Dezembro 2010 - Português na Rede

Sobre década e décadas

A mesma discussão que houve no fim de 2009 está de volta neste fim de 2010: qual o ano que marca o fim da primeira década do século 21?

Não há muito o que discutir.

A primeira década do século se encerra este ano.

É muito simples.

Os séculos têm cem anos e sempre começam no ano 1.

O século primeiro começou em 1 e foi até 100.

O século 19 iniciou-se em 1801 e terminou em 1900.

O século 20 principiou em 1901 e acabou em 2000.

E o século atual teve seu início em 2001.

É a partir deste ano que começamos a contar os anos do século 21.

E o primeiro ciclo de dez anos, chamado de década, vai de 2001 a 2010.

Portanto, não há dúvida, 2010 marca o fim da primeira década do século 21.

E o próximo ano, 2011, será o início de uma nova década, certamente chamada de “década de 10”, cujo encerramento se dará em 2020.

Então, quer dizer que o pessoal que assinalou 2009 como o fim da primeira década do século errou?

Calma lá!

Essa década a que nos referimos na primeira parte deste comentário é a chamada “década clássica”.

Ela, porém, não é a única.

Como década é qualquer período de dez anos, podem ocorrer situações em que o início e o fim de uma década sejam marcados de outra forma.

Por exemplo: imaginemos que um clube de futebol foi decacampeão de 1995 a 2004.

Esse período de dez anos pode ser chamado de “a década de ouro” desse clube.

Algo parecido sucede com os dez anos que vão de 2000 a 2009.

Essa época pode perfeitamente ser chamada de década.

Não a primeira deste século, que, como vimos, termina agora em 2010.

Mas, por exemplo, a “década dos anos 00”, ou seja, a década que abrangeu os anos de 2000 a 2009.

Publicado na coluna "Com todas as letras", Jornal do Commercio do Recife, em 29/12/2010.
Leia Mais ►

Resposta do desafio natalino

A pergunta

O nome “Papai Noel” está, segundo os dicionários, corretamente flexionado na frase:

a) Os Papai Noéis do Nordeste sofrem com o calor.

b) Os Papais Noéis do Nordeste sofrem com o calor.

c) Os Papais Noel do Nordeste sofrem com o calor.

A resposta

Segundo os dicionários, o plural de “Papai Noel” é “Papais Noéis”, ou seja, variam os dois elementos.

Logo, a opção certa é a letra “b”.
Leia Mais ►

Desafio natalino

O nome “Papai Noel” está, segundo os dicionários, corretamente flexionado na frase:

a) Os Papai Noéis do Nordeste sofrem com o calor.

b) Os Papais Noéis do Nordeste sofrem com o calor.

c) Os Papais Noel do Nordeste sofrem com o calor.


A resposta está aqui.
Leia Mais ►

Palavras do Natal

Por estarmos na antevéspera do Natal, falaremos hoje da origem de alguns termos relacionados à data.

Natal - Para os romanos, Natal era o deus que dava assistência às pessoas no momento do nascimento delas. Foi do nome desse deus que veio o latim “natale”, origem da palavra “natal”, que significa “nascimento” e, entre outras acepções, nomeia a mais importante data do calendário cristão.

Presépio - Veio do latim “praesepium”, o mesmo que “curral, estrebaria”. O significado original foi praticamente esquecido e hoje a palavra é mais empregada para designar a representação, geralmente em miniatura, da cena do nascimento do Menino Jesus.

Panetone - Provém do italiano “panettone”. Por trás de sua origem, há muitas lendas, como a de que “panetone” viria de “pane tonico” (pão tônico, fortificante) ou a de que o nome seria uma homenagem ao inventor do pão, um tal de Toni, por isso “panetone”, isto é, “pane di Toni”.

Papai Noel - O “Papai Noel” dos brasileiros foi importado do francês “Père Noël” (Pai Natal). Os portugueses, mais objetivos, traduziram essa importação e dizem “Pai Natal”. Os ingleses têm o “Father Christmas”. Os canadenses que falam inglês e os americanos pedem presentes a “Santa Claus”, cuja origem é o holandês “Sinterklaas”, “São Nicolau” em português. Nicolau foi um bispo que viveu na Turquia no século 4.º e, por ser bondoso e gostar de dar presentes, originou essa história de “Papai Noel”, alegre para as crianças que ganham presentes e, infelizmente, triste para as que não ganham.


Leia Mais ►

Resposta do desafio

A pergunta


A alternativa em conformidade com a norma-padrão é:


a) Não é sempre que se fazem 90 anos.

b) Não é sempre que se faz 90 anos.

c) As alternativas "a" e "b" estão certas.

A resposta


A alternativa "a" - "Não é sempre que se fazem 90 anos" - é
a que está em conformidade com a norma-padrão.

O que temos é um caso de voz passiva sintética.

As orações com a estrutura “verbo transitivo direto + se + substantivo” (ou “se + verbo transitivo direto + substantivo”) estão na voz passiva sintética.

O sujeito (passivo) é o substantivo da estrutura, e o verbo, naturalmente, concorda com ele.

Observe:

Vendem-se carros. (Estrutura da oração: verbo transitivo direto + se + substantivo.)

Consertam-se relógios. (Estrutura da oração: verbo transitivo direto + se + substantivo.)

Não é sempre que se fazem 90 anos. (Estrutura da oração: se + verbo transitivo direto + substantivo.)

Observe que todas essas orações podem ser passadas para a voz passiva analítica (= verbo ser +  particípio):

Carros são vendidos.

Relógios são consertados.

Não é sempre que 90 anos são feitos.

Alguém pode contestar a concordância de "Não é sempre que se fazem 90 anos", sob o argumento de que o verbo "fazer" quando indica tempo transcorrido é impessoal.

Mas nessa frase o verbo "fazer" não indica tempo transcorrido.

Ele está sendo usado com o sentido de "completar": Não é sempre que se fazem 90 anos = Não é sempre que se completam 90 anos.

E com esse significado "fazer" é transitivo direto.


Leia Mais ►

Desafio: concordância verbal

A alternativa em conformidade com a norma-padrão é:

a) Não é sempre que se fazem 90 anos.

b) Não é sempre que se faz 90 anos.

c) As alternativas "a" e "b" estão certas.

Leia AQUI a resposta.


Leia Mais ►

ACERCA DE, A CERCA DE ou HÁ CERCA DE?

ACERCA DE corresponde a sobre, a respeito de: “Falou acerca do caso”; “A declaração foi acerca dos últimos episódios”; “Acerca daquele fato, nada tenho a dizer”.

A CERCA DE significa perto de, aproximadamente: “Declarou isso a cerca de 20 pessoas”; “As feras ficam a cerca de 30 metros dos visitantes”; “O elenco do time está reduzido a cerca de dez jogadores”.

HÁ CERCA DE significa faz aproximadamente: “Há cerca de duas semanas, troquei o óleo do carro”; "Ela saiu daqui há cerca de uma hora".
Leia Mais ►

Resposta do desafio: concordância

A pergunta


Sobre “Tudo é flores” e “Tudo são flores” podemos dizer quê:


a) A primeira está certa, a segunda está errada.


b) A primeira está errada, a segunda está certa.

c) Ambas estão certas.

A resposta

O verbo “ser” concorda preferencialmente com o predicativo plural quando o sujeito é um pronome neutro, isto é, “tudo”, “isso” ou “aquilo”.

Mas a concordância no singular também é aceita pela gramática.

Portanto, ambas as formas, “Tudo são flores” e “Tudo é flores”, estão corretas.


Leia Mais ►

Desafio: concordância

Sobre “Tudo é flores” e “Tudo são flores” podemos dizer quê:


a) A primeira está certa, a segunda está errada.


b) A primeira está errada, a segunda está certa.


c) Ambas estão certas.


Confira a resposta aqui.



Leia Mais ►

Senão x se não

Hoje vamos falar da dupla “senão” e “se não”.

A gramática nos ensina que “senão”, numa só palavra, estabelece relação de adversidade e pode ser substituído por “caso contrário”, “a não ser”, “mas” e “mas sim”: “Ande logo, senão (= caso contrário) chegaremos tarde”, “Não fiz isso para irritá-lo, senão (= mas) para motivá-lo”, “Não víamos na época outra opção, senão (= a não ser) utilizar o viaduto”.

“Senão” pode ser também substantivo, caso em que significa “defeito”, “falha”: “Não há um senão naquele bolo”, “Seus muitos senões atrapalham-no”.

A forma em duas palavras, “se não”, estabelece relação de condição e equivale a “caso não” e “quando não”: “Se não chover (= caso não chova), irei ao zoo”, “Vamos vacinar 90% das crianças, se não (= quando não) todas”, “Se não (caso não) fosse ele, esta região seria muito pobre”, “O que seria a ficção se não (caso não fosse) a realidade com sentimento de culpa?”

Parece simples, mas a prática mostra que não é.

O problema é que há casos em que a distinção de sentido não fica tão explícita.

Por exemplo: tanto é certo escrever (1) “Este exemplo esclareceu tudo, se não, vejamos” como (2) "Este exemplo esclareceu tudo, senão, vejamos”, pois em (1) é possível a conversão para “Este exemplo esclareceu tudo, caso não, vejamos”, ao passo que em (2) é possível refazer para “Este exemplo esclareceu tudo, caso contrário, vejamos”.

São esses casos de proximidade de significado que complicam a nossa vida.

E não há muito o que fazer para evitá-los.

A não ser entender bem o contexto para saber quando é indiferente usar “senão” ou “se não”.



Leia Mais ►

Questão de crase: Homenagem à ou a Nossa Senhora?

Para haver crase, é preciso que a palavra antecedente exija a preposição "a" e a subsequente aceite o artigo "a".

O nome "Nossa Senhora" rejeita artigo.

Constate: dizemos "a história de Nossa Senhora", "confia em Nossa Senhora do Carmo", "graça concedida por Nossa Senhora da Conceição", e não "a história da Nossa Senhora", "confia na Nossa Senhora do Carmo", "graça concedida pela Nossa Senhora de Conceição".

Por isso, “Homenagem a Nossa Senhora”, sem crase.


Leia Mais ►

Resposta do desafio

É invariável o substantivo que funciona como adjetivo.

“Pastel” é um substantivo.

Por isso a opção certa é a "c", Pintou toda a casa em tons pastel.

Em tempo - O plural "pastéis" continua sendo acentuado, pois se trata de uma formação oxítona.

O acento dos ditongos abertos "-ei-" e "-oi-" só caiu, conforme o novo acordo ortográfico, em palavras paroxítonas, como "ideia" e "joia".


Leia Mais ►

Desafio: acentuação e concordância

A opção legitimada pela gramática é:


a) Pintou toda a casa em tons pastéis.


b) Pintou toda a casa em tons pasteis.


c) Pintou toda a casa em tons pastel.


Veja se você acertou clicando aqui.



Leia Mais ►

O leitor pergunta: prá ou pra?

O dicionário Houaiss registra “pra” e “prá”.

O Vocabulário Ortográfico (Volp), apenas “pra”.

Qual o correto e por quê?

(Fábio Salgado - Brasília-DF)

Resposta

O certo é “pra”.

Não há acento nas preposições monossilábicas (com uma sílaba) porque elas são palavras átonas.


Leia Mais ►

COQUETEL MOLOTOV ou COQUETEL-MOLOTOV?

Segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) da Academia Brasileira de Letras, a grafia certa é “coquetel-molotov”, com hífen.

E o plural é “coquetéis-molotovs”, com flexão nas duas palavras.


Leia Mais ►