Se eu ver ou se eu vir? - Português na Rede

Se eu ver ou se eu vir?

“Se eu ver...”, “Quando eu ver...”, “Se eu rever...”

É assim que o povo diz.

Mas a gramática ensina que é diferente.

O problema está numa armadilha: o futuro do subjuntivo, que geralmente é precedido de “se” ou “quando”, na maioria das vezes é igual ao infinitivo: para eu cantar (infinitivo), se eu cantar (futuro do subjuntivo), para eu vender (infinitivo), quando eu vender (futuro do subjuntivo).

Há, porém, os verbos irregulares, que não seguem esse paradigma.

No caso deles, o infinitivo é bem diferente do futuro do subjuntivo: para eu fazer (infinitivo), se eu fizer (futuro do subjuntivo); para eu ter (infinitivo), quando eu tiver (futuro do subjuntivo).

Por isso, é muito importante saber que, entre os verbos, há os tempos primitivos e os derivados.

O futuro do subjuntivo, por exemplo, é derivado do pretérito perfeito.

Precisamente da terceira pessoa do plural menos as duas últimas letras.

Vejamos isso com o verbo “ver”.

No pretérito perfeito, vamos pegar a terceira pessoa do plural, eles viram, e tirar as duas últimas letras: viram - am = vir. 

Nasce, assim, a primeira pessoa do futuro do subjuntivo: se eu vir.

E, a partir dela, fica mais fácil conjugar as outras pessoas desse futuro: se eu vir, se tu vires, se ele/você vir, se nós virmos, se vós virdes, se eles/vocês virem.

Convém observar que os derivados de “ver” conjugam-se da mesma forma: se eu revir, quando eu previr, se ela antevir.

O verbo “prover”, contudo, é uma exceção: se eu prover, quando ele prover, se nós provermos.

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