Preparamos uma postagem especial para celebrar o dia em que o mundo cristão comemora o nascimento de Jesus.
Para começar, apresentamos a origem de alguns termos relativos à data.
Natal - Para os romanos, Natal era o deus que dava assistência às pessoas no momento do nascimento delas. Foi do nome desse deus que veio o latim "natale", origem da palavra "natal", que significa "nascimento" e, entre outras acepções, nomeia a mais importante data do calendário cristão.
Presépio - Veio do latim "praesepium", o mesmo que "curral, estrebaria". O significado original foi praticamente esquecido e hoje a palavra é mais empregada para designar a representação, geralmente em miniatura, da cena do nascimento do Menino Jesus.
Panetone - Provém do italiano "panettone". Por trás de sua origem, há muitas lendas, como a de que "panetone" viria de "pane tonico" (pão tônico, fortificante) ou a de que o nome seria uma homenagem ao inventor do pão, um tal de Toni, por isso "panetone", isto é, "pane di Toni".
Papai Noel - O "Papai Noel" dos brasileiros foi importado do francês "Père Noël" (Pai Natal). Os portugueses não fizeram essa importação e dizem "Pai Natal". Os ingleses têm o "Father Christmas". Os canadenses que falam inglês e os americanos pedem presentes a "Santa Claus", cuja origem é o holandês "Sinterklaas", "São Nicolau" em português. Nicolau foi um bispo que viveu na Turquia no século 4.º e, por ser bondoso e gostar de dar presentes, deu origem a essa história de "Papai Noel", alegre para as crianças que ganham presentes e triste para as que não ganham.
Ainda em ritmo natalino, agora vamos esclarecer a grafia de algumas palavras da época.
Árvore-de-natal x árvore de Natal
Com hífen, é árvore da família das pináceas (pinheiros) que fornece matéria-prima para a indústria de papel.
Sem hífen, é o pinheiro artificial que enfeita nossa casa no período natalino. E pode ser também pessoa que se veste com joias e roupas exageradamente berrantes.
Papai Noel x papai-noel
"Papai Noel", sem hífen e iniciais maiúsculas, é o personagem: "Papai Noel mora no Polo Norte", “Comércio vai contratar mais Papais Noéis este ano”.
"Papai-noel”, com hífen e iniciais minúsculas, é um presente de Natal: "O papai-noel do meu filho será uma bicicleta".
Perú ou peru?
As oxítonas terminadas em "u' não levam acento. Por isso, "angu", "Aracaju", "Gaibu", "timbu" e "peru".
Uma curiosidade: a ave peru não é originária, como se pode pensar, do país Peru, e sim do México e do sul dos Estados Unidos.
Mas existe uma explicação para seu nome. No século 16, os portugueses chamavam a América espanhola de Peru, pois este era, depois do Brasil, graças à fama do Império Inca, a região do Novo Mundo mais conhecida em Portugal.
Foi por isso que, ao chegar ao país europeu, procedente do México, a ave recebeu o nome de "peru".
Para fechar este especial, um desafio natalino:
» O nome “Papai Noel” está corretamente flexionado na frase:
a) Os Papai Noéis do Nordeste sofrem com o calor.
b) Os Papais Noéis do Nordeste sofrem com o calor.
c) Os Papais Noel do Nordeste sofrem com o calor.
Resposta do desafio
O plural de “Papai Noel” é “Papais Noéis”, ou seja, variam os dois elementos. Logo, a opção certa é a letra “b”.
“Um grupo de peregrinos oriundos da França, do Canadá e do México” ou “Um grupo de peregrinos oriundos da França, Canadá e México”. Com ou sem repetição da preposição? É o quer saber o leitor Bruno Almeida, que enviou a pergunta por e-mail.
Caro Bruno, neste caso, tanto faz, pode ser “Um grupo de peregrinos oriundos da França, do Canadá e do México” ou “Um grupo de peregrinos oriundos da França, Canadá e México”.
A repetição só será obrigatória quando for importante para o sentido.
Vejamos este caso: sem repetição – “Ele falou com o professor de filosofia e psicólogo da escola”; com repetição – “Ele falou com o professor de filosofia e com o psicólogo da escola”.
Sem repetição, significa que ele falou com uma só pessoa, que é ao mesmo tempo professor de filosofia e psicólogo da escola.
Com repetição, deixa claro que ele falou com duas pessoas, com o professor de filosofia e com o psicólogo da escola.
O verbo “perdoar” rege a preposição “a” se o complemento é pessoa: “Se o Grêmio ganhasse, a torcida gremista não perdoaria aos jogadores de seu clube”.
Quando o complemento não é pessoa, “perdoar” é transitivo direto: “Ele perdoou a dívida do amigo”.
Conforme o novo acordo ortográfico, grafam-se com hífen os topônimos (nomes próprios geográficos) iniciados por grã, grão, verbo ou cujos elementos estejam ligados por artigo: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Abre-Campo, Passa-Quatro, Quebra-Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouro, Trinca-Fortes, Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes, Baía de Todos-os-Santos.
Os demais topônimos se escrevem sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de Espada à Cinta, Bósnia Herzegóvina.