Julho 2013 - Português na Rede

A pronúncia de líquido, liquidação e liquidificador

Os principais dicionários e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) da Academia Brasileira de Letras aceitam, no caso dessas palavras, a pronúncia ou não do "u".

Assim sendo, consideram-se gramaticalmente corretas as seguintes pronúncias (entre parênteses a pronúncia):

líquido (qu)

líquido (qü)

liquidação (qu)

liquidação (qü)

liquidificador (qu)

liquidificador (qü)

Baseado na minha observação, parece-me que, no caso de "líquido" e "liquidação", o mais comum é não pronunciar o "u".

E, com "liquidificador", é diferente, sendo mais  usual pronunciar o "u".

E você, leitor, o que me diz? 

Como você pronuncia essas palavras?


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Na medida em que ou à medida que?


Antes de tudo, um esclarecimento: não existe a locução “à medida em que”, com a preposição "em" apenas antes de “que”.

O que há é “na medida em que”, com a preposição "em" no início e antes de “que”, e “à medida que”, sem a preposição "em".

A primeira estabelece relação de causa e equivale a "porque" ou a "tendo em vista que":

É melhor comprar à vista, na medida em que os juros estão altos.

Na medida em que o caso não foi resolvido, vamos prosseguir as investigações.

Temos que confiar no Estado, na medida em que isso é essencial para uma democracia.

"À medida que” estabelece relação de proporção e pode ser substituída por "à proporção que" ou "ao mesmo tempo que”:

O nível da competição melhora à medida que as equipes ficam entrosadas.

À medida que aumentam as medidas do corpo, diminuem as opções do guarda-roupa.


As dúvidas devem ser respondidas à medida que aparecem.



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Se o plural de pai e mãe é pais, de filho e filha é filhos, por que o plural de avô e avó é avós, e não avôs?

Hoje é o Dia dos Avós, boa oportunidade para falarmos do plural de “avô” e de “avó”.

O plural dessas palavras exige certa atenção, pois depende das combinações reproduzidas a seguir:

- avô materno + avô paterno = avôs;

- avó materna + avó paterna= avós;

- avô materno + avó materna= avós;

- avô paterno + avó paterna= avós;

- os quatro:  avô materno + avó materna + avô paterno + avó paterna = avós.

Observe que nós dizemos “avôs”, com “o” fechado, apenas quando estamos fazendo menção ao avô materno e ao paterno.

Se misturamos masculino e feminino, temos “avós”.

O curioso é que, quando nos referimos a pai e mãe, o plural é “pais”; e, quando nos referimos a filho e filha, o plural é “filhos”.

Ou seja, o plural é masculino.

Por que a combinação “avô + avó” é diferente, resultando em “avós”?

Seria o único caso na língua portuguesa em que, no plural, o feminino venceu o masculino?

Para a tristeza das feministas, a resposta é “não”.

O plural “avós”, quando se refere a seres de sexo diferente, é masculino, por mais estranho que pareça.

Sucedeu o seguinte: "aviolu", a palavra do latim popular que deu origem a "avô", tinha o "o" aberto no singular e no plural, “aviolos”.

No português, ela entrou com "o" fechado no singular, que é conservado quando nos referimos aos dois avôs.

No entanto, o plural latino com "o" aberto reaparece na combinação avô + avó.


Logo, podemos dizer que é um caso de metafonia, como "ovo" e "osso", que têm timbre fechado no singular, porém aberto no plural. 

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Como anunciar em Português na Rede e fazer sua marca aparecer para mais de 400 mil pessoas

Português na Rede foi criado em outubro de 2007 e hoje tem uma das maiores audiências no segmento de blogues educacionais.

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Português na Rede tem como parceiros importantes veículos de comunicação, como o portal NE10 e o Guia do Estudante da Editora Abril.

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Crase: vale à pena ou vale a pena?


O verbo "valer" é transitivo direto: alguma coisa vale o esforço, vale o castigo, vale um prêmio.

É por isso, por ele não pedir complemento com a preposição “a”, que não há crase em “vale a pena”:

A verdade sempre vale a pena.

Não vale a pena construir luxuosos estádios enquanto o povo sofre em filas de hospitais públicos.

Apesar de tudo, vale a pena viver.




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Bem vindo ou bem-vindo?


A norma culta só registra a forma "bem-vindo", com flexão de gênero e número sempre que houver um nome a exigir isso, pois se trata de adjetivo composto.

Portanto, escreva sempre com hífen:

Bem-vinda, professora!

Bem-vindos sejam os honestos e os trabalhadores.

As crianças sempre são bem-vindas.

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Minha namorada é "demais" ou "de mais"?

DEMAIS, junto, significa “excessivamente”, é advérbio de intensidade e como tal modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio:

Ele estuda demais.

Ela é bonita demais.

Hoje os pais estão longe demais dos filhos.

DE MAIS, separado, significa “a mais” ou “além do ideal”, se opõe a “de
menos”, é locução adjetiva e, assim sendo,  modifica substantivo:

Há gente de mais em Tóquio.

Nas ruas brasileiras, há carros de mais e ônibus de menos.

Minha namorada é de mais.

DE MAIS, separado, também significa “capaz de causar estranheza”, “anormal”:

Não há nada de mais nessa crítica.

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Dica para melhorar a redação: "o mesmo" no lugar do pronome "ele" é muito feio!


Não use "mesmo" no lugar de "ele", como em "Falei com o professor e o mesmo me prometeu entregar as provas na próxima semana".

A frase fica bem melhor com o uso do pronome pessoal: "Falei com o professor e 'ele' me prometeu entregar as provas na próxima semana".

Esse uso estilisticamente ruim de "mesmo" não chega a ser um erro gramatical, mas enfeia, e muito, o texto escrito/falado.

Se você não quer empobrecer o estilo, empregue a palavra "mesmo" apenas nos seguintes casos:

1. Equivalendo a exato, idêntico, tal qual, próprio, caso em que é adjetivo ou pronome e, desse modo, variável:

Foi no mesmo carro.

Continua a mesma pessoa.

Elas mesmas reconheceram o erro.

2. Com o sentido de justamente, até, ainda, realmente, funcionando como advérbio e, portanto, invariável:

Eu moro lá mesmo.

A receita é mesmo boa.

Segundo o delegado, eles são mesmo os responsáveis.


3. Significando a mesma coisa, com valor de substantivo, mas invariável: 

O mesmo eu disse a ela.

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Desinteria ou disenteria?


Se você é um dos que pensam que o certo é “desinteria”, saiba:

a palavra é "disenteria".

Um "mergulho" na etimologia - ciência que estuda a origem das palavras - nos revela a razão:

ela vem do grego "dysentería", em que "entería" refere-se a "énteron", "intestino" na língua de Homero.

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Concordância: próximo - A bomba explodiu próxima ou próximo à Embaixada dos Estados Unidos?


"Próximo” varia quando é adjetivo ou substantivo e, por isso, qualifica um nome ou está precedido de artigo: 

Depois da crise, as irmãs estão mais próximas.
("PRÓXIMO" ESTÁ QUALIFICANDO O NOME "IRMÃS".)

Eles são parentes próximos do presidente. 
("PRÓXIMO" ESTÁ QUALIFICANDO O NOME "PARENTES".)

As duas cidades ficam próximas. 
("PRÓXIMO" ESTÁ QUALIFICANDO O NOME "CIDADES".)

No próximo mês, passarei uns dias em São Paulo. ("PRÓXIMO" ESTÁ PRECEDIDO DE ARTIGO.)

Jesus mandou amar o próximo.
("PRÓXIMO" ESTÁ PRECEDIDO DE ARTIGO.)

Quando integra a locução “próximo a/de”, “próximo” é advérbio, fica invariável:

Ela trabalha próximo da Avenida Guararapes.

Próximo da fábrica havia uma escola.

A bomba explodiu próximo à Embaixada dos Estados Unidos.

Repare que a locução “próximo a/de” inicia um adjunto adverbial de lugar: a bomba explodiu onde?

Resposta: próximo à Embaixada dos Estados Unidos (adjunto adverbial de lugar).

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Concordância - melhor: Eles estão se sentindo melhores ou melhor?

O correto é "Eles estão se sentindo melhor”.

Ocorre que “melhor”, nesse caso, é um advérbio (=mais bem) modificando um  verbo.

Advérbios, sabemos, não variam.

E “melhor” nunca vai para o plural?

Sim, mas só quando é substantivo ou adjetivo, equivalente de “mais bom/ mais boa” (formas que não se usam): 

Os melhores alunos da escola.

Vinhos importados nem sempre são melhores que os nacionais.

Suas terras são melhores que as nossas.

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