Março 2013 - Português na Rede

O novo alfabeto da língua portuguesa e o uso das letras K, W e Y

Com o novo acordo ortográfico, as letras K, W e Y, eliminadas pela reforma de 1943, foram reincorporadas, sendo empregadas nos seguintes casos:

a) em nomes de origem estrangeira e seus derivados: Kennedy, Darwin, Byron, kennediense, darwinismo, byroniano;

b) em siglas, símbolos e unidades de medida de uso internacional: KLM, TWA, K (potássio), km (quilômetro), kW (quilowatt);

c) em palavras estrangeiras de uso corrente no português: kart, kit, kung fu, show, web, playboy, playground.

Observação (1): Sempre que possível, deve-se substituir os topônimos estrangeiros por formas vernáculas correspondentes: Nova Iorque, Xangai, Zurique, Pequim, Tóquio.

Observação (2): A posição das letras reincorporadas é esta – o K fica depois do J; o W, depois do V; e o Y é a antepenúltima letra, ou seja, fica antes do Z.

Logo, nosso novo alfabeto é este: A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, W, X, Y e Z.

Se você quer passar num concurso, não pode deixar de ler este LIVRO.

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Concordância: “É meio-dia e meio” ou “São meio-dia e meia” ou “É meio-dia e meia”?


O verbo “ser”, ao indicar horas, concorda com o primeiro numeral que vem depois dele.

E “meio” refere-se à palavra “hora” na construção “meio-dia e meia [hora]”.

Logo, “São dez e quinze”, “É uma hora e vinte minutos”, “É meio-dia e meia”
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Crase: cara à cara ou cara a cara?

Não há crase no "a" que liga substantivos repetidos:  "face a face", "frente a frente", "cara a cara".
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Desafio: ortografia - s ou z?

Em qual opção não existe erro de grafia?

   a) Fineza, catequizar, paralizar.
   b) Finesa, catequizar, paralisar.
   c) Fineza, catequisar, paralisar.

Resposta

Não existe erro de grafia na opção “b”.

Na “a”, existe um: “paralizar”.

Por derivar de palavra que tem “s” no radical, “paralisia”, o verbo “paralisar” escreve-se assim, “com “s”.

Na “c”, o erro é “catequisar”.

O correto é “catequizar”.

Apesar de “catequese” ser com “s”, o verbo não se derivou do substantivo, veio direto do latim “catechizo” e por isso se escreve com “z”.

E, se você está estranhando “fineza” com “z” ao lado de “finesa” com “s”, ambas as grafias estão certas.

“Fineza” com “z” é a qualidade do que é fino, educado, elegante: “Ele trata os amigos com muita fineza”.

E “finesa” com “s” é o feminino de “finês”, sinônimo de “finlandês”, ou seja, coisa ou pessoa da Finlândia.


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Ele quiz ou quis?

Escreve-se “Ele quis”, com “s”.

E por que se escreve “fiz”, com “z”?

É porque “fiz” é forma do verbo “fazer”, que tem “z” no radical.

Muito diferente, portanto, de “quis”, forma de “querer”, que não tem “z” no radical.
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Concordância: Nenhuma das peças encontradas "são" ou "é" do período clássico?

Fica no singular o verbo cujo sujeito é formado por pronome indefinido no singular + de + pronome ou nome no plural:

Algum de nós fará a tarefa.

Nenhum de nós escutou o recado.

Cada um de vocês é responsável pelo planeta Terra.

Qual das cidades fará a melhor festa de Natal?

Algum dentre vocês será o escolhido.

Nenhum dos candidatos merece nosso voto.

Nenhuma das peças encontradas é do período clássico.
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O modo subjuntivo: Se o Brasil "impor" ou "impuser" sua vontade?

O certo é "Se o Brasil impuser sua vontade".

Ocorre que "pôr" e seus derivados (compor, depor, impor, interpor, propor, repor) nas formas do subjuntivo, que expressam condição e são introduzidas por "se" ou "quando", sofrem alteração no radical: viram "puser" (compuser, depuser, impuser, interpuser, propuser, repuser), se a condição for futura; ou pusesse (compusesse, depusesse, impusesse, interpusesse, propusesse, repusesse), se a condição for passada.

É muito comum o emprego de "impor" no lugar de "impuser", fato que se repete com outros verbos irregulares, como "ter" (e derivados) e "fazer" (e derivados).

Quer ver?

Quem nunca ouviu "Se a polícia deter o criminoso" ou "Se eu satisfazer sua vontade"?

São frases muito comuns, talvez até mais que as gramaticalmente corretas: "Se a polícia detiver o criminoso", "Se eu satisfizer sua vontade".

Há uma explicação para essa dificuldade de se conjugar corretamente os verbos irregulares no subjuntivo.

É que nos verbos regulares o infinitivo pessoal e o futuro do subjuntivo são iguais.

Como consequência, as pessoas tendem a generalizar e usar formas do infinitivo pessoal por formas do futuro do subjuntivo, inclusive nos verbos irregulares.

O verbo "pôr" e seus derivados, como "impor", são uma prova disso.

Mas há um modo de escapar dessa armadilha: mirar o pretérito perfeito do indicativo, pois é da terceira pessoa do plural dele que se origina o subjuntivo.

Vamos usar como modelo o verbo "impor" e conjugá-lo no pretérito do indicativo: eu impus, tu impuseste, ele impôs, nós impusemos, vós impusestes, eles impuseram.

Tire as duas letras finais da terceira pessoa do plural do pretérito (impuser-am) e você terá o futuro do subjuntivo: se eu impuser, se tu impuseres, se ele impuser, se nós impusermos, se vós impuserdes, se eles impuserem.

Agora tire as três letras finais da terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (impuse-ram), acrescente a terminação "sse" e você terá o pretérito imperfeito do subjuntivo: se eu impusesse, se tu impusesses, se ele impusesse, se nós impuséssemos, se vós impusésseis, se eles impusessem.
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Crase: curso à distância ou a distância?

Quando a distância não está determinada, o "a" da locução "a distância" não leva acento grave.

Compare:

Distância indeterminada (sem crase)

Ele observou tudo A DISTÂNCIA.

Sempre acompanho os jogos do meu time, mesmo A DISTÂNCIA.

Hoje nos matriculamos num curso A DISTÂNCIA.

Distância determinada (com crase)

Os militares acompanharam tudo À DISTÂNCIA de 10 metros.

No zoológico, as feras ficam À DISTÂNCIA de 15 metros.

Observamos tudo À DISTÂNCIA de 5 metros.



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