"Precaver" e uma rápida explicação sobre os verbos defectivos - Português na Rede

"Precaver" e uma rápida explicação sobre os verbos defectivos

Precavei-nos, Senhor, de "precaver", um verbinho muito problemático! 

É regular, mas também é defectivo.

Defectivo é o verbo que não tem todas as formas.

Voltando a "precaver", por ser defectivo, ele só é conjugado nas formas arrizotônicas.

Para quem não se lembra do conceito de formas rizotônicas e formas arrizotônicas, uma breve explicação:

Forma rizotônica é aquela em que a vogal tônica cai na raiz (rizo = raiz + tônica = raiz tônica).

Forma arrizotônica é o contrário, ou seja, a vogal tônica fica fora da raiz.


Para se descobrir a raiz de um verbo, basta pegar o verbo no infinitivo impessoal e tirar a terminação de infinitivo (-ar, -er, -ir).

Em "precaver", retirando a terminação de infinitivo, temos "precav-", a raiz do verbo.

Posto isso, precaver no presente do indicativo só tem NÓS PRECAVEMOS e VÓS PRECAVEIS, as duas formas arrizotônicas desse tempo.


Repare que a vogal tônica dessas formas está fora da raiz: precavEmos, precavEis.

Por isso, são chamadas de formas arrizotônicas.

Outra característica de "precaver": ele não deriva de "ver" nem de "vir".


É verbo pra lá de regular.

Suas terminações são iguais às de qualquer verbo terminado em "-er" (vender, nascer...).

Logo, erra quem diz "precavejo", "precavês", "precavenho", "precavim", "precaveio", "precaviu", "precavinha", "precavinham", "precavenha", "precavém".

O certo:  precavi, precaveste, precaveu, precavia, precaviam.

Se você não quer se atrapalhar com "precaver", substitua-o pelo menos problemático "prevenir". 

Não é o ideal, pois o bom mesmo é empregar o verbo com segurança.

Mas, em caso de dúvida, trata-se de um recurso muito válido, pois evita um problema maior, que é conjugar equivocadamente o verbo "precaver".

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