Outubro 2008 - Português na Rede

O que significa "holmiense"?

“Holmiense” é o nome que se dá aos nascidos em Estocolmo, capital da Suécia.

Provém de “Holmia”, Estocolmo em latim.
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Acento em "que"

A regra de acentuação prevê acento no vocábulo “que” quando ele é tônico. Em geral, isso ocorre nos seguintes casos:

1. QUANDO “QUE” É SUBSTANTIVO, sendo quase sempre precedido do artigo “um”: “Ele tem um quê do pai”; “Nela há um quê de sexualidade contida”.

2. QUANDO “QUE” É INTERJEIÇÃO, sendo imediatamente seguido do ponto de exclamação: “Quê! Ele disse isso?”

3. QUANDO “QUE” ESTÁ NO FIM DA FRASE, caso em que é imediatamente seguido de ponto: “Você tem fome de quê?”; “Essa árvore é um pé de quê?”; “Vou fazer o quê?”

4. QUANDO SE OMITE O VERBO USADO NA ORAÇÃO ANTECEDENTE: “O povo quando escreve troca conserto por concerto, explicar por quê (troca) é difícil”; “Dizer que há policiais corruptos é simples, mas revelar por quê (há policiais corruptos) é complicado”.

5. Na expressão SEM QUÊ NEM PRA QUÊ: “Sem quê nem pra quê, saiu vociferando impropérios”.
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O "que" e a vírgula

“Agora é abrir os olhos que vem chumbo grosso por aí!”
Tudo certo com essa frase?


Não, está faltando uma vírgula.


O “que”, quando introduz uma explicação, é precedido de vírgula. Assim, “Agora é abrir os olhos, que vem chumbo grosso por aí!”

Observe que esse “que” introdutor de explicação pode ser substituído por “porque”: “Agora é abrir os olhos, porque vem chumbo grosso por aí!”
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EU TORÇO PARA O SPORT ou EU TORÇO PELO SPORT?

O verbo torcer, com o sentido de “desejar vivamente” ou "simpatizar com um clube esportivo", rege a preposição “por”: “Eu torço por seu sucesso”; "Eu torço pelo Sport Club do Recife".


Apenas quando o complemento é uma oração é que a regência passa a ser “torcer para”: “Vamos torcer para que tudo dê certo”.
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TEM ou TÊM?

Usa-se “tem”, sem acento, quando o sujeito está no singular: “A falta de informação tem dificultado o acesso aos exames”.

Usa-se “têm”, com acento, quando o sujeito é composto ou está no plural: “Todos os shoppings têm lanchonetes”.

Atenção! Não existe a grafia "têem".


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Ciclo vicioso ou círculo vicioso?



O certo é "círculo vicioso".


Entenda: a expressão refere-se a um fato que, à semelhança de um círculo, dá voltas, retorna ao ponto de saída e não se modifica.


Daí o nome "círculo vicioso".
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As mudanças do acordo ortográfico (fim)

Não se usa o hífen em palavras que perderam a noção de composição: girassol, madressilva, mandachuva, paralama, paraquedas, paraquedista, pontapé.
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As mudanças do acordo ortográfico (17)

Usa-se o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani “-açu”, “-guaçu” e “-mirim” quando o primeiro elemento termina em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu, Ceará-Mirim, paraná-mirim.
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As mudanças do acordo ortográfico (16)

Os prefixos “ex-”, “além-”, “aquém-”, “recém-”, “sem-”, “pós-”, “pré-”, “pró-” e “vice-” ligam-se com hífen ao elemento seguinte: além-mar, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-prefeito, ex-presidente, pós-graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, pró-reforma, recém-casado, recém-nascido, sem-terra, sem-teto, vice-governador, vice-presidente.
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As mudanças do acordo ortográfico (15)

Se o prefixo termina em consoante e o segundo elemento começa por vogal, não se usa o hífen: hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.
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As mudanças do acordo ortográfico (14)

Se o prefixo termina em consoante diferente da que inicia o segundo elemento, não se usa o hífen: hipermercado, intermunicipal, superproteção, subchefe, subsede.

Observação (1): O prefixo “sub-” se liga com hífen a “b”, “h” e “r”: sub-bloco, sub-humano, sub-hepático, sub-região, sub-reino.

Observação (2): Os prefixos “circum-” e “pan-” se ligam com hífen a vogal, “h”, “m” e “n”: circum-escolar, circum-navegação, pan-americano, pan-mágico, pan-negritude.
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As mudanças do acordo ortográfico (13)

Se o primeiro elemento termina por consoante igual à que inicia o segundo, usa-se o hífen: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, mal-limpo, sub-bibliotecário, super-racista, super-reacionário, super-resistente, super-romântico.
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As mudanças do acordo ortográfico (12)

Se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por “r” ou “s”, além de não haver hífen, dobram-se essas letras: antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas, antissocial, biorritmo, contrarregra, contrassenso, cosseno, infrassom, georreferência, microssistema, minissaia, microrregião, multissecular, neorrealismo, neossimbolista, semirreta, ultrarresistente, ultrassom.
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As mudanças do acordo ortográfico (11)

Se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”, não se usa o hífen: anteprojeto, antipedagógico, autopeça, autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador, pseudomédico, semicírculo, semideus, seminovo, ultramoderno.
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As mudanças do acordo ortográfico (10)

Se o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento, não se usa o hífen: aeroespacial, agroindustrial, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual.
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As mudanças do acordo ortográfico (9)


Se o prefixo termina por vogal e o segundo elemento começa pela mesma vogal, usa-se o hífen: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário, anti-inflamatório, auto-observação, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro-ônibus, semi-internato, semi-interno.

Exceção – o prefixo “co”: coobrigação, coordenar, cooperar,
cooperação, cooptar, coocupante.
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As mudanças do acordo ortográfico (8)

Prefixos e falsos prefixos se ligam com hífen a palavras iniciadas por “h”: anti-higiênico, anti-histórico, co-herdeiro, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, sub-hepático, sub-humano, super-homem, ultra-humano.

Algumas exceções – palavras formadas pelos prefixos des-, in- e re-: desumano, desumidificar, inábil, inumano, reidratar, reidratação, reabilitar.
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As mudanças do acordo ortográfico (7)

O acento agudo de verbos como “apaziguar”, “averiguar”, “argüir” e “redargüir” deixa de ser usado. Como é: apazigúe, averigúem, argúem, redargúi. Como será:

a) Alguns verbos terminados em guar, quar e quir, como "aguar", "averiguar", "apaziguar", "desaguar", "enxaguar", "obliquar", 
"delinquir", admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e do imperativo. Nesse caso, duas grafias serão aceitas: se a tonicidade recair no "u", não haverá acento: aguo, enxague, delinquem; se a tonicidade recair nas vogais "a" ou "i" da sílaba anterior, elas serão acentuadas: águo, enxágue, delínquem.

b) O “u” tônico de argüir e redargüir deixará de ser acentuado nas formas (tu) arguis/ redarguis, (ele) argui/ redargui, (eles) arguem/ redarguem.
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As mudanças do acordo ortográfico (6)


O acento diferencial de “pára” (verbo), “pêlo”, “pélo”, “pêra” e “pólo” desaparece. O correto passa a ser “para”, pelo, pelo, pera e polo.

Atenção: o acento de “pôr” e “pôde” permanece.
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As mudanças do acordo ortográfico (5)

O circunflexo das palavras terminadas “oo” e “eem” deixa de ser usado: voo, abençoo, creem, deem, leem e veem.
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As mudanças do acordo ortográfico (4)

O acento do “i” e do “u” tônicos precedidos de ditongo deixa de ser usado. Como é: baiúca, feiúra, cauíla. Como será: baiuca, feiura, cauila.
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As mudanças do acordo ortográfico (3)


As palavras paroxítonas com os ditongos abertos “ei” e "oi" perdem o acento. Como é: idéia, geléia, bóia, apóie, apóiem, apóio (verbo), asteróide, heróico. Como será: ideia, geleia, boia, apoie, apoiem, apoio, asteroide, heroico.

Atenção: permanece o acento das palavras terminadas em “éis”, “éu(s)” e “ói(s)”: papéis, céu, troféus, dói, heróis.
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As mudanças do acordo ortográfico (2): o fim do trema

O trema deixa de ser usado. Ele, porém, permanece nos nomes próprios estrangeiros e em seus derivados: Hübner, hübnerita.

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As mudanças do acordo ortográfico (1): o retorno das letras “k”, “w” e “y”

É na verdade um retorno oficial, pois elas de fato nunca deixaram de fazer parte do nosso alfabeto. Basta consultar nossos principais dicionários e ver que todos registram verbetes com “k”, “w” e “y”.

E não há nenhuma mudança quanto ao emprego delas, que continuam a ser usadas:

a) na grafia de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);


b) na grafia de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, yin, yang, Washington, William, Kennedy, Kafka, kafkiano, kardecista.
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Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa já tem data para começar a vigorar: 1º de janeiro de 2009. A partir daí, as pessoas terão até o início de 2013 para se adaptarem às mudanças, período em que poderão usar tanto as novas quanto as velhas regras. Encerrado esse prazo de adaptação, todos terão que escrever conforme o acordo.
Português na Rede, em parceria com a Editora Construir, está disponibilizando o acordo para download.


Basta acessar http://rapidshare.de/files/40605371/AcordoR.pdf.html, ir para a parte de baixo da página que vai ser aberta e clicar em free. Será aberta uma nova página, onde vai ser iniciada uma contagem regressiva de 60 segundos. Ao fim dessa contagem, aparecerá uma caixa. Dentro da caixa, você digitará a senha que aparece ao lado dela. Depois de digitar a senha, clique em download e, então, é só baixar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Além desse serviço, que marca o início das comemorações do primeiro aniversário do blog Português na Rede, a partir de segunda-feira você encontrará aqui postagens sobre as mudanças promovidas pelo acordo.


CORREÇÕES/ COMPLEMENTOS AO GUIA DA EDITORA CONSTRUIR

1. Com o prefixo "sub-", usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por "r": sub-região,sub-raça, etc.


2. Quando o prefixo termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento, há hífen: anti-inflamatório, contra-ataque, micro-ondas.


Mas o prefixo "co-" é exceção da regra: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante, etc.



3. A publicação da Construir diz na página 10: "Quando a sílaba tônica de uma palavra paroxítona for formada pelas vogais "i" e "u" precedidas de ditongo, o acento agudo será eliminado". E cita, entre os exemplos de como era antes da reforma, a palavra "cheíinho", com acento e dois "i". Desconsidere esse exemplo. A palavra "cheinho" é grafada assim, sem acento nem dois "i". E mesmo se fosse "cheiinho" não seria acentuada, pois não se acentua o "i" tônico em hiato quando esse "i" é seguido de "nh": rainha, painho, joinha.


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O MORAL ou A MORAL?

A palavra “moral” pode ser masculina ou feminina.

Será masculina quando o sentido for o de “ânimo”, “estado de espírito confiante”:

Depois da vitória, os jogadores ficaram com o moral elevado.

O governador levantou o moral da presidente.

A professora elevou o moral dos alunos.

E feminina quando o sentido for o de “código de princípios”, “comportamento”, “forma de conduta”, “ética”:

A moral do parlamentar foi atingida após os ataques do colega.

A Igreja defende a moral e os bons costumes.

A sociedade precisa de uma nova moral.

“Moral” também é feminina quando, no fim de uma história, introduz a conclusão ou a lição que se pode tirar do fato narrado/exposto.

É a conhecidíssima “moral da história”:

No fim de tudo, a moral da história é que o final feliz é a gente que faz.
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VENDE-LO ou VENDÊ-LO?

Acentuam-se o "a", o "e" e o "o" tônicos ligados às formas pronominais enclíticas -LO, -LOS, -LA, -LAS: convidá-la, repô-lo, vendê-lo.


Atenção! Não se acentua o "i" ligado a -LO, -LOS, -LA, -LAS quando ele está em sílaba com consoante: parti-lo, segui-lo, distingui-lo.


Mas, quando o "i" tônico não está em sílaba com consoante, e sim em hiato, ele é acentuado: possuí-lo, abstraí-la, substituí-los.
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