Março 2011 - Português na Rede

O leitor pergunta: a pronúncia de "recorde"

Como se pronuncia a palavra “recorde”? (Elias Martins – Recife-PE)

Resposta

A palavra “recorde” é paroxítona, ou seja, a sílaba tônica é a penúltima, “-cor”.

Existe também a variante “récorde”, proparoxítona e com acento no “e” inicial.
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Resposta do desafio: ortografia

A pergunta

Não há erro(s) de ortografia em:

a) A gia estava na tijela do cão rabujento.

b) A jia estava na tigela do cão rabugento.

c) A gia estava na tigela do cão rabugento.

A resposta

A opção certa é letra “b”: “jia” escreve-se com “j”, e “tigela” e “rabugento”, com “g”.
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Desafio: ortografia

Não há erro(s) de ortografia em:

a) A gia estava na tijela do cão rabujento.

b) A jia estava na tigela do cão rabugento.

c) A gia estava na tigela do cão rabugento.

Confira a resposta AQUI.
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Resposta do desafio: conjugação do verbo "aprazer"

A pergunta

A opção correta é:

a) Ontem eu me aprazi olhando a Lua.

b) Ontem eu me aprouve olhando a Lua.

c) As duas formas estão corretas.

A resposta

Tradicionalmente, o verbo “aprazer” é irregular no pretérito (e nos derivados deste): eu aprouve, ele aprouve, nós aprouvemos, eles aprouveram.

Hoje, porém, se aceita a conjugação regular no pretérito desse verbo: eu aprazi, ele aprazeu, nós aprazemos, eles aprazeram.

Letra “c” é, portanto, a resposta correta.
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Complemento nominal x adjunto adnominal

Aquela história de aprender a identificar um “agente da passiva”, uma “oração subordinada substantiva objetiva direta”...

Somos rigorosamente contra essa forma de ensino da língua portuguesa.

Mas hoje vamos abrir uma exceção.

Tudo porque a jovem Larissa Alves, 14 anos, nos enviou uma mensagem em que fez um pedido: “Professor Laércio, por favor, me ensine a saber a diferença entre um adjunto adnominal e um complemento nominal”.

Por ser estudante do do 8º ano do ensino fundamental, esse conteúdo está sendo cobrado a Larissa.

A nosso ver, saber diferenciar um adjunto adnominal de um complemento só tem utilidade quando esse conhecimento é vinculado à produção de texto.

Ou seja, quando o conhecimento do que é um sujeito, um objeto, um adjunto, ajuda o aluno a produzir bons textos.

O professor, portanto, precisa associar o ensino de sintaxe à produção textual.

Posto isso, vamos atender ao pedido de Larissa: cara leitora, antes de tudo você precisa saber que o complemento nominal, como o próprio nome diz, completa o significado de um nome; ao passo que o adjunto é apenas um termo acessório, não é necessário para dar sentido ao nome.

O complemento nominal sempre é iniciado por preposição; o adjunto, às vezes.

Quando o adjunto não é iniciado por preposição, é tranquilo, não existe a confusão complemento/adjunto.

No entanto, quando é, surgem os casos em que o aluno tem dificuldade para distinguir esses dois termos.

Para não ter essa dificuldade, o estudante tem de ficar atento às diferenças entre o complemento nominal e o adjunto adnominal.

PRIMEIRA DIFERENÇA: o complemento nominal se liga a substantivos abstratos, a adjetivos e a advérbios; o adjunto se liga a substantivos, que podem ser abstratos ou concretos.

SEGUNDA DIFERENÇA: o complemento nominal tem sentido passivo, ou seja, recebe a ação expressa pelo nome a que se liga; o adjunto tem sentido ativo, isto é, ele pratica a ação expressa pelo substantivo modificado por ele.

TERCEIRA DIFERENÇA: o complemento não expressa ideia de posse; o adjunto frequentemente indica posse.

Vamos agora praticar essa teoria: “As casas de madeira são ótimas no inverno".

“De madeira” é complemento nominal ou adjunto?

Lembra-se do que dissemos na “primeira diferença”? O complemento nominal se liga exclusivamente a substantivos abstratos.

“De madeira” está modificando um substantivo concreto, “casas”.

Logo, “de madeira” é adjunto adnominal.

Outro exemplo: “Ele é igual ao pai”.

Qual a função de “ao pai”?

Ele está se referindo a “igual”, que é adjetivo.

Como dissemos na “primeira diferença”, o complemento nominal se liga a adjetivos, o adjunto não.

Portanto, “ao pai” é complemento nominal.

Mais um exemplo: “Amor de mãe é eterno”.

Qual a função do termo “de mãe”?

Ele está modificando um substantivo abstrato, “amor”.

Logo, pode ser complemento nominal ou adjunto.

A “segunda diferença” vai nos ajudar: “de mãe” tem sentido ativo, a mãe sente o amor.

Assim, “de mãe” é adjunto adnominal.

Mais um: “O amor à mãe é sagrado”.

O termo “mãe” agora tem sentido passivo.

“Mãe” não está dando amor, mas sim recebendo.

Conclusão: “à mãe” é complemento nominal.

Um último exemplo: “A fuga do ladrão foi ousada”.

Há neste caso ideia de posse: “do ladrão” é, portanto, adjunto adnominal.
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Desafio: conjugação do verbo "aprazer"

A opção correta é:

a) Ontem eu me aprazi olhando a Lua.

b) Ontem eu me aprouve olhando a Lua.

c) As duas formas estão corretas.

Eis AQUI a resposta.
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Resposta do desafio: o gênero de "omelete"

A pergunta

A opção correta é:

a) Dilma preparou uma omelete no programa de Ana Maria Braga.

b) Dilma preparou um omelete no programa de Ana Maria Braga.

c) As duas opções estão certas.

A resposta

Os dois principais dicionários do País, Aurélio e Houaiss, divergem quanto ao gênero de “omelete”.

O primeiro diz que é palavra feminina; o segundo, que é palavra de dois gêneros.

A palavra final é do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) da Academia Brasileira de Letras, pois este tem valor de lei.

E o Volp pensa como o Houaiss: “omelete” é palavra de dois gêneros, ou seja, tanto faz “o omelete” ou “a omelete”.
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A TSUNAMI ou O TSUNAMI?

Os substantivos japoneses são neutros, ou seja, não são nem masculinos, nem femininos.

Na passagem para a língua portuguesa, porém, esses substantivos entram como masculinos: “o caraoquê”, “o caratê”, “o quimono”, “o sashimi”, “o shoyu”, “o sushi”, “o yakisoba”, “o tsunami”.

Exceção: “a tempura”.
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Desafio: o gênero de "omelete"

A opção correta é:

a) Dilma preparou uma omelete no programa de Ana Maria Braga.

b) Dilma preparou um omelete no programa de Ana Maria Braga.

c) As duas opções estão certas.

AQUI está a resposta.
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LÂMPADA FLORESCENTE ou FLUORESCENTE?

Não há no mercado “lâmpadas florescentes”, isto é, que florescem.

Há, sim, “lâmpadas fluorescentes”, ou seja, que têm a propriedade da fluorescência, a emissão de luz por certos minerais quando estão sob a ação de luz ultravioleta ou raios X.

A palavra “fluorescência” tem origem no nome de um mineral, a “fluorita", pois foi a partir de experiências com esse mineral que o fenômeno foi descoberto.
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Resposta do desafio: o feminino de "folião"

A pergunta

Segundo os dicionários, a opção correta é:

a) Maria é uma foliona animada.

b) Maria é uma foliã animada.

c) As duas opções estão certas.

A resposta

A forma “foliã” é ignorada pelos dicionários.

Para eles, o feminino de “folião” é “foliona”.
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Desafio: o feminino de "folião"

Segundo os dicionários, a opção correta é:

a) Maria é uma foliona animada.

b) Maria é uma foliã animada.

c) As duas opções estão certas.

Confira AQUI a resposta.
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A origem da palavra "carnaval"

Para uns, a origem da palavra “carnaval” (aqui o termo está sendo empregado em sentido genérico, por isso a inicial minúscula) é a expressão latina “carne levare”, com o significado de se afastar da carne (latim “levare”: tirar, sustar, afastar).

Para outros, a expressão que originou a palavra “carnaval” foi “carne vale”, ‘adeus carne’ em latim.

E há uma terceira corrente: “carnaval” viria de “carrum navalis”(carro naval), uma espécie de carro na forma de navio que desfilava nas saturnais, festas em que os romanos celebravam o deus Saturno, semelhantes em muitos aspectos com o Carnaval dos dias atuais.
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A inicial maiúscula de "Carnaval"

Alguns leitores criticam o fato de o Jornal do Commercio escrever “Carnaval”, com inicial maiúscula.

Esses leitores baseiam sua crítica numa velha regra da ortografia que manda grafar com inicial maiúscula os nomes de festas religiosas; os nomes de festas pagãs, diz a mesma regra, têm letra inicial minúscula.

Logo, por essa regra, devemos escrever “carnaval”, com minúscula, pois é uma festa pagã.

Tal regra, porém, hoje em dia está obsoleta.

O novo acordo ortográfico, na base 19, item 2, letra “d”, determina: “A letra maiúscula inicial é usada: (...) d) Nos nomes de festas e festividades: Natal, Páscoa, Ramadão, Todos os Santos.

Como se vê, o novo acordo não diz que a inicial maiúscula é exclusiva de festas religiosas.

Logo, atualmente, o Jornal do Commercio, ao grafar “Carnaval”, com maiúscula, também está de acordo com a nova ortografia.

É verdade que há muito tempo o JC dá à festa de Momo o status de nome próprio.

Era uma decisão interna do jornal, que, dessa forma, buscava dar um destaque e uma valorização gráfica à festa.

E se essa “rebeldia” podia ser malvista por alguns leitores, hoje não mais. Com as novas regras, grafar “Carnaval” com inicial maiúscula não pode mais ser tachado de equívoco.

Publicado na coluna "Com todas as letras", Jornal do Commercio do Recife, em 2/3/2011.
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Glossário do Carnaval

Se você faz questão de falar e escrever gramaticalmente correto até no Carnaval, eis uma lista de palavras comumente usadas no período:

abre-alas (ala, bloco);

água de cheiro (nova ortografia: perdeu o hífen);

arlequim;

(a) axé-music (repare: nome feminino)

baque solto (maracatu);

baque virado (maracatu);

caboclinho;

caboclo de lança (sem hífen);

Carnaval (inicial maiúscula);

carro alegórico (sem hífen);

chope;

colombina;

confete;

corso;

Domingo de Carnaval (iniciais maiúsculas);

filhó (bolinho tradicionalmente comido no Carnaval);

filhós (variante de “filhó”; pl.: filhoses);

foliões (plural de “folião”);

foliã (feminino legitimado pelo uso);

foliona (feminino dicionarizado);

frevo-canção (pl.: frevos-canção);

frevo de bloco (nova ortografia: perdeu o hífen);

frevo de rua (nova ortografia: perdeu o hífen);

hors-concours;

o) lança-perfume (repare: nome masculino);

la ursa;

mamãe-sacode (não se flexiona: as mamãe-sacode);

manhã de sol;

marcha de bloco (nova ortografia: perdeu o hífen);

Rainha do Carnaval (iniciais maiúsculas);

Rei Momo (iniciais maiúsculas);

pau e corda (nova ortografia: perdeu o hífen);

pierrete (feminino de pierrô);

porta-bandeira (pl. porta-bandeiras);

porta-estandarte (pl. porta-estandartes);

Quarta-Feira de Cinzas (iniciais maiúsculas);

refrão (pls.: refrães, refrãos e, o mais usado, refrões);

Sábado de Carnaval (iniciais maiúsculas);

Sábado de Zé Pereira (iniciais maiúsculas);

Segunda-Feira de Carnaval (iniciais maiúsculas);

samba-canção (pl.: sambas-canção);

samba-enredo (pl.: sambas-enredo);

serpentina;

(o) sobe e desce (nova ortografia: perdeu o hífen);

Terça-Feira de Carnaval (iniciais maiúsculas);

Terça-Feira Gorda (iniciais maiúsculas);

trio elétrico (atente: sem hífen);

(a) Verde e Rosa (escola de samba; nova ortografia: perdeu o hífen);

(a) Verde-Rosa (escola de samba; conservou o hífen porque não tem elemento de ligação).
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Reposta do desafio: "entre... e" ou "entre... a"?

A pergunta

Não há incorreção gramatical na opção:

a) Entre 15 a 20 pessoas participaram do treinamento.

b) Entre 15 e 20 pessoas participaram do treinamento.

c) As opções "a" e "b" estão corretas.

A resposta

Os termos regidos pela preposição "entre" são coordenados pela conjunção "e".

Logo, a opção certa é a letra "b": "Entre 15 e 20 pessoas participaram do treinamento".
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