“Presidenta”, de novo - Português na Rede

“Presidenta”, de novo

Frequentemente somos instados por leitores a opinar sobre o uso do feminino “presidenta”.


Agora foram Waldemar Etevaldo dos Santos Filho e Antônio José Soares.


Esse assunto já foi tratado neste blog.


Mas, em consideração aos leitores, vamos enfocá-lo de novo.


Para começo de conversa, não há nenhuma novidade na forma “presidenta”, pois já em 1899 Cândido Figueiredo a registrava em seu dicionário.


E, na atualidade, gramáticas e dicionários legitimam o uso dela.


Existe um terceiro aspecto a favor do polêmico feminino: a  Lei federal nº 2.749, de 1956, diz que o emprego oficial de nome designativo de cargo público deve, quanto ao gênero, se ajustar ao sexo do funcionário.


Ou seja, segundo a lei, os cargos, “se forem genericamente variáveis”, devem assumir “feição masculina ou feminina”.


Logo, como “presidente” genericamente pode, conforme gramáticas e dicionários, variar para “presidenta”, se fôssemos ortodoxos quanto ao respeito à lei, nem discutiríamos a forma “presidenta”, já estaríamos empregando-a.


No entanto, quem comanda a língua são os falantes.


E, neste momento, eles estão preferindo o uso de “presidente” como substantivo de dois gêneros.


Ou seja, dizem “o presidente”, no caso de homens, e “a presidente”, no caso de mulheres.


E é por esse motivo que preferimos tratar a chefe do Executivo nacional como “a presidente Dilma Rousseff”.

2 comentários:

wleoncio disse...

Considero-me um feminista, mas "presidenta", além de não ajudar em nada a valorização da mulher, soa feio demais. Daqui a pouco vão querer que a gente fale gerenta, pacienta, doenta, adolescenta, agenta...

M4R disse...

PresidentA.

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