2013 - Português na Rede

Ziguezague ou zigue-zague?

A grafia atualizada é  "zigue-zague", com hífen.

Isso porque, na nova ortografia, escrevem-se com hífen as expressões onomatopeicas com termos repetidos, com ou sem alternância vocálica ou consonântica, inclusive seus derivados: 

Assim sendo, escreve-se lenga-lenga, lenga-lengar, zum-zum-zum, zum-zunar, zigue-zague, zigue-zaguear...
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Bem feito, bem-feito e benfeito (atualizado)

Segundo o novo acordo ortográfico, "bem" se agrega com hífen a palavras que com ele formam uma unidade semântica (adjetivo ou substantivo composto): bem-aventurado, bem-criado, bem-humorado, bem-educado, bem-nascido, bem-sucedido, bem-vindo, bem-visto (estimado).

O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) da Academia Brasileira de Letras, em sua quinta edição, publicada logo depois do início da vigência do novo acordo, registrava "benfeito", valendo tanto para o substantivo como para o adjetivo.

No entanto, a Academia Brasileira de Letras voltou atrás e ressuscitou a forma "bem-feito", que é adjetivo. 

Agora "benfeito" é apenas substantivo, o mesmo que "benefício", "benfeitoria": "O benfeito da prefeitura ajudou a comunidade". 

Em resumo:

"Benfeito" = substantivo: "O benfeito dele foi de grande valor para o país".

"Bem-feito" = adjetivo: "Achei o serviço muito bem-feito".

"bem feito" = quando "bem" é advérbio e não está agregado a "feito": "O serviço foi [bem] feito por Mariana"; e quando é uma expressão interjetiva: "Ele escorregou na gramática. Bem feito!"
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Concordância: Eram perto das 12 horas ou Era perto das 12 horas?

Indicando horas e seguido de locuções como "perto de", "cerca de", "mais de", o verbo "ser" tanto pode concordar no singular como no plural.

Em termos de correção gramatical é, portanto, indiferente dizer “Eram perto das 12 horas” ou “Era perto das 12 horas”.

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A pronúncia de "rolos"


Como se pronuncia o plural da palavra "rolo": rolos (ó), com "o" aberto, ou "rolos" (ô), com "o" fechado?

Da mesma forma que se pronuncia  "bolos" e "tolos", ou seja, o "o" da penúltima sílaba é fechado:

Ela comprou quatro rolos (ô) de papel-alumínio. 

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O alface, o couve e a tomate ou a alface, a couve e o tomate?

Basta ir a uma feira para perceber como as pessoas desconhecem o gênero das palavras "alface", "couve" e "tomate".

É por isso que resolvemos publicar este post e, assim, informar o correto gênero dessas palavras a quem por aqui passar.

A palavra “alface” pertence ao gênero feminino.

O correto, portanto, é “a alface”: "A qualidade da alface não está boa".

Couve é feminina.

Ou seja, é “a couve”: “O preço da couve subiu muito esta semana”.

E "tomate" é nome masculino. 

Logo, "O tomate é rico em licopeno".

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Ele comeu uma maçã e duas pêras ou uma maçã e duas peras?


O correto é "Ele comeu uma maçã e duas peras", sem acento em "peras".

Antes do novo acordo ortográfico, escrevia-se "pêra", com acento, no singular, e peras, sem acento, no plural.

O acordo eliminou o acento diferencial no singular dessa palavra.

Portanto, atualmente se escreve "pera(s)", sem acento, seja no singular, seja no plural.
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Ortografia: reuso e multiuso ou reúso e multiúso?


Ambas as palavras são acentuadas, ou seja, escreve-se "reúso" e "multiúso".

Isso porque, pela regra, recebem acento o "i" e "u" tônicos que são a segunda vogal de um hiato e formam sílaba sozinhos ou acompanhados de "s": Luís, país, saída, saí (primeira pessoa do passado, "eu saí"), Suíça, balaústre, reúne, saúde, 

Observação: O novo acordo ortográfico eliminou, no caso de palavras paroxítonas, o acento do "i" e do "u" tônicos precedidos de ditongo: baiuca, feiura, cauila, maoismo, maoista, Sauipe, taoismo.

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A menina levou uma pancada na costa ou nas costas?



A parte de trás do tronco humano é chamada de “costas”.

Ou seja, é um substantivo que só se usa no plural:

Ele se queixou de dor nas costas.

Minha namorada se bronzeou demais e queimou as costas.


A menina levou uma pancada nas costas.


Diferencia-se de “costa”, sem "s" no fim, que significa “porção do mar próxima da terra”:

Tremor de terra atinge a costa peruana.

A esquadra de Cabral chegou à costa brasileira em 22 de abril de 1500.

Óleo polui costa de Angra dos Reis.


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Se eu ver ou se eu vir?

“Se eu ver...”, “Quando eu ver...”, “Se eu rever...”

É assim que o povo diz.

Mas a gramática ensina que é diferente.

O problema está numa armadilha: o futuro do subjuntivo, que geralmente é precedido de “se” ou “quando”, na maioria das vezes é igual ao infinitivo: para eu cantar (infinitivo), se eu cantar (futuro do subjuntivo), para eu vender (infinitivo), quando eu vender (futuro do subjuntivo).

Há, porém, os verbos irregulares, que não seguem esse paradigma.

No caso deles, o infinitivo é bem diferente do futuro do subjuntivo: para eu fazer (infinitivo), se eu fizer (futuro do subjuntivo); para eu ter (infinitivo), quando eu tiver (futuro do subjuntivo).

Por isso, é muito importante saber que, entre os verbos, há os tempos primitivos e os derivados.

O futuro do subjuntivo, por exemplo, é derivado do pretérito perfeito.

Precisamente da terceira pessoa do plural menos as duas últimas letras.

Vejamos isso com o verbo “ver”.

No pretérito perfeito, vamos pegar a terceira pessoa do plural, eles viram, e tirar as duas últimas letras: viram - am = vir. 

Nasce, assim, a primeira pessoa do futuro do subjuntivo: se eu vir.

E, a partir dela, fica mais fácil conjugar as outras pessoas desse futuro: se eu vir, se tu vires, se ele/você vir, se nós virmos, se vós virdes, se eles/vocês virem.

Convém observar que os derivados de “ver” conjugam-se da mesma forma: se eu revir, quando eu previr, se ela antevir.

O verbo “prover”, contudo, é uma exceção: se eu prover, quando ele prover, se nós provermos.
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Aprenda a não confundir dá, está, lê e vê com dar, estar, ler e ver


Muita gente, quando vai escrever, usa “dá”, “está”, “lê” e “vê” no lugar de “dar”, “estar”, “ler” e “ver”.

Essa confusão tem dois motivos: quando pronunciam o infinitivo desses verbos, normalmente as pessoas o fazem sem enfatizar o “r”.

O apagamento do “r” na fala é, portanto, o primeiro motivo.

O segundo é o fato de esses verbos terem, na terceira pessoa do indicativos, formas oxítonas acentuadas  – dá, está, lê, e vê –, cuja pronúncia muito se assemelha à da fala relaxada em que ocorre o apagamento do “r”. 

Nos verbos em que a terceira pessoa do presente do indicativo não é oxítona, esse problema não ocorre. 

Ninguém confunde, por exemplo, “ama” com “amar”, nem “pode” com “poder”. 

A boa notícia, para os que têm dificuldade de saber quando é dá/dar, está/estar, lê/ler, vê/ver, é que é muito simples desfazer essa dúvida.

Basta saber que o infinitivo (dar, estar, ler e ver) pode ser substituído por outro infinitivo; a forma flexionada (dá, está, lê e vê) não pode.

Vejamos isso na prática.

Surgiu a dúvida: é “Ele pode está ou estar certo”?

Vamos tentar a substituição por um infinitivo: “Ele pode andar certo”.

A substituição por um infinitivo é possível, logo: “Ele pode estar certo”.

Mais um teste: “Governador dá ou dar nova função a secretário”?

Neste caso o certo é “dá”, pois a substituição por outro infinitivo não é possível.

Não pode ser “Governador oferecer nova função a secretário”.
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Uma introdução ao estudo da vírgula

Na língua portuguesa, as frases podem apresentar quatro
elementos: sujeito, verbo, complementos e circunstâncias (tempo, modo, lugar, companhia, entre outras). 

E a ordem natural – ou direta – da frase é a seguinte:

SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO + CIRCUNSTÂNCIA

É muito importante ter em mente essa ordem para poder usar a vírgula com segurança. 

Lembro que não é necessário o aparecimento dos quatro elementos ao mesmo tempo na frase.

Podem aparecer dois:

Ela [sujeito] viajou [verbo].

Maria [sujeito] chegou [verbo].

Havia [verbo] vontade [complemento do verbo].

Podem aparecer três:

O filho [sujeito] obedeceu [verbo] à mãe [complemento do verbo].

A equipe [sujeito] só vai descansar [verbo] quando ganhar a partida [circunstância de tempo].

Podem aparecer os quatro:

Os pássaros [sujeito] voavam [verbo] livremente [circunstância de modo] no céu [circunstância de lugar].

Minha filha pequena [sujeito] pediu [verbo] um presente bem colorido [complemento do verbo] ontem [circunstância de tempo].

Veja que em todas as frases citadas não há vírgula simplesmente porque elas seguem a ordem direta.

Entretanto, se nessa ordem direta houver um termo intercalado, pode-se ou não usar vírgulas.

Veja alguns exemplos disso:

(a) Ofélia, aquela personagem que só abre a boca quando tem certeza, fez grande sucesso na televisão.

(b) Assistimos ontem ao jogo da seleção brasileira e nos decepcionamos.

(b1) Assistimos, ontem, ao jogo da seleção brasileira e nos decepcionamos.

(c)A promoção, enquanto durar o estoque, será válida.

(d) Venha aqui, Marisa, ver o que as crianças fizeram.

(e) Pedro, o amigo de quem te falei, quer te conhecer na próxima semana.

(f) Eu vou ao cinema hoje à noite com umas amigas da faculdade.

(f1) Eu vou ao cinema, hoje à noite, com umas amigas da faculdade.

Note que, em “b” e “b1” e em “f” e “f1”, você pode ou não empregar a vírgula.

E é justamente nesses casos opcionais que surgem as dúvidas mais comuns quanto ao emprego ou não da vírgula.

O livro Vírgula sem Mistério, de minha autoria, expõe com clareza os casos de uso ou não da vírgula.

Recomendo a leitura desse livro, com muita atenção, para um melhor entendimento do assunto.

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“Risco de vida” e “correr atrás do prejuízo”: é correto usar essas expressões?


Qual a expressão certa: risco de morte ou de vida?

Com frequência, sou solicitado a responder a essa pergunta.

E minha resposta é... as duas!

"Risco de morte" (ou "de morrer") é mais recente e, à primeira vista, mais lógica, pois em geral "risco de..." se associa a algo ruim: corre-se risco de morrer afogado, de ser sequestrado, de eleger um demagogo, etc.

No entanto, temos de reconhecer que "risco de vida" tem forte e tradicional uso e este uso torna-a legítima. 

Além disso, há os que veem nesta expressão a ocorrência de uma elipse, ou seja, um trecho dela está subentendido: "risco de [perder a] vida".

Ou seja, sem a elipse, a expressão seria "risco de perder a vida" e, desse modo, ela também teria sua lógica.

Em resumo, posso dizer, caro leitor, que hoje essa questão é muito mais um caso de preferência.

Use, pois, a expressão que melhor lhe convier.

Quanto a “correr atrás do prejuízo”, não há o que se discutir: é uma expressão consagrada e muito lógica.

Quando digo que o “A seleção brasileira está perdendo por 1x0 e tem que correr atrás do prejuízo”, o sentido é de “diminuir o prejuízo, acabar com o prejuízo”. 

Não embarque, portanto, nesta história de que o certo é “correr atrás do lucro, e não do prejuízo”.

Isso é bobagem.

Na língua portuguesa, não existe a expressão “correr atrás do lucro”.

O que há é “correr atrás do prejuízo”, que, como eu disse, quer dizer “correr atrás para diminuir ou acabar com o prejuízo”.
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Conheça nosso serviço de correção de redação


Este serviço é especial para você, concurseiro ou vestibulando.

Corrigimos sua redação, e você será preparado da forma mais eficiente: praticando a escrita.

Há três opções de "pacotes": dez redações, vinte redações ou trinta redações.

Você escreve um texto, com tema sugerido por nós, e nos envia essa redação.

Corrigimos o seu texto, devolvemos o material e você o reescreve baseado nas nossas observações.

O processo é muito produtivo, pois, como dissemos, é baseado na prática.

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Seje e esteje ou seja e esteja?

Nunca diga ou escreva "seje" e "esteje".

Essas formas não existem

As grafias corretas são "seja" e "esteja".

Exemplos:

Seja feliz, meu amigo!

Espero que você esteja certa.
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Sete grandes "pecados" da crase


PECADO NÚMERO 1

"Ela viajou à convite do governador."

Afora o caso em que se subentende a palavra “moda” (Governa à [moda de] Maquiavel), não há crase antes de palavras masculinas. 

"Convite" é nome masculino: "o" convite.

Por isso, “Ela viajou a convite do governador”, sem crase.


PECADO NÚMERO 2

“Lula está se dedicando à reeleger Dilma."

Não há crase antes de verbo. 

“Reeleger” é verbo. 

Logo, “Lula está se dedicando a reeleger Dilma".


PECADO NÚMERO 3

"O diretor se referiu à ela."

Não há crase antes dos pronome pessoais, inclusive os femininos. 

Motivo: esses pronomes rejeitam a anteposição de artigo. 

Não se diz “A ela é bonita”, mas simplesmente “Ela é bonita”.

Assim, "O diretor se referiu a ela".

PECADO NÚMERO 4

"O professor se dirigiu à você."

"Ele se dirigiu à Vossa Excelência com muito respeito."

Não se usa artigo antes de pronome de tratamento: "Você é muito linda", e não "A você é muito bonita"; "Vossa Excelência está certa", e não "A Vossa Excelência está certa.

Portanto, não ocorre crase em  "O professor se referiu a você" e "Ele se dirigiu a Vossa Excelência com muito respeito".

Observação: Às vezes os pronomes "dona", "senhora" e "senhorita" aceitam artigo, razão pela qual pode ocorrer crase no "a" que os precede.

PECADO NÚMERO 5

“Ele deixou as latas de tinta em frente à telas em branco.”

Não há crase no "a" no singular seguido de palavra no plural. 

Assim, "Ele deixou as latas de tinta em frente a telas em branco".

PECADO NÚMERO 6

"Nós trabalhamos de segunda à sexta."

Só há crase na correlação “de... a...” quando a preposição “de” aparece combinada com artigo, como em “Funciona do meio-dia às 18 horas”. 

De outra forma, nada de crase: "Nós trabalhamos de segunda a sexta".

PECADO NÚMERO 7

"Ele se declarou à uma linda garota."

Não ocorre crase antes da palavra "uma", pois ela rejeita a anteposição do artigo "a". 

Diz-se "ela é uma garota bonita", e não "ela é a uma garota bonita".

Dessa forma, "Ele se declarou a uma gatora bonita".

Atenção! Quando “uma” for numeral, pode haver crase, principalmente se expressar hora. 

É o que ocorre em “O jogo começa à uma em ponto”.

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Dica de redação: a importância de saber escolher a palavra

Um dos principais problemas dos candidatos de concursos e vestibulares, nas provas de redação, é a má escolha das palavras.

A palavra certa é fundamental e faz muita diferença na hora de escrever.

Quando corrijo provas de vestibulandos e “concurseiros”, observo um grande volume de vocábulos equivocados e de sonoridade ruim.

O que o candidato precisa saber é que empregar palavras simples, curtas, compreensíveis pela maioria dos leitores e com significado preciso é a melhor estratégia.

Nada de exageros, excessos cultistas e, o pior, palavras cujo significado não é adequado ao contexto da redação.

Por isso, o bom redator, no lugar de,

(a) esposo/esposa,
(b) diligenciar,
(c) falecer,
(d) féretro,
(e) genitora,
(f) matrimônio,
(g) chefe da nação,
(h) unicamente,
(i) alavancar
(j) patamar

optará por

(a) marido/mulher
(b) esforçar-se,
(c) morrer,
(d) caixão,
(e) mãe,
(f) casamento,
(g) presidente,
(h)
(i) melhorar/ impulsionar
(j) nível

Uma frase do poeta francês Paul Valéry (1871–1945) resume tudo o que dissemos: “Entre duas palavras, escolha sempre a mais simples; entre duas palavras simples, escolha a mais curta”.

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Questão de sentido: anteontem x antes de ontem


Muitos usam "antes de ontem" no lugar de "anteontem".

No entanto, essas expressões não têm exatamente o mesmo sentido.

"Antes de ontem" é mais genérica.

De modo prático: se hoje é quinta-feira e eu digo que um fato ocorreu antes de ontem, esse fato pode ter ocorrido terça-feira, segunda-feira, domingo, sábado, ou seja, qualquer dia antes de ontem.

"Anteontem" é específica, refere-se apenas a um determinado dia.

Por exemplo: se hoje é quinta e eu digo que um fato ocorreu anteontem, esse fato ocorreu exatamente terça-feira.

Em resumo:

antes de ontem - qualquer dia antes de ontem.

anteontem - o dia anterior a ontem.

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Seja bem-vindo ao novo Português na Rede!

Amigo leitor, nosso Português na Rede mudou e está com nova identidade visual.

Novas fontes, novas cores, novas páginas, maior leveza gráfica.

Leiaute mais moderno, logomarca em harmonia com a proposta do blog, maior integração às redes sociais, enfim, são muitas mudanças!

E tudo isso com a finalidade de agradar a você, amigo leitor, razão maior da existência desta página na internet.

Em outubro deste ano, Português na Rede completará seis anos de existência e com o expressivo número de mais de 600 mil pageviews segundo o Google Analytics.

Está reforma gráfica e o nosso empenho em lhe oferecer um rico conteúdo sobre assuntos da língua portuguesa são a nossa forma de lhe dizer “muito obrigado!”

É principalmente a você, leitor, que devemos este sucesso.

Aproveite, portanto, este nosso presente: explore ao máximo o novo Português na Rede.

Leia nossos mais de 700 posts, divulgue-os, compartilhe-os! 

Este blog é seu!

P.S.: A Adelson Smania e a Samanta Modesto, parceiros nesta renovação de Português na Rede,  nosso agradecimento e reconhecimento pelo belo trabalho.
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Aterrizar ou aterrissar?

A melhor grafia é “aterrissar”, com dois "s".

A forma “aterrizar”, com "z", apesar de dicionarizada, não é recomendada por manuais e autores da norma culta.

Tanto que os dicionários e o Vocabulário da Academia Brasileira de Letras, quando registram o substantivo da família, só consideram "aterrissagem", também com dois "s".

Assim sendo:

O avião aterrissará no aeroporto hoje à tarde.

Espero que o helicóptero aterrisse sem problemas.

A nave aterrissou na Lua com sucesso.

Atenção à pronúncia: pronuncie o dígrafo "ss" de "aterrissar" e "aterrissagem" como você pronuncia o dígrafo "ss" da palavra "passado".

P.S.:

O leitor Fernando S. Fabbri leu este post e, no Facebook, formulou a seguinte pergunta: "Perfeito, Laércio Lutibergue. Na Lua, entretanto, não seria alunissar?"

Nossa resposta: segundo Houaiss, "aterrissar" significa "descer, pousar (em qualquer lugar)".

Exemplo que consta no dicionário: "O homem ainda vai aterrissar em Marte". 

Essa opinião é corroborada por Flávio Ledur e Paulo Sampaio na página 51 do volume 2 do livro "Os pecados da língua". 

Sucedeu o seguinte: "aterrissar", apesar de na origem se ligar a "terra", com o passar do tempo, ampliou o seu alcance e hoje pode designar pouso em qualquer lugar. 

O mesmo ocorreu com "embarcar", que se relacionava primitivamente com "barco", mas hoje não mais, tanto que as pessoas embarcam em aviões. 

Quanto a "alunar" e "alunissar", elas se restringem tão somente a pouso na Lua. 

Resumo: você pode dizer "A nave aterrissou na Lua" ou "A nave alunissou".

E mais uma informação: não diga "Aterrissar na Terra" e "Alunissou na Lua", pois são construções redundantes em razão de já terem no radical a ideia de "terra" e "lua".
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Ortografia: excessão ou exceção?

Aquilo que se afasta de regras e modelos é "exceção", com "ç".

É palavra pertencente à família do verbo "excetuar".

Exemplos:

Programas de boa qualidade são exceções na TV brasileira.

No Brasil, a cidade de Curitiba, em termos de mobilidade, é uma exceção.

No Congresso, político honesto é a exceção da regra, 

E "excessão", com o dígrafo "ss", existe?

Oficialmente, não.

Mas sua existência tem lógica.

Seria um derivado do verbo exceder e, por isso, significaria um grande excesso:

Ele bebeu todas e acordou de ressaca - cometeu um excessão!
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Origem dos nomes dos dias da semana

O leitor José Lucimar quer saber por que os nomes dos dias da semana em português se diferem dos das outras línguas neolatinas.

Em outras palavras, por que em espanhol, francês e italiano esses nomes são associados ao Sol, à Lua e a planetas, e no português não?
        
Ocorre, José Lucimar, que somos mais católicos.

Sim, é isso mesmo, pois os nomes dos dias da semana, em português, saíram do calendário católico.

O primeiro dia, domingo, vem do latim dominicu, que significa dia do Senhor.

Os que têm a palavra feira provêm de feria, em latim festa em honra de um santo.

Daí a palavra feriado.

O último dia da semana, o  sábado,  é o menos católico, pois é de origem judaica.

Apesar de nos chegar pelo latim sabbatu, vem do hebraico shabbath e quer dizer descanso semanal.

Como reforço didático, e visando àqueles que não conhecem os dias da semana nas principais línguas neolatinas, seguem abaixo os calendários semanais em espanhol, francês e italiano

Dias da semana

Espanhol: Segunda - lunes; terça - martes; quarta - miércoles; quinta - jueves; sexta - viernes; sábado - sábado; domingo - domingo.

Francês: Segunda - lundi; terça - mardi; quarta - mercredi; quinta - jeudi; sexta - vendredi; sábado - samedi; domingo - dimanche.

Italiano: Segunda - lunedì; terça - martedì; quarta - mercoledì; quinta - giovedì; sexta - venerdì; sábado - sabato; domingo - domenica
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Dica de redação: “a nível de” e outras “muletas”

Palavras e locuções muito usadas perdem a força, desgastam-se,  tornam-se “muletas”.

E o pior: na maioria das vezes, não significam aquilo que as pessoas pensam.

Esse é o caso de “enquanto”, mais bem empregada expressando simultaneidade de ações (“Enquanto você reclama, eu trabalho”), mas muitos a usam forçadamente no lugar de “como” ou das locuções “na condição de” ou “na qualidade de” (Ela, enquanto mãe, merece respeito).

Outra muleta irritante é “a nível de”.

Locução vetada pela gramática, costumeiramente aparece em textos de pseudoeruditos.

Jamais a use.

Em virtude do significado da palavra “nível” (altura, grau, categoria), você pode dizer que “O Recife está ao nível do mar” ou que “O assunto será discutido em nível de governo federal”.

Sabendo disso, não diga nem reproduza “absurdos” como os que se seguem: “A secretaria tem problemas graves a nível de recursos”; “Os jogadores do Brasil são melhores a nível de habilidade”; “A relação do casal só é boa a nível de cama”.

Meios e locuções não faltam (em relação a, quanto a, no que se refere a, relativamente a, no que tange a, no que respeita a, no âmbito de, numa escala, na esfera de, com relação a, no que concerne a, do ponto de vista de) para substituir a famigerada “a nível de” e tornar essas frases lógicas: “A secretaria tem problemas graves no que concerne a recursos”; “Os jogadores do Brasil são melhores com relação à habilidade” (ou simplesmente “são mais hábeis”); “A relação do casal só é boa na cama”.

Sobre a locução “em nível de”, apesar de ter lógica, está também, pelo exagero de uso, virando uma muleta, razão pela qual se recomenda a substituição dela por uma preposição ou por outra locução: “O assunto será discutido pelo governo federal” ou “O assunto será discutido na esfera do governo federal”.

Além das muletas vistas, fique longe do “já” dispensável (“Maracanã já está pronto para a decisão”, bastava “Maracanã está pronto para a decisão”), do “seu/sua” redundante (“O cantor elogiou sua mãe”, bastava “O cantor elogiou a mãe”), do uso exagerado dos artigos (”Estou com uma vontade de comer pizza”, bastava ”Estou com vontade de comer pizza”).
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A pronúncia de líquido, liquidação e liquidificador

Os principais dicionários e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) da Academia Brasileira de Letras aceitam, no caso dessas palavras, a pronúncia ou não do "u".

Assim sendo, consideram-se gramaticalmente corretas as seguintes pronúncias (entre parênteses a pronúncia):

líquido (qu)

líquido (qü)

liquidação (qu)

liquidação (qü)

liquidificador (qu)

liquidificador (qü)

Baseado na minha observação, parece-me que, no caso de "líquido" e "liquidação", o mais comum é não pronunciar o "u".

E, com "liquidificador", é diferente, sendo mais  usual pronunciar o "u".

E você, leitor, o que me diz? 

Como você pronuncia essas palavras?


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Na medida em que ou à medida que?


Antes de tudo, um esclarecimento: não existe a locução “à medida em que”, com a preposição "em" apenas antes de “que”.

O que há é “na medida em que”, com a preposição "em" no início e antes de “que”, e “à medida que”, sem a preposição "em".

A primeira estabelece relação de causa e equivale a "porque" ou a "tendo em vista que":

É melhor comprar à vista, na medida em que os juros estão altos.

Na medida em que o caso não foi resolvido, vamos prosseguir as investigações.

Temos que confiar no Estado, na medida em que isso é essencial para uma democracia.

"À medida que” estabelece relação de proporção e pode ser substituída por "à proporção que" ou "ao mesmo tempo que”:

O nível da competição melhora à medida que as equipes ficam entrosadas.

À medida que aumentam as medidas do corpo, diminuem as opções do guarda-roupa.


As dúvidas devem ser respondidas à medida que aparecem.



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Se o plural de pai e mãe é pais, de filho e filha é filhos, por que o plural de avô e avó é avós, e não avôs?

Hoje é o Dia dos Avós, boa oportunidade para falarmos do plural de “avô” e de “avó”.

O plural dessas palavras exige certa atenção, pois depende das combinações reproduzidas a seguir:

- avô materno + avô paterno = avôs;

- avó materna + avó paterna= avós;

- avô materno + avó materna= avós;

- avô paterno + avó paterna= avós;

- os quatro:  avô materno + avó materna + avô paterno + avó paterna = avós.

Observe que nós dizemos “avôs”, com “o” fechado, apenas quando estamos fazendo menção ao avô materno e ao paterno.

Se misturamos masculino e feminino, temos “avós”.

O curioso é que, quando nos referimos a pai e mãe, o plural é “pais”; e, quando nos referimos a filho e filha, o plural é “filhos”.

Ou seja, o plural é masculino.

Por que a combinação “avô + avó” é diferente, resultando em “avós”?

Seria o único caso na língua portuguesa em que, no plural, o feminino venceu o masculino?

Para a tristeza das feministas, a resposta é “não”.

O plural “avós”, quando se refere a seres de sexo diferente, é masculino, por mais estranho que pareça.

Sucedeu o seguinte: "aviolu", a palavra do latim popular que deu origem a "avô", tinha o "o" aberto no singular e no plural, “aviolos”.

No português, ela entrou com "o" fechado no singular, que é conservado quando nos referimos aos dois avôs.

No entanto, o plural latino com "o" aberto reaparece na combinação avô + avó.


Logo, podemos dizer que é um caso de metafonia, como "ovo" e "osso", que têm timbre fechado no singular, porém aberto no plural. 

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Como anunciar em Português na Rede e fazer sua marca aparecer para mais de 400 mil pessoas

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Crase: vale à pena ou vale a pena?


O verbo "valer" é transitivo direto: alguma coisa vale o esforço, vale o castigo, vale um prêmio.

É por isso, por ele não pedir complemento com a preposição “a”, que não há crase em “vale a pena”:

A verdade sempre vale a pena.

Não vale a pena construir luxuosos estádios enquanto o povo sofre em filas de hospitais públicos.

Apesar de tudo, vale a pena viver.




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Bem vindo ou bem-vindo?


A norma culta só registra a forma "bem-vindo", com flexão de gênero e número sempre que houver um nome a exigir isso, pois se trata de adjetivo composto.

Portanto, escreva sempre com hífen:

Bem-vinda, professora!

Bem-vindos sejam os honestos e os trabalhadores.

As crianças sempre são bem-vindas.

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Minha namorada é "demais" ou "de mais"?

DEMAIS, junto, significa “excessivamente”, é advérbio de intensidade e como tal modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio:

Ele estuda demais.

Ela é bonita demais.

Hoje os pais estão longe demais dos filhos.

DE MAIS, separado, significa “a mais” ou “além do ideal”, se opõe a “de
menos”, é locução adjetiva e, assim sendo,  modifica substantivo:

Há gente de mais em Tóquio.

Nas ruas brasileiras, há carros de mais e ônibus de menos.

Minha namorada é de mais.

DE MAIS, separado, também significa “capaz de causar estranheza”, “anormal”:

Não há nada de mais nessa crítica.

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Dica para melhorar a redação: "o mesmo" no lugar do pronome "ele" é muito feio!


Não use "mesmo" no lugar de "ele", como em "Falei com o professor e o mesmo me prometeu entregar as provas na próxima semana".

A frase fica bem melhor com o uso do pronome pessoal: "Falei com o professor e 'ele' me prometeu entregar as provas na próxima semana".

Esse uso estilisticamente ruim de "mesmo" não chega a ser um erro gramatical, mas enfeia, e muito, o texto escrito/falado.

Se você não quer empobrecer o estilo, empregue a palavra "mesmo" apenas nos seguintes casos:

1. Equivalendo a exato, idêntico, tal qual, próprio, caso em que é adjetivo ou pronome e, desse modo, variável:

Foi no mesmo carro.

Continua a mesma pessoa.

Elas mesmas reconheceram o erro.

2. Com o sentido de justamente, até, ainda, realmente, funcionando como advérbio e, portanto, invariável:

Eu moro lá mesmo.

A receita é mesmo boa.

Segundo o delegado, eles são mesmo os responsáveis.


3. Significando a mesma coisa, com valor de substantivo, mas invariável: 

O mesmo eu disse a ela.

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