Junho 2013 - Português na Rede

Emigrar ou imigrar?


Voltamos a falar de palavras parônimas, aquelas parecidas na grafia, mas diferentes no significado.

Chegou a vez de “emigrar” e “imigrar”.


“Emigrar” significa sair de um lugar para se fixar em outro:


Emigrou do Brasil para morar nos Estados Unidos.


Emigrou do Japão, fixando-se em São Paulo.


Estudos recentes indicam que 220 mil pessoas vão emigrar do Leste Europeu.


“Imigrar” é entrar num país estranho para nele viver:


Milhões de italianos imigraram para o Brasil.


Muitos brasileiros continuam imigrando para os Estados Unidos.


Nascido em Atenas, o cineasta Costa-Gavras imigrou para a França aos 18 anos.


Isso dizem os dicionários.


Na prática, a diferença é a seguinte:


citando-se o lugar da saída, usa-se “emigrar” - “Emigrou do Brasil para os Estados Unidos”;


citando-se o destino, usa-se “imigrar” - “Milhões de italianos imigraram para o Brasil”.


Se, porém, você quer simplificar a sua vida, use “migrar”, que pode substituir tanto “emigrar” como “imigrar”:


Migrou do Brasil para os Estados Unidos.


Milhões de italianos migraram para o Brasil.
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A polícia interviu ou interveio no protesto?


O verbo “intervir” deriva de “vir” e, por isso, conjuga-se à semelhança deste.

Assim sendo, é “ele interveio” porque “ele veio”; é “eu intervenho” porque “eu venho”; é “eles intervieram” porque “eles vieram”; é “se eu intervier” porque “se eu vier”; é “se eles interviessem” porque “se eles viessem”.

Posto isso, vamos à resposta da questão que intitula esta postagem: 

A polícia interveio no protesto.

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Regência - agradar: o espetáculo agradou o público ou agradou ao público?


No português da gramática, a regência do verbo "agradar", no sentido de satisfazer, contentar, é indireta, ou seja, alguma coisa ou alguém  agrada "a" algo/alguém:

O espetáculo agradou ao público.

A mesma regência de tem o verbo oposto,  “desagradar”: 

O filme desagradou à crítica.

Importante: quando "agradar" significa fazer carinho, afagar, ele é transitivo direto, portanto rege complemento sem preposição:

Todas as noites, o pai agrada (=afaga) os filhos.

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Regência – namorar: Ele namora com a garota mais bonita da escola ou Ele namora a garota mais bonita da escola?


A regência tradicional é a direta, “namorar alguém”:

Ela já namorou todos os rapazes do escritório.

Eu estou namorando a irmã do meu melhor amigo.

Ele namora a garota mais bonita da escola.

No entanto, a regência indireta, “namorar com alguém”, hoje também é abonada pelos melhores dicionários.

Logo, não mais infringe a regra quem diz:

Ela já namorou com todos os rapazes do escritório.

Eu estou namorando com a irmã do meu melhor amigo.

Ele namora com a garota mais bonita da escola.

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Ele espancou a criança sem dó alguma ou sem dó algum?


O substantivo "dó", sentimento de pena, compaixão, pertence ao gênero masculino.

Por outras palavras, é "o dó", e não "a dó".

E, assim sendo, todo termo que a ele se referir também será masculino: 

Eu tenho muito dó de você.

Estou sentindo um gigantesco dó pelo que houve.

Ele espancou a criança sem dó algum.

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A maior palavra da língua portuguesa


Já ouviu falar de
PNEUMOULTRAMICROSCOPICOSSILICOVULCANOCONIÓTICO?

Trata-se da maior palavra da língua portuguesa e foi dicionarizada pelo Houaiss, na sua primeira edição, em 2001.

Se você tiver paciência para contar, descobrirá que ela tem “apenas” 46 letrinhas.

A dita-cuja designa a pessoa que padece de PNEUMOULTRAMICROSCOPICOSSILICOVULCANOCONIOSE, doença pulmonar causada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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