Dezembro 2009 - Português na Rede

REGÊNCIA: PAGAR

O verbo “pagar” rege a preposição “a” se o complemento é pessoa: “A empresa não tem prazo para pagar aos funcionários”.

Quando o complemento é coisa, ele é transitivo direto: "Finalmente meu vizinho pagou o empréstimo que fiz para ele".
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Especial: Palavras do Natal

Preparamos uma postagem especial para celebrar o dia em que o mundo cristão comemora o nascimento de Jesus.


Para começar, apresentamos a origem de alguns termos relativos à data.


Natal - Para os romanos, Natal era o deus que dava assistência às pessoas no momento do nascimento delas.
Foi do nome desse deus que veio o latim "natale", origem da palavra "natal", que significa "nascimento" e, entre outras acepções, nomeia a mais importante data do calendário cristão.


Presépio - Veio do latim "praesepium", o mesmo que "curral, estrebaria". O significado original foi praticamente esquecido e hoje a palavra é mais empregada para designar a representação, geralmente em miniatura, da cena do nascimento do Menino Jesus.


Panetone - Provém do italiano "panettone". Por trás de sua origem, há muitas lendas, como a de que "panetone" viria de "pane tonico" (pão tônico, fortificante) ou a de que o nome seria uma homenagem ao inventor do pão, um tal de Toni, por isso "panetone", isto é, "pane di Toni". 


Papai Noel - O "Papai Noel" dos brasileiros foi importado do francês "Père Noël" (Pai Natal). Os portugueses não fizeram essa importação e dizem "Pai Natal". Os ingleses têm o "Father Christmas". Os canadenses que falam inglês e os americanos pedem presentes a "Santa Claus", cuja origem é o holandês "Sinterklaas", "São Nicolau" em português. Nicolau foi um bispo que viveu na Turquia no século 4.º e, por ser bondoso e gostar de dar presentes, deu origem a essa história de "Papai Noel", alegre para as crianças que ganham presentes e triste para as que não ganham. 


Ainda em ritmo natalino, agora vamos esclarecer a grafia de algumas palavras  da época.  


Árvore-de-natal x árvore de Natal


Com hífen, é árvore da família das pináceas (pinheiros) que fornece matéria-prima para a indústria de papel.


Sem hífen, é o pinheiro artificial que enfeita nossa casa no período natalino. E pode ser também pessoa que se veste com joias e roupas exageradamente berrantes. 


Papai Noel x papai-noel 


"Papai Noel", sem hífen e iniciais maiúsculas, é o personagem: "Papai Noel mora no Polo Norte", “Comércio vai contratar mais Papais Noéis este ano”. 


"Papai-noel”, com hífen e iniciais minúsculas, é um presente de Natal: "O papai-noel do meu filho será uma bicicleta".


Perú ou peru? 


As oxítonas terminadas em "u' não levam acento. Por isso, "angu", "Aracaju", "Gaibu", "timbu" e "peru".


Uma curiosidade: a ave peru não é originária, como se pode pensar, do país Peru, e sim do México e do sul dos Estados Unidos.


Mas existe uma explicação para seu nome. No século 16, os portugueses chamavam a América espanhola de Peru, pois este era, depois do Brasil, graças à fama do Império Inca, a região do Novo Mundo mais conhecida em Portugal.


Foi por isso que, ao chegar ao país europeu, procedente do México, a ave recebeu o nome de "peru".  


Para fechar este especial, um desafio natalino:


» O nome “Papai Noel” está corretamente flexionado na frase:


a) Os Papai Noéis do Nordeste sofrem com o calor.


b) Os Papais Noéis do Nordeste sofrem com o calor.


c) Os Papais Noel do Nordeste sofrem com o calor. 


Resposta do desafio 


O plural de “Papai Noel” é “Papais Noéis”, ou seja, variam os dois elementos. Logo, a opção certa é a letra “b”.   


E um feliz Natal para todos!
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ORQUESTRA DO MATO GROSSO ou DE MATO GROSSO?

Com certeza o nome certo é “Orquestra de Mato Grosso”, pois Mato Grosso é um dos Estados brasileiros cujo nome rejeita artigo. 

Veja os outros:  Alagoas, Goiás,  Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
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O leitor pergunta: "Repetir ou não a preposição?"

“Um grupo de peregrinos oriundos da França, do Canadá e do México” ou “Um grupo de peregrinos oriundos da França, Canadá e México”. Com ou sem repetição da preposição? É o quer saber o leitor Bruno Almeida, que enviou a pergunta por e-mail.

Caro Bruno, neste caso, tanto faz, pode ser “Um grupo de peregrinos oriundos da França, do Canadá e do México” ou “Um grupo de peregrinos oriundos da França, Canadá e México”.

A repetição só será obrigatória quando for importante para o sentido.

Vejamos este caso: sem repetição – “Ele falou com o professor de filosofia e psicólogo da escola”; com repetição – “Ele falou com o professor de filosofia e com o psicólogo da escola”.

Sem repetição, significa que ele falou com uma só pessoa, que é ao mesmo tempo professor de filosofia e psicólogo da escola.

Com repetição, deixa claro que ele falou com duas pessoas, com o professor de filosofia e com o psicólogo da escola.
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REGÊNCIA: PROLIFERAR

O verbo “proliferar” não é pronominal. 

Portanto, infringem a  norma frases como “Ratos se proliferam em Brasília”.

O certo: “Ratos proliferam em Brasília”.
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Concordância: o verbo "haver"

É alto o número de erros de concordância com o verbo "haver". 

São comuns frases como "Houveram muitas pressões", "Haviam muitas pessoas na festa" e "Haverão mais mudanças na equipe". 

E essas frases são proferidas tanto por falantes escolarizados como por não escolarizados. 

É a velha tendência das pessoas de padronizar tudo. 

Mas, assim como os homens, os verbos têm diferenças. 

Existem os que variam normalmente no plural são os verbos pessoais; e os que não variam no plural são os verbos impessoais.

Este último caso é o de "haver" quando significa "existir" ou indica tempo passado. 

Daí o erro de "Haviam muitas pessoas na festa". Como "haver" nessa frase equivale a "existir", o correto é "Havia muitas pessoas na festa".

O curioso dos erros de concordância com "haver" é que eles são frequentes no passado e no futuro, mas raramente ocorrem no presente. 

Isto é, quem diz "Haviam muitas pessoas na festa" não diz "Hão muitas pessoas na festa", mas sim "Há muitas pessoas na festa". 

O que mostra que a má sonoridade de algumas formas de "haver" ("hão" principalmente) foi decisiva para torná-lo impessoal. 

Mas, repetimos, essa impessoalidade de "haver" somente se manifesta quando ele significa "existir" ou indica tempo passado. 

Se seu sentido for outro, ele é pessoal e varia normalmente no plural. 

É o que ocorre na frase "Eles não houveram o que desejaram", em que "haver" significa "conseguir".
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Regência verbal: perdoar

O verbo “perdoar” rege a preposição “a” se o complemento é pessoa: Se o Grêmio ganhasse, a torcida gremista não perdoaria aos jogadores de seu clube


Quando o complemento não é pessoa, perdoar é transitivo direto: Ele perdoou a dívida do amigo.
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Baía de Todos os Santos ou Baía de Todos-os-Santos?

Conforme o novo acordo ortográfico, grafam-se com hífen os topônimos (nomes próprios geográficos) iniciados por grã, grão, verbo ou cujos elementos estejam ligados por artigo: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Abre-Campo, Passa-Quatro, Quebra-Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouro, Trinca-Fortes, Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes, Baía de Todos-os-Santos.

Os demais topônimos se escrevem sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de Espada à Cinta, Bósnia Herzegóvina.

Exceção: Guiné-Bissau.
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Representação de CEP

O modo-padrão de representar o Código de Endereçamento Postal (CEP) é com as letras em caixa-alta e sem ponto nem dois-pontos após a sigla.

Exemplo: “Rua Capitão Lima, 250 – Santo Amaro – Recife – Pernambuco – CEP 50040-080”. 
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