Setembro 2013 - Português na Rede

A pronúncia de "rolos"


Como se pronuncia o plural da palavra "rolo": rolos (ó), com "o" aberto, ou "rolos" (ô), com "o" fechado?

Da mesma forma que se pronuncia  "bolos" e "tolos", ou seja, o "o" da penúltima sílaba é fechado:

Ela comprou quatro rolos (ô) de papel-alumínio. 

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O alface, o couve e a tomate ou a alface, a couve e o tomate?

Basta ir a uma feira para perceber como as pessoas desconhecem o gênero das palavras "alface", "couve" e "tomate".

É por isso que resolvemos publicar este post e, assim, informar o correto gênero dessas palavras a quem por aqui passar.

A palavra “alface” pertence ao gênero feminino.

O correto, portanto, é “a alface”: "A qualidade da alface não está boa".

Couve é feminina.

Ou seja, é “a couve”: “O preço da couve subiu muito esta semana”.

E "tomate" é nome masculino. 

Logo, "O tomate é rico em licopeno".

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Ele comeu uma maçã e duas pêras ou uma maçã e duas peras?


O correto é "Ele comeu uma maçã e duas peras", sem acento em "peras".

Antes do novo acordo ortográfico, escrevia-se "pêra", com acento, no singular, e peras, sem acento, no plural.

O acordo eliminou o acento diferencial no singular dessa palavra.

Portanto, atualmente se escreve "pera(s)", sem acento, seja no singular, seja no plural.
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Ortografia: reuso e multiuso ou reúso e multiúso?


Ambas as palavras são acentuadas, ou seja, escreve-se "reúso" e "multiúso".

Isso porque, pela regra, recebem acento o "i" e "u" tônicos que são a segunda vogal de um hiato e formam sílaba sozinhos ou acompanhados de "s": Luís, país, saída, saí (primeira pessoa do passado, "eu saí"), Suíça, balaústre, reúne, saúde, 

Observação: O novo acordo ortográfico eliminou, no caso de palavras paroxítonas, o acento do "i" e do "u" tônicos precedidos de ditongo: baiuca, feiura, cauila, maoismo, maoista, Sauipe, taoismo.

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A menina levou uma pancada na costa ou nas costas?



A parte de trás do tronco humano é chamada de “costas”.

Ou seja, é um substantivo que só se usa no plural:

Ele se queixou de dor nas costas.

Minha namorada se bronzeou demais e queimou as costas.


A menina levou uma pancada nas costas.


Diferencia-se de “costa”, sem "s" no fim, que significa “porção do mar próxima da terra”:

Tremor de terra atinge a costa peruana.

A esquadra de Cabral chegou à costa brasileira em 22 de abril de 1500.

Óleo polui costa de Angra dos Reis.


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Se eu ver ou se eu vir?

“Se eu ver...”, “Quando eu ver...”, “Se eu rever...”

É assim que o povo diz.

Mas a gramática ensina que é diferente.

O problema está numa armadilha: o futuro do subjuntivo, que geralmente é precedido de “se” ou “quando”, na maioria das vezes é igual ao infinitivo: para eu cantar (infinitivo), se eu cantar (futuro do subjuntivo), para eu vender (infinitivo), quando eu vender (futuro do subjuntivo).

Há, porém, os verbos irregulares, que não seguem esse paradigma.

No caso deles, o infinitivo é bem diferente do futuro do subjuntivo: para eu fazer (infinitivo), se eu fizer (futuro do subjuntivo); para eu ter (infinitivo), quando eu tiver (futuro do subjuntivo).

Por isso, é muito importante saber que, entre os verbos, há os tempos primitivos e os derivados.

O futuro do subjuntivo, por exemplo, é derivado do pretérito perfeito.

Precisamente da terceira pessoa do plural menos as duas últimas letras.

Vejamos isso com o verbo “ver”.

No pretérito perfeito, vamos pegar a terceira pessoa do plural, eles viram, e tirar as duas últimas letras: viram - am = vir. 

Nasce, assim, a primeira pessoa do futuro do subjuntivo: se eu vir.

E, a partir dela, fica mais fácil conjugar as outras pessoas desse futuro: se eu vir, se tu vires, se ele/você vir, se nós virmos, se vós virdes, se eles/vocês virem.

Convém observar que os derivados de “ver” conjugam-se da mesma forma: se eu revir, quando eu previr, se ela antevir.

O verbo “prover”, contudo, é uma exceção: se eu prover, quando ele prover, se nós provermos.
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Aprenda a não confundir dá, está, lê e vê com dar, estar, ler e ver


Muita gente, quando vai escrever, usa “dá”, “está”, “lê” e “vê” no lugar de “dar”, “estar”, “ler” e “ver”.

Essa confusão tem dois motivos: quando pronunciam o infinitivo desses verbos, normalmente as pessoas o fazem sem enfatizar o “r”.

O apagamento do “r” na fala é, portanto, o primeiro motivo.

O segundo é o fato de esses verbos terem, na terceira pessoa do indicativos, formas oxítonas acentuadas  – dá, está, lê, e vê –, cuja pronúncia muito se assemelha à da fala relaxada em que ocorre o apagamento do “r”. 

Nos verbos em que a terceira pessoa do presente do indicativo não é oxítona, esse problema não ocorre. 

Ninguém confunde, por exemplo, “ama” com “amar”, nem “pode” com “poder”. 

A boa notícia, para os que têm dificuldade de saber quando é dá/dar, está/estar, lê/ler, vê/ver, é que é muito simples desfazer essa dúvida.

Basta saber que o infinitivo (dar, estar, ler e ver) pode ser substituído por outro infinitivo; a forma flexionada (dá, está, lê e vê) não pode.

Vejamos isso na prática.

Surgiu a dúvida: é “Ele pode está ou estar certo”?

Vamos tentar a substituição por um infinitivo: “Ele pode andar certo”.

A substituição por um infinitivo é possível, logo: “Ele pode estar certo”.

Mais um teste: “Governador dá ou dar nova função a secretário”?

Neste caso o certo é “dá”, pois a substituição por outro infinitivo não é possível.

Não pode ser “Governador oferecer nova função a secretário”.
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Uma introdução ao estudo da vírgula

Na língua portuguesa, as frases podem apresentar quatro
elementos: sujeito, verbo, complementos e circunstâncias (tempo, modo, lugar, companhia, entre outras). 

E a ordem natural – ou direta – da frase é a seguinte:

SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO + CIRCUNSTÂNCIA

É muito importante ter em mente essa ordem para poder usar a vírgula com segurança. 

Lembro que não é necessário o aparecimento dos quatro elementos ao mesmo tempo na frase.

Podem aparecer dois:

Ela [sujeito] viajou [verbo].

Maria [sujeito] chegou [verbo].

Havia [verbo] vontade [complemento do verbo].

Podem aparecer três:

O filho [sujeito] obedeceu [verbo] à mãe [complemento do verbo].

A equipe [sujeito] só vai descansar [verbo] quando ganhar a partida [circunstância de tempo].

Podem aparecer os quatro:

Os pássaros [sujeito] voavam [verbo] livremente [circunstância de modo] no céu [circunstância de lugar].

Minha filha pequena [sujeito] pediu [verbo] um presente bem colorido [complemento do verbo] ontem [circunstância de tempo].

Veja que em todas as frases citadas não há vírgula simplesmente porque elas seguem a ordem direta.

Entretanto, se nessa ordem direta houver um termo intercalado, pode-se ou não usar vírgulas.

Veja alguns exemplos disso:

(a) Ofélia, aquela personagem que só abre a boca quando tem certeza, fez grande sucesso na televisão.

(b) Assistimos ontem ao jogo da seleção brasileira e nos decepcionamos.

(b1) Assistimos, ontem, ao jogo da seleção brasileira e nos decepcionamos.

(c)A promoção, enquanto durar o estoque, será válida.

(d) Venha aqui, Marisa, ver o que as crianças fizeram.

(e) Pedro, o amigo de quem te falei, quer te conhecer na próxima semana.

(f) Eu vou ao cinema hoje à noite com umas amigas da faculdade.

(f1) Eu vou ao cinema, hoje à noite, com umas amigas da faculdade.

Note que, em “b” e “b1” e em “f” e “f1”, você pode ou não empregar a vírgula.

E é justamente nesses casos opcionais que surgem as dúvidas mais comuns quanto ao emprego ou não da vírgula.

O livro Vírgula sem Mistério, de minha autoria, expõe com clareza os casos de uso ou não da vírgula.

Recomendo a leitura desse livro, com muita atenção, para um melhor entendimento do assunto.

Vírgula sem Mistério pode ser adquirido clicando AQUI.

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