secundários e centre-se nas características físicas e psicológicas deles.


8. Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia principal, leia com atenção a introdução e/ou a conclusão.


9. Se o enunciado focar o item argumentação, concentre-se no desenvolvimento.


10. Olhe com especial atenção os pronomes relativos, pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, etc., chamados vocábulos relatores, porque remetem a outros vocábulos do texto.

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Vasculhante, vasculante, basculhante ou basculante?

Segundo os dicionários, a palavra é "basculante".

Ela provém de "básculo", termo que designa a peça responsável pela abertura e fechamento desse tipo de janela.
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Hum ou um?

Muitas pessoas, ao escreverem o número 1 por extenso num cheque, grafam “hum” em vez de “um”.

É certo isso?

Trata-se de um recurso para evitar a transformação, principalmente em cheques, de “um” em “cem”.

Comprove isso escrevendo “um” à mão.

Veja que, mexendo no tracinho esquerdo do "u", dá para transformá-lo em “e".

Depois, basta antepor “c” ao adulterado “e”, que era “u”, e a transformação de “um” em “cem” estará finalizada.

É por isso que, em cheques preenchidos à mão, a grafia “hum” é compreensível.

Mas só nesta condição.

Fora dela, escrever “hum” em textos digitados/datilografados (textos de livros, revistas, jornais) não faz sentido.

É erro gráfico do mesmo tope de “hamor”.
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Bósnia-Herzegovina, Bósnia Herzegovina, Bósnia-Herzegóvina ou Bósnia Herzegóvina?

Nossos principais dicionários divergem em relação a esse topônimo.

Aulete diz, no verbete “bósnio”, que é Bósnia-Herzegovina, com hífen e “-vi-” como a sílaba tônica da segunda palavra.

Houaiss grafa “Bósnia-Herzegóvina”, com hífen e “-gó-” como sílaba tônica.

Aurélio registra “Bósnia Herzegóvina”, sem hífen e “-gó-” como tônica.

Nossas considerações: com base na nova ortografia, que estabelece que “Guiné-Bissau” é o único topônimo hifenizado, não há dúvida de que Aurélio acerta ao não empregar o hífen nesse topônimo.

Acerca da sílaba tônica da segunda palavra, é mais comum “Herzegovina”, como está no Aulete.

O ideal, portanto, seria “Bósnia Herzegovina”.

Mas, como essa forma não está em nenhuma das obras consultadas, o mais sensato é optar por uma que encontra abrigo num dicionário de prestígio.

Assim sendo, a nossa escolha é pela grafia “Bósnia Herzegóvina”, como está no Aurélio, por não usar hífen, respeitando o que determina o novo acordo ortográfico.


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Rádio relógio, radiorrelógio ou rádio-relógio?

O elemento de composição "radi(o)-" junta-se com hífen  às letras "h" e "o": radio-histeria, radio-ouvinte. Às demais letras "radio-" se une  diretamente, sem hífen: "radioamador", "radiopatrulha", "radiocomunicador".

No entanto, "rádio-gravador" e "rádio-relógio" se escrevem com hífen, pois nesses casos o que há é o substantivo "rádio" (o aparelho) ligado a outro substantivo.
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Dicas para escrever melhor

Nesta postagem daremos dicas para você melhorar seu texto.
São recomendações que visam à simplificação do ato de escrever, afastando as inutilidades que comprometem nossa produção textual.

Vamos a elas:

- Elimine palavras ou expressões desnecessárias: em vez de ato de natureza hostil, escreva ato hostil; em vez de decisão tomada no âmbito da diretoria, escreva decisão da diretoria; em vez de pessoa sem discrição, escreva pessoa indiscreta; em vez de neste momento nós acreditamos, escreva acreditamos; em vez de travar uma discussão, escreva discutir; em vez de na eventualidade de faltar combustível, escreva se faltar combustível; em vez de com o objetivo de, escreva para.

- Evite o emprego de adjetivação excessiva: em vez de o difícil e alarmante problema da seca, escreva o problema da seca; em vez de a profunda crise europeia, escreva a crise europeia.

- Dispense nas datas, sempre que possível, os substantivos dia, mês e ano, além do adjetivo "último": em vez de no dia 12 de janeiro, escreva em 12 de janeiro; em vez de no mês de fevereiro, escreva em fevereiro; em vez de no ano de 2012, escreva em 2012; em vez de no último dia 28 de janeiro, escreva em 28 de janeiro.

- Troque a locução verbo + substantivo pelo verbo: em vez de fazer uma viagem, escreva viajar; em vez de fazer um lanche, escreva lanchar; em vez de pôr moedas em circulação, escreva emitir moedas.

- Use o aposto em lugar da oração adjetiva e, dessa forma, elimine o “que”: em vez de O Recife, que é a capital de Pernambuco, tem sérios problemas de transporte público, escreva O Recife, a capital de Pernambuco, tem sérios problemas de transporte público; em vez de O Corinthians, que é o clube de maior torcida em São Paulo, conquistou o pentacampeonato brasileiro, escreva O Corinthians, clube de maior torcida em São Paulo, conquistou o pentacampeonato brasileiro.

- Empregue o particípio do verbo para reduzir orações: em vez de Agora que expliquei o título, passo a falar do tema, escreva Explicado o título, passo a falar do tema; em vez de Depois de concluir o trabalho, ligarei para você, escreva Concluído o trabalho, ligarei para você; em vez de Quando encerrar a apresentação, passarei ao assunto principal, escreva Encerrada a apresentação, passarei ao assunto principal.

- Elimine, sempre que possível, os indefinidos “um” e “uma”: em vez de A sociedade exige uma punição rigorosa para casos de corrupção, escreva A sociedade exige punição rigorosa para casos de corrupção; em vez de O Brasil se tornou uma terra de ninguém, escreva O Brasil se tornou terra de ninguém.

- Corte o possessivo inútil: em vez de Estou com a minha consciência tranquila, escreva Estou com a consciência tranquila; em vez de Siga mais a sua intuição, escreva Siga mais a intuição.

- Evite o plural desnecessário, ou seja, não pluralize o substantivo abstrato que pertence a dois ou mais seres: em vez de A polícia não revelou as identidades dos bandidos, escreva A polícia não revelou a identidade dos bandidos; em vez de A universidade divulgou os nomes dos aprovados, escreva A universidade divulgou o nome dos aprovados; em vez de Estão confirmadas as presenças do governador e do ministro da Saúde, escreva Está confirmada a presença do governador e do ministro da Saúde.

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Estamos em férias...

...viajando, curtindo as belezas do nosso Brasil.

Voltaremos a atualizar Português na Rede em fevereiro.

A propósito, o correto é "em férias" ou "de férias"?

As duas formas são aceitas.

Mas o ideal é usar “em” se o verbo reger essa preposição: “Ele entrou em férias”.

E a preposição “de” se for ela o conectivo cobrado pelo verbo: “Ele saiu de férias”.

Atenção! Quando a palavra “férias” é modificada por um adjetivo, a preposição “em” passa a ser obrigatória: “Os trabalhadores das montadoras entrarão em férias coletivas”; "Ela saiu em férias merecidas”.

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