Entendendo a acentuação

A escola nos ensina, bem ou mal, as regras de acentuação.

A escola, porém, deixa de nos ensinar o mais importante: os critérios que levaram à formulação dessas regras.

Nosso sistema de acentuação foi planejado para que se acentuasse o menor número possível de palavras.

Por isso, o primeiro critério é a raridade de determinado grupo de palavras.

As proparoxítonas, por exemplo, são as palavras menos numerosas da língua portuguesa.

Por serem as mais raras, todas elas são acentuadas.

Esse mesmo critério valeu para as paroxítonas: as menos numerosas, as terminadas em -l, -n, -r, -x, -i(s), -u(s), -um, -uns, -ã(s), -ão(s), -ps, são acentuadas.

O segundo critério é o de relação binária entre as paroxítonas e as oxítonas. Ele funciona da seguinte forma: se uma palavra paroxítona com determinada terminação for acentuada, uma palavra oxítona com a mesma terminação não será.

É por isso que “fácil”, paroxítona terminada em “l”, é acentuada, mas “Brasil”, oxítona terminada em “l”, não é.

Vemos, desse modo, como é simples o entendimento dos acentos nas palavras portuguesas.

Infelizmente, toda essa relevante informação é muito pouco explorada na hora de ensinar as regras de acentuação.

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Scroll to Top